Cyberbullying: Ainda há muito a fazer junto dos professores e dos pais

Abril 13, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do portal Educare de 4 de Abril de 2012.

O docente da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra João Amado considerou hoje que “ainda há muito a fazer” junto dos professores, mas sobretudo dos pais, sobre a problemática do ‘cyberbullying’.

“Julgamos que há ainda muito a fazer junto dos professores, mas sobretudo junto dos pais. Os professores começam, aos poucos, a ser sensíveis a estas problemáticas, penso que o grande trabalho é chegar à comunidade em geral e, muito em especial, às famílias”, afirmou aos jornalistas à margem da apresentação dos primeiros resultados do estudo “Cyberbullying — um diagnóstico da situação em Portugal”, que decorreu ontem no auditório da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação (FPCEUC).

Na sua perspetiva, em Portugal verifica-se “um atraso em ações e iniciativas dirigidas aos pais”, comparando com o que acontece noutros países.

“É uma das áreas onde é preciso fazer alguma coisa”, frisou João Amado, coordenador do estudo.

Apresentado numa conferência internacional sobre o desenvolvimento profissional dos formadores de professores, que decorre até quarta-feira, o estudo abrangeu, numa primeira fase, 339 alunos do 6.º, 8.º e 11.º anos de escolas das regiões de Lisboa e Coimbra – explicou Armanda Matos, uma das docentes envolvidas no projeto.

Segundo estes primeiros dados, 15,7% dos inquiridos dizem já ter sido vítimas de ‘cyberbullying’ e 9,4% admitiram ter sido agressores, usando tecnologias de informação e comunicação para agredir os colegas.

De acordo com a professora universitária, os meios mais utilizados foram a mensagem instantânea, o SMS (através de telemóvel e internet) e as redes sociais (com destaque para o Hi5 e Facebook).

O projeto, envolvendo as universidades de Coimbra (UC) e Lisboa e contando com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, abrangeu também “uma pequena amostra” de 261 alunos das faculdades de Psicologia das duas instituições.

13% dos estudantes universitários inquiridos dizem que foram vítimas, 1% foram agressores e 88% foram testemunhas de ‘cyberbullying’ – revelou a docente Teresa Pessoa aos jornalistas, explicando que a maioria dos problemas relatados se situam na adolescência, sobretudo no ensino secundário.

Na perspetiva de Armanda Matos, a preparação dos professores “é essencial”, devendo orientar-se sobretudo para a prevenção e para a intervenção e também para intervir na comunidade educativa na formação de alunos e de pais.

O estudo foi apresentado numa sessão intitulada “Do bullying ao cyberbullying: investigação e intervenção”, que compreendeu a análise da “dimensão desta nova forma de violência em Portugal, as diferentes facetas que o fenómeno apresenta e as estratégias para os responsáveis educativos lidarem com a situação”, segundo uma nota de imprensa sobre o evento.

O encontro científico (4th Winter Conference of the Association for Teacher Education in Europe – ATEE) a decorrer em Coimbra é uma organização conjunta da UC e do “MOFET Institute de Telavive (Israel) reunindo investigadores de 31 países.

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