Crianças pobres são tão felizes como as crianças ricas

Abril 13, 2012 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 9 de Abril de 2012.

Mais novos sabem que dinheiro é importante para o bem-estar diário, mas dão-lhe menos importância do que os pais. Não há relação entre a felicidade dos mais novos e o rendimento dos pais.

A esmagadora maioria das crianças são felizes. Um estudo de uma professora da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa inquiriu quase 1300 crianças da região Norte. Os mais novos sabem que o dinheiro é importante para o bem-estar diário, mas dão-lhe muito menos importância do que os pais. Apesar da crise e do desemprego, quase 90 por cento das crianças dizem ser muito felizes.

Liliana Fernandes, professora e autora desta tese de doutoramento (que já tem alguns resultados publicados), admite que as crianças pobres tendem a ser tão felizes como as crianças ricas. Não há relação entre a felicidade dos mais novos e o rendimento dos pais.

As crianças inquiridas têm contudo a noção de que o seu bem-estar depende muito dos bens materiais, do dinheiro. Aliás, uma das principais conclusões a que chegou é que o desemprego e uma menor formação escolar dos pais são os factores que mais tendem a afectar negativamente o bem-estar das crianças.

As dificuldades económicas não impedem, contudo, que a esmagadora maioria das crianças afirmem que são muito felizes.

O inquérito abrangeu 1246 pais e crianças do 3º ao 6º ano de escolaridade a viver na região Norte de Portugal. A esmagadora maioria, 87%, colocou-se no topo da escala de felicidade (de 1 a 10) que lhes foi apresentada – 57,1% no grau 10; 16,5% no grau 9; 13,7% no grau 8.

Liliana Fernandes admite que ficou espantada com alguns resultados. Na cabeça das crianças, o dinheiro é fundamental para terem bem-estar, mas isso não afecta o seu grau de felicidade: «a parte material, o rendimento dos pais e o acesso a certos bens de consumo não aparecem como tão relevantes na determinação dessa felicidade subjectiva».

No entanto, à medida que ficam mais velhas as crianças tendem a ficar menos felizes. Liliana Fernandes desconhece as razões para essa tendência, mas o dinheiro pode ter influência. Ou seja, as crianças aproximam-se dos padrões dos adultos e começam a dar mais importância às questões materiais.

Aos poucos, explica a investigadora, as crianças «observam-se a si próprias e comparam os bens de consumo que possuem, algo que pode afectar a percepção em relação ao seu grau de felicidade”»

Os resultados deste estudo revelam que, ao contrário das crianças, a falta de dinheiro afecta a felicidade dos pais e estes estão muitas vezes convencidos que as questões materiais afectam a felicidade dos filhos. Liliana Fernandes sublinha, contudo, que «as crianças estão mais distantes das questões materiais do que aquilo que esses pais pensam».

Nuno Guedes

 

Encontro Técnicos de GAAF

Abril 13, 2012 às 1:26 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No dia 27 de abril,realiza-se no Instituto Português do Desporto da Juventude (IPDJ), em Moscavide, o Encontro de Técnicos de GAAf (Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família), promovido pela Mediação Escolar do Instituto de Apoio à Criança, com o objetivo de promover a partilha de técnicas e estratégias de intervenção em contexto escolar e uniformizar o modelo de implementação e de avaliação.

 O Encontro contará com a presença do Dr. Nuno Colaço, Professor na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia e a Dr.ª Teresa Amaral, Directora do Serviço de Saúde Mental Infantil e Juvenil do Centro de Saúde Dr. José Domingos Barreiro (SCML).

A sessão de abertura será da responsabilidade da Vice – Presidente do IAC, Dra Dulce Rocha, do Dr. Laborinho Lúcio (a confirmar). Conselheiro Jubilado e Membro do Conselho Superior de Magistratura e pela Coordenadora da Mediação Escolar do IAC, Dra. Melanie Tavares.

O Encontro decorrerá entre as 9h30 e as 16h30 com entrada gratuita, mas inscrição obrigatória até 16 de abril. As inscrições devem ser enviadas para o seguinte endereço eletrónico: mediacao.escolar.iac@gmail.com

 

III Jornadas Casa da Praia – Crise e Mudança na Vida Emocional dos Jovens : Das Dificuldades Actuais na Escola à Perspectiva da Evolução no Futuro

Abril 13, 2012 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Luísa Lobão Moniz, Mestre em Educação Intercultural – SOS-Criança /Instituto de Apoio à Criança, irá participar na mesa redonda “A criança e a aprendizagem escolar : perspectivas para o futuro”

Mais informações Aqui 

Cyberbullying: Ainda há muito a fazer junto dos professores e dos pais

Abril 13, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do portal Educare de 4 de Abril de 2012.

O docente da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra João Amado considerou hoje que “ainda há muito a fazer” junto dos professores, mas sobretudo dos pais, sobre a problemática do ‘cyberbullying’.

“Julgamos que há ainda muito a fazer junto dos professores, mas sobretudo junto dos pais. Os professores começam, aos poucos, a ser sensíveis a estas problemáticas, penso que o grande trabalho é chegar à comunidade em geral e, muito em especial, às famílias”, afirmou aos jornalistas à margem da apresentação dos primeiros resultados do estudo “Cyberbullying — um diagnóstico da situação em Portugal”, que decorreu ontem no auditório da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação (FPCEUC).

Na sua perspetiva, em Portugal verifica-se “um atraso em ações e iniciativas dirigidas aos pais”, comparando com o que acontece noutros países.

“É uma das áreas onde é preciso fazer alguma coisa”, frisou João Amado, coordenador do estudo.

Apresentado numa conferência internacional sobre o desenvolvimento profissional dos formadores de professores, que decorre até quarta-feira, o estudo abrangeu, numa primeira fase, 339 alunos do 6.º, 8.º e 11.º anos de escolas das regiões de Lisboa e Coimbra – explicou Armanda Matos, uma das docentes envolvidas no projeto.

Segundo estes primeiros dados, 15,7% dos inquiridos dizem já ter sido vítimas de ‘cyberbullying’ e 9,4% admitiram ter sido agressores, usando tecnologias de informação e comunicação para agredir os colegas.

De acordo com a professora universitária, os meios mais utilizados foram a mensagem instantânea, o SMS (através de telemóvel e internet) e as redes sociais (com destaque para o Hi5 e Facebook).

O projeto, envolvendo as universidades de Coimbra (UC) e Lisboa e contando com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, abrangeu também “uma pequena amostra” de 261 alunos das faculdades de Psicologia das duas instituições.

13% dos estudantes universitários inquiridos dizem que foram vítimas, 1% foram agressores e 88% foram testemunhas de ‘cyberbullying’ – revelou a docente Teresa Pessoa aos jornalistas, explicando que a maioria dos problemas relatados se situam na adolescência, sobretudo no ensino secundário.

Na perspetiva de Armanda Matos, a preparação dos professores “é essencial”, devendo orientar-se sobretudo para a prevenção e para a intervenção e também para intervir na comunidade educativa na formação de alunos e de pais.

O estudo foi apresentado numa sessão intitulada “Do bullying ao cyberbullying: investigação e intervenção”, que compreendeu a análise da “dimensão desta nova forma de violência em Portugal, as diferentes facetas que o fenómeno apresenta e as estratégias para os responsáveis educativos lidarem com a situação”, segundo uma nota de imprensa sobre o evento.

O encontro científico (4th Winter Conference of the Association for Teacher Education in Europe – ATEE) a decorrer em Coimbra é uma organização conjunta da UC e do “MOFET Institute de Telavive (Israel) reunindo investigadores de 31 países.


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