21ª Ação de Formação para Animadores

Março 28, 2012 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O IAC-Projecto Rua vai promover de 15 a 18 de maio a 21ª Ação de Formação para Animadores, cuja temática será brevemente anunciada, assim como o respetivo programa.

A Ação de Formação destina-se fundamentalmente a profissionais da área da animação, embora também esteja aberta à participação de outros interventores sociais, bem como de estudantes universitários da área das Ciências Sociais.

O local da Formação será na Quinta das Águas Férreas, em Caneças, e decorrerá em regime residencial (acantonamento).

Valorizamos os direitos das crianças? Crónica de Dulce Rocha na revista Visão

Março 28, 2012 às 3:56 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Crónica quinzenal da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança, na revista Visão de 13 de Março de 2012.

Claro que será, sobretudo, a condição das crianças que motivará os meus escritos. As vidas desencontradas, sofridas e por vezes de extremo terror que fui testemunhando ao longo da minha atividade profissional são, em grande parte, protagonizadas por crianças vítimas da maior violência, quer física, quer psicológica. Diz Lloyd De Mause que “A história da infância é um pesadelo do qual só agora começámos a despertar”. Por isso, contribuir para revelar o sofrimento dos milhares de crianças que ouvi e que me relataram das mais diversas formas as suas vivências magoadas é importante para ajudar a compreender a dimensão da violência perpetrada sobre quem é mais vulnerável por ter menos voz, por ter menos capacidade de defesa ou por nem sequer saber ainda falar ou defender-se.

Na semana passada, assinalou-se o Dia Europeu da Vítima de Crime e foram muitas as notícias sobre casos horríveis a envolver crianças. Desde o triplo homicídio de Beja, ao caso mais recente da criança que, nos Estados Unidos, sucumbiu desidratada, por ter sido obrigada a correr ininterruptamente durante três horas, passando pelo reviver do desaparecimento do Rui Pedro, há 14 anos, pelos abusos sexuais das crianças da Casa Pia conhecidos há dez anos, tudo parece querer confirmar que há múltiplas razões para alertarmos as consciências para a importância destes temas e da necessidade e da urgência de pensarmos e definirmos estratégias de proteção eficaz das crianças.

A nível europeu, continua a ser grande a preocupação com o desaparecimento e a exploração sexual de crianças e com o aumento significativo dos sites de pornografia infantil. Prossegue a discussão sobre a possibilidade do bloqueio desses sites e nem todos estão de acordo sobre essa matéria, pois há quem entenda que o bloqueio colide com o direito fundamental à liberdade (dos adultos, diga-se).

O Instituto de Apoio à Criança tem procurado sensibilizar os deputados europeus para a emergência de valorizar a integridade pessoal da criança e a sua dignidade, direitos que devem prevalecer para uma proteção real e efetiva.

Estes temas, até há pouco tempo verdadeiros tabus nas nossas sociedades, continuam a ser tratados de uma forma redutora, visto que quase invariavelmente apenas expressam interesses dos adultos e, por isso, propomos que sejam discutidos sob o ponto de vista do exercício dos direitos que hoje são reconhecidos à criança.

35 novos casos de crianças em risco em apenas dois meses

Março 28, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Leiria de 15 de Março de 2012.

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Testes intermédios mostram persistência das desigualdades

Março 28, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 21 de Março de 2012.

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

Projecto testes intermédios : relatório 2011

Por Graça Barbosa Ribeiro

A persistência, desde 2009, dos resultados das provas e de um padrão geográfico da sua distribuição que ilustra um país a duas velocidades são as principais notas de destaque do relatório sobre os testes intermédios realizados no ano lectivo 2010/2011, agora divulgado pelo Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE)l.

Nas conclusões do documento – em que se toma como unidade territorial de análise as sub-regiões (NUT III) – os autores apontam que no que respeita ao 3º ciclo e ao ensino secundário continuam a destacar-se pela positiva o Baixo Mondego e, de forma menos sistemática, a restante região Centro, as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, o Norte e em particular o Norte Litoral. No outro extremo e também na generalidade, apontam os relatores, destacam-se novamente as mesmas áreas do país: as Regiões Autónomas, o Sul (Algarve e Alentejo) e, pontualmente, o Norte Interior (Alto Trás‐os‐Montes, Douro e Tâmega).

Os resultados dos testes aplicados aos alunos no 2.º ano do 1.º Ciclo são indicados como “um prenúncio” do que se verificou no 3º ciclo e secundário. No que respeita à compreensão oral, a Português, não há grande variabilidade entre sub-regiões. Já nas restantes áreas de aprendizagem – Matemática e escrita e conhecimento explícito da Língua Portuguesa – “é evidente um padrão de distribuição espacial marcado por uma clivagem entre as regiões Norte e Centro e o resto do país”, notam.

No documento agora divulgado, os autores referem que “não seriam de esperar alterações significativas” no que respeita aos resultados e à sua distribuição geográfica, “atendendo à normal morosidade as transformações em matéria de resultados na área da educação”. “Todavia, se nos posicionarmos num registo mais exigente (…), seria de esperar que, pelo menos ao nível de fragilidades de aprendizagem transversais ao currículo, se pudessem registar, já, sinais nítidos de melhoria”, acrescentam, realçando “a regularidade e o detalhe da informação que foi sendo facultada às escolas e a “estratégia de continuado incentivo às escolas” no sentido de que fizessem uma análise crítica dessa informação.

No ano lectivo 2010/2011 concluiu‐se o sexto ano do projecto dos testes intermédios, provas estandardizadas, concebidas pelo GAVE, aplicadas a nível de escolas a diversas disciplinas. Com a análise dos seus resultados aquele organismo do MEC pretende fornecer às escolas um instrumento que lhes permite manter ou corrigir as práticas de ensino e de aprendizagem.


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