Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Breves celebra protocolo com o IAC-Projecto Rua

Março 27, 2012 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O IAC – Projecto Rua conta, desde janeiro deste ano, com a colaboração da Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Breves. Neste sentido, e com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento e aprofundamento de uma colaboração específica, foi celebrado um protocolo entre as duas entidades que permite, a título gracioso, a colocação de formandos/técnicos da SPPB no Centro de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil – Zona Centro (CDIJ), para que possam aplicar o modelo de intervenção preconizado por esta instituição (SPPB), no que se refere à prática da Psicoterapia e do Aconselhamento bem como das suas atividades formativas, à equipa do IAC-Projecto Rua.

Neste momento, estão a colaborar com o IAC-Projecto Rua, no CDIJ-Zona Centro, cinco técnicos, de segunda a sexta-feira, que acompanham onze casos.

É sem dúvida uma mais-valia contar com o empenho e a disponibilidade dos formandos e técnicos da SPPB, os quais, em conjunto com os técnicos do IAC-Projecto Rua, ajudam a responder com mais eficácia às necessidades do grupo-alvo.

Comemoração do Dia Mundial do Teatro na Biblioteca Municipal João Brandão – Tábua com Duas Oficinas de Teatro

Março 27, 2012 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Parte dos alunos com necessidades educativas vão passar a fazer os mesmos exames que os outros estudantes

Março 27, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 21 de Março de 2012.

Por Bárbara Wong, Clara Viana

Pelo menos uma parte dos alunos com necessidades educativas especiais (NEE) vão passar, já a partir deste ano, a fazer os mesmos exames que os estudantes que não têm esse diagnóstico. O alerta foi feito hoje de manhã durante uma conferência sobre educação especial promovida pela comissão parlamentar de Educação.

Em resposta a questões do PÚBLICO, o Ministério da Educação e Ciência esclareceu que os exames diferenciados, a nível de escola, continuarão a ser possíveis para alunos cegos, surdos ou com limitações motoras severas. Mas os alunos do 6.º com limitações cognitivas farão, já este ano, as mesmas prova finais de Língua Portuguesa e Matemática do que os seus colegas. Estas provas realizam-se este ano pela primeira vez e têm um peso de 25% na classificação final da disciplina.

“Como é que estes alunos farão? Vão confrontar-se com o insucesso”, alertou uma docente do ensino especial, do Seixal. No seu esclarecimento, o MEC frisa que se pretende que os alunos com limitações cognitivas “sejam preparados, com a aplicação das diferentes medidas educativas estipuladas” no diploma de 2008 que inventaria os apoios especializados a prestar aos alunos com NEE, de modo a poderem realizar as provas finais do 2.º ciclo. Já os alunos na mesma situação que estão agora no 9.º ano poderão “ainda realizar provas a nível de escola no presente ano lectivo”.

Segundo o MEC, os exames finais a nível de escola poderão ser também realizados por alunos cegos, com baixa visão, surdos severos ou com limitações motoras severas. Para este efeito, as escolas terão de pedir autorização ao Júri Nacional de Exames, dependendo a realização destes exames de autorização prévia deste organismo.

As escolas terão também de pedir autorização prévia para garantir que os alunos com NEE tenham condições especiais de realização dos exames, confirmou o MEC. Ou seja, os alunos com necessidades educativas especiais podem usufruir de mais tempo para realizar o exame; se forem cegos podem ouvir a prova num cd ou esta pode ser-lhes lida; se for diabético pode parar a meio do exame para comer; se for surdo pode ter presença de um intérprete de Língua gestual Portuguesa, etc; mas só se a escola justificar ao JNE.

No parlamento, professores e pais deram conta que a confusão se instalou nas escolas sobre os procedimentos a seguir. Uma mãe de uma aluna do 6.º ano com necessidades educativas especiais contou ao PÚBLICO que na semana passada foi chamada à escola da filha para lhe comunicarem que ela terá de fazer a mesma prova final que o ministério elaborará para todos os estudantes daquele ano de escolaridade. A filha está integrada numa turma do ensino regular, mas segue outro programa e tem também testes de avaliação diferentes, Disseram-lhe que tinham sido essas as ordens que receberam do Júri Nacional de Exames (JNE).

Actualmente, há alunos do ensino especial com currículos específicos e que não fazem exames. Esta situação destinada a “alunos com limitações cognitivas severas” mantém-se, indicou o MEC. Ou seja, estes alunos não realizarão as provas ou exames finais. Outros estudantes com necessidades educativas especiais cumprem o currículo nacional, embora com adequações, e realizam exames. No entanto, estes são elaborados pela própria escola, tendo em conta as características do aluno.
Essas adequações deixarão de ser possíveis, a partir do momento em que estes alunos façam o exame nacional, ao lado dos que não têm necessidades educativas especiais.

“É chocante a até desumano”, comenta Manuela pereira, docente do ensino especial, que alerta para o choque emocional que esta alteração poderá provocar nos alunos em causa: “Para muitos já é um sofrimento irem à escola, por não terem as mesmas capacidades do que os colegas. Durante o ano lectivo têm testes diferenciados e agora vão ter de fazer as mesmas provas do que os outros”

Notícia actualizada às 20h15 com o esclarecimento do Ministério da Educação e Ciência e alteração do título

Dia Mundial do Teatro no Teatro Nacional D. Maria II – As Aventuras de João Sem Medo

Março 27, 2012 às 7:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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João sem Medo, um herói – construído para crianças e para adultos – “fala-barato de imprecações e graçolas populares, desprezador dos tiranetes e dos poderosos e, sobretudo, cheio de alegria de existir, de respirar, de acreditar nos bons sentimentos e de inventar monstros para os destruir e vencer”, é um pequeno burguês gabarola que, para não parecer cobarde, inventa monstros para os vencer. O texto é um exemplo de uma simbiose entre um ambiente mágico a rasar o universo surrealista e uma preocupação ética. Escrito em 1933 por José Gomes Ferreira, em 26 folhetins, para uma gazeta juvenil, O Senhor Doutor, sob o pseudónimo de Avô do Cachimbo, As Aventuras de João sem Medo é considerado um prodígio de efabulação e engenho narrativo.

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Pais portugueses subestimam insucesso escolar dos filhos

Março 27, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site Ciência Hoje de 17 de Fevereiro de 2012.

Em mais de 30 anos de experiência profissional Maria Amélia Dias Martins conseguiu formar uma espécie de cronologia do insucesso escolar.

O aumento da escolaridade obrigatória, o crescente número de alunos por turma, o reduzido tempo das famílias para acompanhar as crianças e a alteração dos valores da sociedade perante a escola, levaram a um aumento de casos de insucesso escolar nos últimos anos, e em crianças cada vez mais jovens.

A conclusão é de Maria Amélia Dias Martins, professora de Ensino Educação Especial e especialista em psicopedagogia especial, no âmbito de um estudo realizado durante a sua tese de doutoramento, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.

O trabalho refere que os pais procuram ajuda profissional para os problemas dos seus filhos, muitas vezes, no terceiro período escolar, ou seja, tarde de mais. “No entanto, quanto mais cedo se proceder a uma intervenção psicológica, melhores são os resultados para as crianças”, conclui.

Em mais de 30 anos de experiência profissional, Maria Amélia Dias Martins conseguiu formar uma espécie de cronologia do insucesso escolar: “Nas avaliações intercalares do primeiro período, alguns pais repreendem oralmente e outros pagam explicações; no fim, castigam; no início do segundo período, ameaçam com mais punições e repressões; nas reuniões intercalares, começam a ficar preocupados e a tentar perceber o que está a acontecer, e o que hão-de fazer e, no final desse período, surge uma avalanche de pais aflitos, à procura de milagres junto dos médicos e psicólogos. Nesta altura, os pais procuram os profissionais especializados, ávidos de saber o que impede os filhos de ter boas notas”.

De acordo com a docente, quando os pais não procuram ajuda atempadamente, as crianças podem apresentar sinais de ansiedade ou depressivos, tais como com especial incidência perturbações do sono, perda de apetite, dores sem causa física aparente (cabeça e barriga), tristeza e/ou isolamento; aumento da desmotivação escolar; aumento de problemas comportamentais.

Para Maria Amélia Dias Martins, um dos erros frequentes dos educadores é rotular estes jovens de desinteressados e preguiçosos. “Amiúde, pais e professores afirmam que o aluno não realiza as tarefas escolares, não tem boas notas ou não está atento, porque não quer estudar, porque não se interessa. Por isso as crianças são, frequentemente, castigadas”, explica.

A especialista defende que “todas as crianças querem ter sucesso e todas desejam fazer boa figura perante os pais, professores e colegas”. Quando tal não acontece, é porque algo se está a passar e precisa de ser avaliada e, se tal se justificar, de ser tratada. Se o apoio for iniciado aos primeiros sinais de dificuldade, os danos serão muito menores e mais facilmente e rapidamente se consegue colocar a criança no nível académico necessário. Quanto mais tarde for iniciada a intervenção mais grave irá ser o insucesso.


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