Pobreza que afecta as crianças portuguesas está “encaixotada” em edifícios altos

Março 6, 2012 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da Rádio Renascença de 28 de Fevereiro de 2012.

Relatório da Unicef para 2012 é dedicado à situação das crianças no mundo urbano, alertando para o facto de as cidades se estarem a transformar em sítios muito desiguais, onde as crianças com menos recursos ficam à margem.

A pobreza que afecta as crianças portuguesas é hoje “menos visível”, mas isso não quer dizer que não haja “muitos problemas” por resolver, defende a directora executiva da Unicef Portugal, sublinhando que embora as cidades ofereçam mais oportunidades , há crianças que ficam à margem.

A propósito do relatório “Situação mundial da infância 2012: crianças no mundo urbano”, divulgado hoje e que será apresentado em Lisboa ao início da tarde, Madalena Marçal Grilo, directora executiva da Unicef Portugal, não tem dúvidas: “Não podemos dizer que a pobreza urbana em Portugal tenha desaparecido, porque não desapareceu.”

“O facto de [as situações] estarem mais encaixotadas, em edifícios altos e que não se vêem, não quer dizer que (…) tenham desaparecido por si só. São é diferentes”, distingue.

Os bairros de barracas praticamente desapareceram em Portugal, mas, entre as “muitas pessoas que foram realojadas”, persistem “muitos problemas que não ficaram resolvidos”, assinala.

Crise reflecte-se nas crianças
“Sabemos que há muitos problemas… falta de condições de habitabilidade, muitas pessoas por habitação, exploração de crianças, abusos sexuais, muitas vezes propiciados pelas condições de habitação”, enumera Madalena Marçal Grilo.

“Estamos num período de crise, em que desemprego e cortes sociais estão a reflectir-se já na vida de muitas crianças”, frisa, reconhecendo, porém, que não há dados específicos sobre crianças que confirmem as impressões recolhidas no terreno.

O relatório da Unicef para 2012 é dedicado à situação das crianças no mundo urbano, alertando para o facto de as cidades se estarem a transformar em sítios muito desiguais, onde as crianças com menos recursos ficam à margem.

Os “mil milhões de crianças” que vivem actualmente em cidades grandes e pequenas estão a ser “excluídas do acesso a serviços essenciais”, conclui a agência das Nações Unidas para a infância.

 

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