Cerca de 30% das crianças portuguesas têm excesso de peso, 10% são obesas
Novembro 7, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentárioEtiquetas: Alimentação Saudável, Estatística, Nutrição, Obesidade infantil
Notícia do i de 17 de Outubro de 2011.
Por Helena Nunes,
No Dia Mundial da Alimentação os especialistas alertam: Esta geração de crianças pode viver menos que os pais e com menor qualidade.
Entre nutricionistas e dietistas não há dúvidas: os hábitos alimentares dos portugueses continuam a não ser os melhores, nem os mais correctos. Reflexo disso são os dados avançados pelo caderno “Saúde & Boa Mesa” que classificam Portugal como um dos países com maior taxa de obesidade infantil da Europa: cerca de 30% das crianças portuguesas têm peso a mais e 10% são obesas. Isto significa que mais de duas em cada dez crianças entre os três e os seis anos tem excesso de peso.
A propósito do Dia Mundial da Alimentação, que se comemorou ontem com o tema principal a focar os “Preços da Alimentação – da Crise à Estabilidade”, os especialistas alertam que a obesidade é uma ameaça à longevidade humana. Alexandra Ribeiro, dietista da Nestlé há 13 anos, explica as consequências que os comportamentos alimentares de risco dos mais novos podem ter num futuro próximo: “Isto pode querer dizer que esta geração de crianças pode viver menos que os seus pais. Por causa de coisas simples e comportamentos imaturos podem perder anos e qualidade de vida”.
Ao que tudo indica não são apenas as crianças com comportamentos alimentares de risco: aproximadamente 50% da população portuguesa, entre os 18 e os 65 anos, tem excesso de peso. Para a nutricionista Ana Leonor Perdigão esta é uma situação grave e para a qual é necessário chamar a atenção das pessoas. “É preocupante que a taxa de obesidade da população portuguesa tenha vindo a crescer nos últimos anos. Por isso, e enquanto especialistas nesta área, devemos partilhar um pouco daquilo que sabemos e consciencializar as pessoas para este problema”.
Quanto aos hábitos alimentares dos mais novos, Ana Perdigão aponta várias causas que explicam estes números. “Quando a ingestão de alimentos como hambúrgueres e batatas fritas é o padrão de alimentação de muitas crianças, isso tem consequências negativas. Não se reflecte apenas no aumento do peso e gordura corporal, mas também numa maior probabilidade de vir a ter diabetes, colesterol e problemas cardiovasculares”.As escolas De acordo com um estudo apresentado em 2010 na Conferência Internacional sobre Obesidade, cerca de 96% das crianças que frequentavam o 1º ciclo de escolaridade consumiam refrigerantes pelo menos quatro vezes por semana, 94% consumiam batatas fritas quatro vezes por semana e 93% consumiam pizzas e hambúrgueres duas vezes por semana.
Quanto a alimentos saudáveis, este estudo concluiu que 60% das crianças nunca consumiam fruta fresca. Em contrapartida, desde 2005, as avaliações feitas pela revista “Teste Saúde” a cerca de 100 escolas de norte a sul do país denotam uma melhoria significativa na variedade e qualidade dos alimentos servidos nas cantinas das escolas. A técnica da Associação de Defesa do Consumidor (DECO) Dulce Ricardo frisou que, no ano em que começaram a ser feitas as avaliações, apenas 9% dos estabelecimentos de ensino incluíam legumes nas refeições. Actualmente, 65% das ementas já têm vegetais incluídos.
dietas malucas Para a nutricionista Ana Perdigão, as chamadas dietas malucas não resultam e sublinha que “basta apenas ter uma certa disciplina. Na alimentação saudável a palavra-chave é a variedade. Devemos comer um bocadinho de tudo, mas sem exageros. O importante é manter na alimentação diária a proporção adequada de vitaminas, gorduras e hidratos de carbono”. Ainda assim, a nutricionista admite que são cada vez mais frequentes os casos de crianças com obstruções de artérias do coração devido à elevada quantidade de gorduras que ingerem.
A repartição equilibrada das refeições é outro ponto importante na alimentação. A regra do “comer sem ter fome” ajuda a evitar excessos, picos de apetite e facilita a escolha de alimentos saudáveis. O que a nutricionista explica é que não ter intervalos curtos entre as refeições do dia resulta num inevitável aumento de peso, porque “se não tivermos esses intervalos curtos, o nosso organismo irá absorver tudo o que comemos com mais eficácia e rapidez. Deixamos de conseguir regular o apetite e começamos inevitavelmente a engordar.”
Na avaliação dos factores de risco que o excesso de peso tem na saúde é crucial calcular a quantidade de gordura no corpo e a forma como ela se distribui. “O mais perigoso é o que chamamos de maçã, ou seja, toda a gordura acumulada na zona abdominal. A conhecida barriguinha, que é mais comum nos homens, representa um elevado risco de virem a sofrer de diabetes”, acrescenta Ana Perdigão.
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