Portugal é país de “baixo uso, algum risco” no acesso das crianças à Internet

Outubro 11, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 23 de Outubro de 2011.

Portugal é classificado como um país de “baixo uso, algum risco” no acesso das crianças à Internet no relatório da Comissão Europeia EU Kids Online, que está a ser apresentado em Londres.

O relatório UE Kids Online, a que a agência Lusa teve acesso, é um projecto de investigação da responsabilidade do Programa Internet Segura da Comissão Europeia baseado na Escola de Ciências Políticas e Económicas de Londres. Foram entrevistadas mais de 25 mil crianças e respectivos pais por toda a Europa, com o objectivo de perceber onde estão os riscos e as oportunidades na internet.

Os resultados deste relatório, levado a cabo durante o ano de 2010 com entrevistas presenciais a crianças e jovens entre os nove e os 16 anos, estão a ser apresentados em Londres num seminário sobre “Crianças, riscos e segurança online: Investigação e desafios nas políticas numa perspectiva comparativa”.

Nesse relatório, 25 países são agrupados em matéria de risco como “baixo uso, baixo risco”, “baixo uso, algum risco”, “elevado uso, algum risco” e “elevado uso, elevado risco”, sendo que Portugal é integrado no grupo “baixo uso, algum risco”.

Este grupo diz respeito aos “países que têm o uso mais baixo da internet, apesar de haver algum uso excessivo e alguns problemas com a produção de conteúdos”, e inclui, além de Portugal, a Irlanda, Espanha e Turquia.

No grupo de maior risco estão os países nórdicos e da Europa de Leste.

Um dos riscos apontados no relatório relaciona-se com o acesso a imagens sexuais e nessa matéria, no conjunto dos 25 países, Portugal aparece quase na base da tabela com 13% das suas crianças a terem visto imagens em sites e 15% a terem visto ou recebido imagens sexuais.

“A exposição das crianças a conteúdos sexuais é mais elevada nos países nórdicos e em alguns países do leste europeu; as crianças reportam menos exposição nos países do sul da Europa e em países predominantemente católicos”, lê-se no relatório.

Entre as crianças que viram conteúdos sexuais, 40% dos pais ignoravam esse facto e entre as que já tinham recebido imagens sexuais 52% dos pais desconheciam. Nos dois casos é mais comum entre os pais de raparigas ou crianças mais novas.

O relatório revela que 60% dos jovens entre os nove e os 16 anos acedem à internet diariamente, contra 33% que só o faz semanalmente, mas apenas 49% dos pais navegam online todos os dias, sendo que 24% nunca usa a internet.

“Nos países onde os pais usam diariamente a internet, maior é a probabilidade de que as crianças também o façam e vice-versa”, refere o relatório.

Pais mentem na idade dos filhos no Facebook

Outubro 11, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 3 de Outubro de 2011.

Famílias criam as contas das crianças. Lei não protege dados dos menores.

 DINA MARGATO

Uma menina de 11 anos pediu ajuda ao pai para se inscrever no Facebook. O pai, por sua vez, recorreu ao fundador do site Miúdos Seguros na Net para saber se a idade era adequada e o que devia fazer. Segundo a rede social, seria preciso ter 13 anos para ter conta.

Tito Morais, residente do Porto, aconselhou João Traca, advogado de Lisboa, a ser o próprio a ensinar a filha a dar os primeiros passos nas redes sociais. Não vale de nada contrariar-lhe a vontade. Fá-lo-ia às escondidas. Concordaram nestes pontos. João Traca consultou então as páginas recentemente lançadas por Tito de Morais (http://www.facebook.com /ParaPais) e, munido de uma lista de recomendações, foi dando instruções à filha. Para seu espanto, numa semana, a miúda reuniu 100 amigos. Agora tem mais de 120. Começou há 15 dias.

As normas do Facebook são claras. Inspirada numa lei federal norte-americana, segundo a qual só é possível utilizar dados dos que têm mais de 13 anos, a rede impõe este limite para o início da vida online. Havendo uma denúncia, o registo desaparece. A realidade aponta, porém, noutra direcção. De acordo com um estudo do EuroKidsOnline, mais de um terço de crianças estão activas numa rede social e Portugal alinha com a média europeia. As alterações que o Facebook começou a introduzir esta semana aumentam a exposição individual.

Em muitos casos, são os pais que mentem na idade dos filhos para lhes puderem abrir a página. O JN recorreu ao Facebook (FB) para chegar a quem o tenha feito, e não faltaram exemplos. Em 24 horas, surgiram cerca de 10 histórias. Destes adultos, apenas uma mãe se mostrou contra a entrada precoce nas redes sociais, embora a tomada de posição não traduza a ideia de que as crianças devam estar afastadas do contacto com o Facebook. “A minha filha vê-me a usar o FB todos os dias”, diz Maria Inês Soares Ferreira, moradora em Viseu. “É através dele que falamos com os avós depois do jantar. Na nossa casa, veio substituir o telefone”.

Tito Morais não diaboliza as redes sociais e encontra-lhes virtudes. Ao factor idade, sobrepõe a necessidade de regras de conduta. E aí entra a participação dos pais. “Trazem vantagens”, refere. “Os pais podem ficar a saber com quem se dá o seu filho e deixam de precisar de o seguir em vários sites, está tudo ali concentrado”. Trata-se de “uma excelente forma para acompanhar os filhos”.

Tito Morais apresenta links de sites deste género mais adequados à estreia dos miúdos, todos eles a exigirem vigilância por parte dos adultos. GiantHello, Imbee, Togetherville, adquirida pela Disney, têm ganho subscritores.

No que respeita a legislação, a Comissão Europeia continua a propor auto-regulação e co-regulação junto das redes sociais, mas, a questão de base, defende Tito Morais, passa pela aposta na formação de professores e pais. Propõe que se tire partido do Facebook, se faça dele uma ferramenta interessante na comunicação entre docentes e famílias. E diz mesmo que é a “discoteca” de outros tempos, que era o espaço de convívio para a sua geração.

“Os pais não devem estar na discoteca, ninguém gosta de os ter atrelados, mas podem estar por perto, afastados da pista de dança”. Um dos alertas a fazer junto dos mais novos refere-se ao poder de replicação da informação ali colocada – “Uma vez na internet, para sempre na internet”. Outra dica a ter em conta é a falta de contexto real das redes sociais, com a consequente deturpação e equívocos gerados.

Clara Guerra, da Comissão Nacional de Protecção de Dados, defende igualmente a prevenção como o caminho a seguir. As acções desenvolvidas pelo organismo nas escolas seguem este propósito. “Desconfia”, é um dos lemas. “A simples revisão do perfil ao lado das crianças pode minimizar riscos”. A responsável diz que “os miúdos não gostam de ser enganados e, ao aperceberem-se disso, afastam-se”. Quando alertados para os riscos – contactos com adultos desconhecidos, pedofilia -, eles ficam de olho aberto.

“Sobre a protecção de dados pessoais, não existe legislação própria para os mais pequenos”, lembra. “Só para consentimento médico é que o Código Civil estipula a idade dos 14 anos”. Cabe aos pais assumir a responsabilidade. Os mecanismo de auto-regulação têm sido reforçados, embora a maior parte das redes mantenha os dados em aberto, por defeito. “Porque não se lhes exige o contrário?” Clara Guerra defende a inclusão destas matérias nos programas escolares e deixa a ressalva. “As pessoas têm mais poder do que julgam, o consumidor é livre e pode sempre arredar pé e isso as empresas não querem. Portanto, protestem.”

 

Concurso de Fotografia : Diálogo e compreensão mútua

Outubro 11, 2011 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Descrição

És fotógrafo, amador ou profissional e tens entre os 12 e os 30 anos, completados até à data limite de envio dos trabalhos (31 de Outubro)?

Este concurso é para ti!

O concurso de Fotografia “Diálogo e Compreensão Mútua” realiza-se no âmbito das comemorações do AIJ – Ano Internacional da Juventude, tendo como mentor André Boto (prémio do fotógrafo europeu do ano 2010 e  embaixador do AIJ).

Este concurso tem ainda como objectivos:

1.      Sensibilizar os jovens para a relevância da compreensão intercultural e do respeito por outras culturas, enfatizando a importância dos jovens como agentes de inclusão social e de paz;

2.      Desafiar a criatividade dos participantes;

3.      Incutir nos jovens o gosto pela fotografia.

 O concurso divide-se em 2 categorias:

  • Categoria A –  participantes com idades entre os 12 e os 17 anos;
  • Categoria B –  participantes com idades entre os 18 e os 30 anos.

 Prémios:

Categoria A

  • 1º Prémio – Uma viagem para duas pessoas aos Açores (Ponta Delgada), pela SATA;
  • 2º Prémio – Um telemóvel  Sapo a5;
  • 3º Prémio – Alojamento de uma noite para duas pessoas numa Pousada da Juventude à escolha.

Categoria B

  • 1º Prémio –  Uma viagem para duas pessoas aos Açores (Ponta Delgada), pela SATA;
  • 2º Prémio –  Um telemóvel Sapo a5;
  • 3º Prémio –  Alojamento de uma noite para duas pessoas numa Pousada da Juventude à escolha. 

 Para informações complementares, consulta o Regulamento.

 Os trabalhos deverão ser entregues, juntamente com a Ficha de Inscrição, na Sede do IPJ – Av da Liberdade, 194, Piso 0, Lisboa – em mão ou por carta registada.

Concorre até 31 de Outubro!

Contamos contigo!

 


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