Quando as crianças recusam vegetais

Agosto 31, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Artigo publicado no portal Educare no dia 3 de Agosto de 2011.

      Paula Veloso

 Recebo, com alguma frequência, queixas de que as crianças se recusam a comer vegetais ou produtos hortícolas, alimentos de indiscutível valor nutricional e que deviam ser incluídos na alimentação, pelo menos, duas vezes por dia.

Mas porque se recusam os mais pequenos a comer estes alimentos, que até deveriam ser apelativos pelo seu aspeto cromático?

Embora possa haver várias causas, as mais comuns parecem ser:

1. Até a criança iniciar a alimentação familiar, quase todos os alimentos que incluem legumes são triturados, transformando-se em papas que além de estimularem a preguiça para mastigar não permitem individualizar os sabores e as texturas próprios de cada alimento.

Solução:
À medida que vai diversificando a alimentação da criança, inclua os produtos hortícolas partidos em pedaços pequeninos, apresentando-os com formas divertidas e coloridas, para que a criança lhes possa pegar com a mão. Lembre-se que para abrir o apetite, é importante estimular sentidos como a visão, o olfato, o gosto e o tato.

2. A sopa é um excelente meio para as crianças comerem legumes, pois inclui um pouco de tudo, o que a torna bastante nutritiva, e é triturada, permitindo que seja ingerida mais rapidamente. Isso torna-a igual ao longo dos dias, levando à saturação e à recusa em comê-la. Se a acrescentar a tudo isto, os próprios pais não comerem sopa, será mais uma razão para os mais pequenos a rejeitarem.

Solução:
Faça sopas diferentes, mudando a base e a hortaliça sobrenadante. Evite repetir a mesma sopa mais do que dois dias seguidos.
Os legumes devem ser partidos em pedaços muito pequenos e se mesmo assim a criança os rejeitar, triture-os – é preferível que os coma triturados do que simplesmente não os comer.
Os pais devem incluir a sopa no início do almoço e do jantar, uma vez que as crianças precisam de modelos de aprendizagem. Se não derem o exemplo, dificilmente conseguirão que as crianças o façam.

3. As crianças não são atraídas pelos legumes que habitualmente se apresentam como acompanhamento no prato, como tomates, brócolos, cenouras, pimentos ou feijão verde, entre outros.

Solução: Os legumes devem ser consumidos independentemente da forma que assumem no prato. Se a técnica de os partir em pedacinhos não resultar, pique-os bem e incorpore-os em massas, arroz, jardineiras ou molhos de piza.

É preciso ir experimentando várias formas de apresentar os vegetais – muitas vezes as crianças não comem a cenoura se for raspada porque fica um pouco seca, mas se a mesma for preparada numa picadora, fica mais sumarenta e mais adocicada, tornando-se mais fácil de mastigar -, e incentivar à sua prova, não esquecendo que o exemplo tem de vir de cima…

4. As leguminosas como o grão, o feijão, as favas, as ervilhas ou as lentilhas têm um importante valor nutricional. No entanto, isso por si só não chega para as crianças as comerem.

Solução:
Se não as quiserem comer inteiras, experimente inclui-las na base da sopa, bem trituradas (ou mesmo coadas, para não se sentirem as “cascas”), ou transformá-las em puré para acompanhamento de carnes, peixes, arroz ou massas.

Os vegetais pertencem ao mesmo grupo dos frutos e têm em comum o facto de serem importantes fornecedores de vitaminas, minerais e fibras alimentares. Se, apesar da enorme variedade de vegetais existentes, não conseguir que o seu filho coma a quantidade de ideal para sua idade(*), poderá substitui-los por peças de fruta variadas que, além da vulgar sobremesa, podem também fazer parte de batidos de leite ou de iogurte e ser incorporadas em massas, pizas, etc.

(*) ver Dieta sem Castigo – Paula Veloso, Porto Editora

Vozes do eTwinning : a palavra dos professores

Agosto 31, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Livros, Recursos educativos | Deixe um comentário
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Androulla Vassiliou

Comissária Europeia para a Educação, Cultura, Multilinguismo e Juventude

 É com enorme prazer que vos apresento este fascinante livro, no qual professores partilham as

suas muitas e variadas experiencias no eTwinning.

O eTwinning foi concebido com o objectivo de ligar alunos e professores em todo o nosso

continente, numa rede de escolas que colaboram entre si. Este objectivo encontra-se enquadrado

na visao da Uniao Europeia para a educaçao: reforçar a colaboraçao e a aprendizagem mútua

entre os países Europeus, a todos os níveis, respeitando a responsabilidade nacional pela

organizaçao e pela estrutura dos sistemas educativos.

A ideia era tirar partido do cada vez maior número de possibilidades oferecidas pelas TIC, para

alargar os horizontes das escolas e para tornar possível viver a Europa sem sair da sala de

aula. Com um clique de rato, alunos e professores podem trabalhar com os seus pares noutros

países e aprender, uns com os outros, sobre qualquer assunto.

O eTwinning, agora parte integrante do Comenius, o programa da UE para a educaçao escolar,

excedeu, sem sombra de dúvida, todas as expectativas, em termos de taxas de participaçao.

Este facto deve-se, em parte, a sua abordagem do tipo “da base para o topo” e a concepçao

fl exível, que nao coloca quaisquer limites a imaginaçao de todos os envolvidos. Mas mais do que

tudo, deve-se ao extraordinário empenho, entusiasmo e criatividade de muitos professores

e ao desejo dos alunos de interagirem com os seus pares em toda a Europa. O eTwinning

oferece as escolas uma infra-estrutura para colaboraçao, apoio e ideias, bem como uma

completa gama de possibilidades para o desenvolvimento profi ssional dos professores mas,

o que o torna realmente especial é aquilo que professores e alunos dele fazem.

O eTwinning é uma história europeia de sucesso e os professores que contribuíram para este

livro sao parte dela. Estou certa de que gostarao de ler as suas experiencias (e de aprender

com elas), tanto quanto eu gostei.

Descarregar o documento Aqui

Workshop Programas Educação Parental

Agosto 31, 2011 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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As relações entre pais e filhos assumem-se como o mais apaixonante e delicado problema dos dias de hoje. Nos pais são colocadas, tanto pela sociedade como pelas próprias crianças, diversas expectativas que se esperam ver cumpridas. Para uns (a sociedade), é suposto que os pais assumam naturalmente as funções inerentes aos seus papéis de pai e mãe. Para outros (os filhos), as expectativas colocadas sobre os pais são superiores, pois vêem os seus progenitores como super-heróis, fortes, perfeitos e capazes de tudo para os proteger. Assim, fazendo referência às palavras de Orlanda Cruz (2005), espera-se que os pais sejam “um porto seguro, uma base securizante de onde as crianças possam partir para explorar o mundo sem receios bloqueadores.”. Nesta formação pretende-se habilitar os profissionais a promover e reforçar práticas parentais positivas através da implementação de programas de educação parental junto das famílias.

Conteúdos Programáticos:

Enquadramento da Educação Parental

Os projectos de Educação Parental

Organização dos Programas de Formação de Pais

Datas:

Lisboa: 17 de Setembro

Porto: 12 de Novembro

Horário:

Sábado (9:00 às 18:00)

 Preço:

60€

 Local:

Lisboa: Rua Nova da Trindade, Nº22, 1º Andar,  1200 – 303 Lisboa

Porto: Tr. Álvaro Castelões, Nº 79, 1º Andar, Sala 3, 4450-044 Matosinhos

Mais informações Aqui


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