Ending Female Genital Mutilation : A Strategy for the European Union Institutions

Agosto 25, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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An update on WHO’s work on female genital mutilation (FGM)

Agosto 25, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Há crianças vítimas de excisão no Vale da Amoreira

Agosto 25, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 8 de Agosto de 2011.

por Sílvia Caneco

A denúncia foi feita por uma associação que trabalha com os guineenses daquela localidade da Moita

As histórias vêm sem nomes e sem datas. No Vale da Amoreira, na Moita – onde vivem mais de 12 mil pessoas, 30% delas originárias da Guiné -, há crianças vítimas de um ritual que implica o corte do clítoris. “Identificamos na nossa comunidade pessoas que levaram a cabo a mutilação genital feminina e outras que pretendem fazê-lo. Aqui há famílias em que todas as mulheres foram excisadas. Há uns meses, tivemos conhecimento de que três meninas da mesma família foram mutiladas aqui no bairro e sabemos de outras que vão à Guiné para cumprir esse ritual”, denunciou à Lusa Susana Piegas, da Associação de Imigrantes Guineenses e Amigos do Sul do Tejo (AIGAST), que trabalha há dez anos junto daquela população.

Rosa Tavares, coordenadora do departamento de saúde da associação, é uma excepção entre as mulheres guineenses. É casada com um muçulmano, mas impediu que a sua filha fosse mutilada. Sobre a situação que se vive no bairro, está convicta de que o problema ainda é maior por existirem “muitas pessoas a ganharem dinheiro com a prática”.

A Organização Mundial de Saúde estima que mais de 140 milhões de mulheres, adolescentes e crianças tenham sido submetidas a esta prática. Sendo corrente em países africanos, tem sido importada por comunidades imigrantes para a Europa, onde o Parlamento Europeu estima que vivam cerca de 500 mil mulheres e crianças mutiladas.

Em Portugal, o caminho “a trilhar no combate à mutilação genital feminina é manifestamente enorme”, admite Ana Margarida Ferreira, da Amnistia Internacional. “Continuamos sem números. As associações que trabalham junto das comunidades imigrantes têm poucos recursos e não estão coordenadas entre si.”

 


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