Em média é adoptada uma criança por dia em Portugal

Julho 29, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 24 de Julho de 2011.

 Por Sílvia Maia, Lusa

Em Portugal existem actualmente pouco mais de 500 crianças em condições de ser adoptadas, mas são mais de dois mil os processos de candidatos a futuros pais. De acordo com os últimos dados do Instituto de Segurança Social (ISS), desde Junho de 2006 até Abril deste ano foram adoptadas em Portugal 2.022 crianças. Ou seja, todos os anos 404 menores encontraram uma nova família.

Conseguir adoptar uma criança pode chegar a demorar vários anos, mas nem por isso quem sonha ter um filho deixa de tentar a sua sorte por esta via, quer esteja sozinho ou acompanhado. Em Abril deste ano existiam 1.879 candidaturas de casais e 385 individuais. No mesmo mês, em condições de serem adoptados estavam apenas 532 menores.

O processo de adopção não é simples: é preciso cruzar o perfil da criança com o dos futuros pais para garantir que as expectativas não são goradas. Os casos de crianças que depois de serem adoptadas são devolvidas às instituições são “residuais”, mas fonte do ISS sublinha: “Por menos casos que existam, a situação é sempre bastante lesiva para a criança, por isso basta existir um para nos preocuparmos”.

A maioria dos futuros pais sonha em adoptar um bebé órfão mas muitas das crianças em condições de adoptabilidade são meninos “marcados por histórias de vida bastante complicadas”, explicou à Lusa fonte do ISS.

Para tentar reduzir os casos de insucesso e garantir que os “pais” estão aptos, o ISS lançou no final de 2009 um Plano de Formação para a Adopção, que começa com sessões de formação (sessão A) a todos os que ainda estão a pensar se querem ou não adoptar uma criança.

O relatório do Departamento de Desenvolvimento Social do ISS de 2010 sublinha um facto “curioso”sobre as sessões com possíveis interessados: “Constata-te que houve um maior número de pessoas interessadas no processo de adopção no período que sucede ou precede o período de férias”. Ou seja, “foi em Setembro que se verificou maior número de sessões”.

Depois, da primeira para a segunda fase (sessão B), em que o casal ou pessoa individual decide realmente avançar com o processo, o número de “candidatos” desce quase para metade. De acordo com o relatório, participaram na sessão A 1.629 formandos, enquanto na sessão B participaram cerca de 770.

O ISS explica que este plano de formação foi criado precisamente para garantir que as pessoas que estão inscritas nas listas de espera não vão desistir da criança à primeira contrariedade.

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