Promoção da literacia ignora grupos de risco

Julho 15, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 12 de Junho de 2011.

Clara Viana

O risco de um aluno português do sexo masculino ter dificuldades em leitura aos 15 anos é superior em duas vezes ao de uma aluna

A promoção da literacia através de políticas e programas nacionais é comum à maior parte dos países da União Europeia, mas este esforço não tem tido como destinatários aqueles que têm maiores probabilidades de experimentar dificuldades neste campo que é essencial a toda a aprendizagem, sublinha um estudo ontem divulgado pela Comissão Europeia.

O estudo “Teaching Reading in Europe: Contexts, Policies and Practices”, elaborado pela rede europeia Eurydice, identifica os grupos de risco (rapazes, jovens oriundos de meios desfavorecidos e imigrantes)e confirma que a diferença de género é um dos factores com mais impacto na aquisição de competências na leitura. Aos 15 anos, o número de rapazes em dificuldades duplica o das raparigas. Em média, 12 por cento das raparigas e 26 por cento dos rapazes têm dificuldades em ler nesta idade.

O risco de um aluno português do sexo masculino ter dificuldades na leitura aos 15 anos é superior em duas vezes ao de uma aluna. Na UE, a média desta probabilidade é de 1,9. Entre 2000 e 2009, os anos em que os testes do PISA (Programme for International Student Assessment) se centraram na literacia de leitura, a diferença entre géneros agravou-se 11 pontos em Portugal.

Nestes últimos testes do programa desenvolvido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, os alunos portugueses de 15 anos conseguiram, contudo, e pela primeira vez, aproximar-se da média da OCDE – como também foram menos aqueles que não conseguiram alcançar o nível dois (existem cinco). Só a partir do nível três é que se entende que um jovem está preparado para participar na sociedade.

Cerca de 18 por cento não conseguiram ir além de questões básicas como identificar qual o tema principal de um texto. Em média, na União Europeia, esta é a situação de um em cada cinco jovens de 15 anos: “É totalmente inaceitável que, na Europa, tantos jovens continuem sem alcançar competências básicas na leitura e na escrita. Isso coloca-os em risco de exclusão social”, avisou a comissária europeia para a Educação e Cultura, Androulla Vassiliou.

Para além do PISA, foram também utilizados para retratar os alunos do 4.º ano os resultados de um estudo internacional em que Portugal não participou. Trata-se do PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study). No 4.º ano, 20 por cento dos alunos que realizaram os testes também não foram além das competências básicas.

“Esperar e ver”

A intervenção precoce é uma das chaves primordiais em educação. Para que as dificuldades na leitura sejam ultrapassáveis é necessário que sejam identificadas, e adoptadas medidas o mais cedo possível, sublinha-se. Mas os inquéritos feitos aos professores mostraram que o comportamento mais generalizado é o de “esperar e ver”, uma “estratégia” que tem na base a suposição de que a ultrapassagem daquelas dificuldades se fará a par do maior grau de maturidade dos alunos, sendo assim encarada como um resultado natural do crescimento.

A estratégia aconselhada pelo estudo da rede Eurydice é outra: “Um ensino intensivo e por objectivos, ministrado a nível individual ou de pequenos grupos, pode ser particularmente eficaz.” Também a formação dos professores é um dos factores decisivos na aprendizagem da leitura. Na formação inicial têm de obter os conhecimentos e os instrumentos necessários para, quando confrontados com a prática, serem capazes de reconstruir algumas convicções anteriores que são inconsistentes com uma efectiva aprendizagem da leitura – como, por exemplo, a de atribuir apenas as dificuldades neste campo ao meio de origem do aluno, afirma-se.

Quanto à formação contínua, constata-se que continua a centrar-se em acções de curta duração, menos eficazes do que as de longo prazo.

 

Escola Criativa de Verão – Criatividade e Inclusão

Julho 15, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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 Para todos os interessados no movimento Criativo e Inclusivo

 Escola Criativa de Verão  Criatividade e Inclusão 18 – 22 de Julho em Carnide, Lisboa

 Conferências * Painéis * Cursos Práticos com Pia Kraemer (Movimento Criativo), Urbano Oliveira (Drum Circle) e Teatro do Oprimido

Mais informações: http://escolacriativadeverao.wordpress.com/

Inscrições: http://www.surveymonkey.com/s/6RFV3PS 
 Siga no Facebook: http://www.facebook.com/event.php?eid=223211711026120
Para qualquer informação adicional…

Floriane Silvestri

geral@aphn.com.pt  

965 206 936

Ateliê Tocar Histórias na Orquestra

Julho 15, 2011 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Tocar Histórias na Orquestra
Ateliê orientado por Margarida Fonseca Santos e Francisco Cardoso
18 a 22 de Julho na Sede da Metropolitana
Inscrições abertas 

Quem disse que uma orquestra não conta histórias?
Conta, e conta muito bem!
Vem passar uma semana connosco. Prometemos-te um espaço para criares histórias, músicas para as histórias, histórias para as músicas, adereços, figurinos e um momento para representares tudo isto… E como? É assim: vamos trabalhar o texto, a música, os enredos, as personagens, a forma de as apresentar. O resultado final será um concerto onde mostraremos o que produzimos em cinco quadros diferentes, cinco momentos em que tudo, desde a primeira palavra à última nota, saiu deste grupo. Em cada um destes quadros podes ter feito os fatos, ou estarás a tocar na orquestra, ou então a representar, ou mesmo a fazer efeitos sonoros!

Destinatários
crianças dos 7 (2.º ano de escolaridade) aos 11 anos de idade com o mínimo de um ano de aprendizagem de instrumento (violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta transversal, oboé, clarinete, fagote, trompete, trompa, trombone, tuba, percussão).
Limite máximo de 40 participantes.

Mais informações Aqui


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