Há duas vezes mais obesidade infantil nos Açores que no Algarve

Julho 6, 2011 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do i de 6 de Julho de 2011.

por Marta F. Reis,

Primeiros dados comparativos sobre obesidade infantil em Portugal são apresentados hoje em Oeiras

São os dois extremos da obesidade infantil em Portugal. No Algarve, a região com melhores indicadores, 19,4% das crianças têm excesso de peso. Nos Açores a percentagem atinge os 42%, revelou ontem ao i a investigadora Ana Isabel Rito, nutricionista do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge. Os resultados do primeiro estudo com uma amostra representativa e comparável com a de outros países europeus vão ser apresentados hoje no arranque da Conferência Internacional de Obesidade Infantil (CIOI), no Lagoas Parque em Oeiras. Para a especialista, as diferenças encontradas a nível nacional poderão ser explicadas pelo bom funcionamento de algumas actividades de intervenção escolar e sensibilização, destacando o trabalho da Administração Regional de Saúde do Sul. Nota contudo que a Madeira também tem tido um bom desempenho a este nível, mas os resultados não são tão positivos: a região apresenta ao lado dos Açores as maiores incidências de excesso de peso. “Não haverá uma única explicação. Vemos, por exemplo, que em Itália, onde também há uma grande prevalência de obesidade infantil, o Norte tem melhores indicadores do que o Sul.”

Portugal surge atrás de Itália com uma das maiores prevalências de excesso de peso em crianças, com os indicadores globais bastante acima da média europeia. A nível nacional, 32,2% das crianças têm peso a mais e 14,6% enquadram-se já num quadro clínico de obesidade – quando o índice de massa corporal está acima do percentil 95, explica a investigadora. A nível europeu os resultados preliminares apontam para uma incidência do excesso de peso na ordem dos 24% na faixa etária analisada, dos seis aos nove anos.

O estudo foi realizado no ano lectivo 2008/2009 e contou com a participação de 3847 crianças do 1ºciclo do Ensino Básico de 185 escolas, amostra que viria a juntar-se à de outros 13 países europeus que aceitaram o convite da Organização Mundial de Saúde para integrar o primeiro Sistema Europeu de Vigilância Nutricional Infantil. Ana Isabel Rito sublinha que a metodologia aplicada nesta primeira ronda da chamada iniciativa COSI veio pela primeira vez permitir que se analisasse todo o país, incluindo as regiões dos Açores e Madeira até aqui excluídas dos estudos pontuais. A idade média dos jovens avaliados era de 7,5 anos, com estaturas médias de 122,4 centímetros nas raparigas e de 124,3 nos rapazes. Já o peso médio era neste ano de 26,6 quilos nas raparigas e de 27,3 quilos nos rapazes, revela um artigo sobre o estudo publicado na Plataforma Contra a Obesidade da Direcção-Geral de Saúde. O estudo revela que a maioria toma o pequeno-almoço (95%) e mais de 57% vão de carro para a escola. Ao fim-de-semana vêem o dobro da televisão e computador mas também brincam mais fora de casa e 40% tem actividades extracurriculares que envolvem actividade física como depostos, dança ou ginásio.

Açores tão mal como EUA Para Ana Isabel Rito, os dados apurados são preocupantes e fazem da obesidade a primeira doença na infância. Além do excesso de peso o estudo permite concluir que no 1.º ciclo 12% das crianças têm diabetes, 22,8% hipertensão e 29,1% colesterol a mais.

O estudo permite comparar os resultados tendo em conta os diferentes critérios usados por organismos internacionais como o Centro de Controlo de Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) e da Organização Mundial de Saúde. Assim,é possível por exemplo fazer-se uma comparação com os últimos dados para a obesidade infantil nos Estados Unidos. Em 2008 estimava-se uma obesidade infantil nas crianças entre os 6 e os 11 anos na ordem dos 19,6% – cinco pontos percentuais acima da realidade portuguesa. Nos Açores estes valores são ligeiramente superiores: o estudo nacional revelou que 20,7% das crianças nesta região são obesas (no Algarve, no outro extremo, são apenas 6,8%.)

Ainda não são conhecidos os resultados da segunda ronda do estudo, que decorreu no ano passado. Até sábado são esperados especialistas de 40 países na conferência em Oeiras.

Pais informados sobre alimentação saudável evitam obesidade nos filhos

Julho 6, 2011 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Notícia do Público de 6 de Julho de 2011.

Por Lusa

Os pais com mais conhecimento sobre comportamentos alimentares saudáveis têm filhos com um índice de massa corporal mais baixo, mas não conseguem modificar as preferências alimentares das crianças, segundo um estudo de uma investigadora portuguesa.

A análise foi feita a pais de 231 crianças entre os cinco e os seis de jardins de infância de Loures e vai ser apresentada na Conferência Internacional de Obesidade Infantil, que começa hoje em Oeiras.

Com o objectivo de verificar se o conhecimento nutricional dos pais tem ou não efeitos positivos, a autora do estudo, Graça Andrade, refere ter concluído que os pais com boa informação tendem a ter filhos com menos índice de massa corporal (relação entre peso e altura).

“Poderia pensar-se que os efeitos da informação nutricional não estão a ser grandes, porque as taxas de obesidade continuam a aumentar. Mas o estudo não confirma esta ideia”, referiu à agência Lusa a investigadora da Escola Superior de Tecnologia de Saúde de Lisboa.

Dos pais estudados, 12% apresentou baixos conhecimentos, 52% um nível médio e 35% corresponderam a um conhecimento elevado.

A análise conclui também que os pais com mais conhecimento sobre nutrição têm uma maior percepção de que controlam o comportamento alimentar das crianças.

Mas há aspectos que não são influenciados pelo nível de informação nutricional dos educadores, como o caso dos gostos alimentares das crianças, avisa Graça Andrade: “Os pais com bons conhecimentos não têm crianças a preferirem alimentos mais saudáveis”.

Ou seja, continua a ser preciso que os adultos influenciem a alimentação das crianças com outra estratégias, como fazer com que comam pequenas quantidades de alguns alimentos, mesmo que não gostem.

“Uma criança que não gosta de vegetais pode ser um problema. Se começar a comer doses pequenas, como uma folha de alface ou cinco ervilhas, isso vai ajudar”, exemplifica a autora do estudo.

Graça Andrade revela que expor uma pessoa oito vezes a um alimento aumenta a sua preferência por ele.

A síndrome do pai ausente?

Julho 6, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Notícia do Público de 21 de Junho de 2011.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

“Changing Lives and Times: A Qualitative Longitudinal Network” 2007-2012 – coordinator Dr Bren Neale, School of Sociology and Social Policy, University of Leeds”; Economic and Social Research Council

Pais em dificuldades estão a ‘entregar’ os filhos

Julho 6, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia do Diário de Notícias de 29 de Junho de 2011.


Entries e comentários feeds.