Prémio ” Os Direitos da Criança em Notícia”

Junho 15, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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O Fórum sobre os Direitos das Crianças e  dos Jovens e o Montepio convocam os profissionais da Comunicação Social portuguesa para a I Edição do Prémio Os Direitos da Criança em Notícia.

 Nas últimas décadas, assistiu-se em Portugal a um avanço significativo no que diz respeito à protecção e promoção dos direitos da criança. Existem inúmeros casos de boas práticas e exemplos a seguir, mas também permanecem grandes desafios: (i) quanto aos direitos de provisão: as desigualdades sociais, o nível elevado de pobreza infantil; (ii) quanto aos direitos de protecção: a dificuldade em serem protegidas na sua identidade e integridade; e (iii) quanto aos direitos de participação: o reconhecimento pleno da criança como sujeito de direitos, a garantia de que a sua opinião seja considerada e a sua participação respeitada.

O trabalho jornalístico assume nesta matéria um papel crucial no sentido de informar e estimular o debate, dando a conhecer a situação dos direitos da criança em Portugal e contribuindo para a sua valorização junto dos profissionais da Comunicação Social bem como da sociedade em geral.

O Prémio Os Direitos da Criança em Notícia destina-se a reconhecer as abordagens jornalísticas que, em crónicas, reportagens ou entrevistas nas áreas da Imprensa, Rádio e Televisão, tenham em conta a promoção e divulgação dos direitos da criança, numa perspectiva crítica, pluralista e inclusiva, sem comportar riscos para as crianças nem no presente, nem no futuro.( Consulte a contextualização e os critérios AQUI)

Será ainda atribuída uma menção honrosa, designada “Futuro Jornalista”, que se destinada a premiar uma crónica, reportagem ou entrevista inéditas elaborada por um(a) finalista dos cursos de Comunicação Social existentes em Portugal.

Assim, vimos por este meio convidar os profissionais da Comunicação Social portuguesa a candidatarem-se a este Prémio, cujo regulamento e formulário de inscrição se encontram disponíveis on-line nas páginas das seguintes instituições que integram o Fórum, a saber:

 

 Amnistia Internacional – Portugal;

 AMI – Assistência Médica Internacional;

Associação dos Profissionais de Educação de Infância (APEI);

Associação de Jardins-Escola João de Deus

Associação Margens;

Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV);

Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR);

Comité Português para a UNICEF;

Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS);

Cruz Vermelha Portuguesa (CVP); 

Escola Superior de Educação de Lisboa;

Fundação Aragão Pinto

Fundação do Gil;

Fundação Pro-Dignitate;

Instituto de Apoio à Criança (IAC);

Instituto Português da Juventude (IPJ);

Oikos – Cooperação e Desenvolvimento;

Organização Mundial para a Educação Pré-Escolar (OMEP);

Pessoa singular Fernanda Freitas; e

 Projecto “Espaço a Brincar

Inauguração da exposição “O Destino das Fadas” evocativa da vida e obra da escritora Matilde Rosa Araújo, assinalando os noventa anos do seu nascimento

Junho 15, 2011 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Inauguração da exposição “O Destino das Fadas” evocativa da vida e obra da escritora  Matilde Rosa Araújo (1921-2010), sócia fundadora do Instituto de Apoio à Criança e Directora do Boletim do IAC, assinalando os noventa anos do seu nascimento.

Carta de Compromisso para criação do Fórum sobre os Direitos das Crianças e dos Jovens

Junho 15, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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O Instituto de Apoio à Criança subscreveu, juntamente com outras instituições*, na quarta-feira, 1 de Junho, Dia Mundial da Criança, em Lisboa, a Carta de Compromisso com vista à criação do Fórum sobre os Direitos das Crianças e dos Jovens.

O objectivo deste Fórum é contribuir para a defesa e promoção dos direitos sociais, culturais, económicos e civis das crianças e dos jovens. Pretende ser um espaço de diálogo, intercâmbio de ideias, saberes e pontos de vista.

Foi também apresentado o PRÉMIO DE JORNALISMO  “OS DIREITOS DA CRIANÇA EM NOTÍCIA” e que será atribuído a jornalistas nacionais com trabalhos realizados sobre a matéria.

Após esta cerimónia, decorreu no  Parque das Nações um espectáculo dirigido às crianças e jovens de diferentes escolas e que contou com a participação da cantora Paula Teixeira, do grupo AjudaBombar e das mascotes Panda, Gil e Vasco (Oceanário de Lisboa). 

*Instituto de Apoio à Criança; Associação Jardins – Escolas João de Deus; Assistência Médica Internacional; Amnistia Internacional-Portugal; Associação Portuguesa de Apoio à Vítima; Associação de Profissionais de Educação de Infância; Comissão Nacional de Instituições de Solidariedade;  Associação Margens; Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco; Cruz Vermelha Portuguesa; Fernanda Freitas (jornalista); Fundação Pro Dignitate; Fundação do Gil; Fundação Aragão Pinto; Instituto Português da juventude;  Projecto”Espaço a Brincar” – Câmara Municipal de Lisboa; OIKOS – Cooperação e Desenvolvimento; Organização Mundial de Educação Pré-Escolar; UNICEF; Escola Superior de Educação de Lisboa.

É possível acabar com a obesidade infantil?

Junho 15, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista da PaisFilhos com a nutricionista Alexandra Bento no dia 2 de Maio de 2011.

Escrito por Maria Jorge Costa

altPrevenção e acção para a mudança poderiam resumir a conversa com a nutricionista Alexandra Bento. Além da preocupação crescente com uma das doenças crónicas dos países desenvolvidos, a presidente da Sociedade Portuguesa de Nutricionistas dá sugestões concretas para melhorarmos a qualidade de vida das nossas crianças

Uma sociedade que tanto preza o sucesso, não se percebe porque permitimos que as nossas crianças e jovens se entreguem ao sedentarismo e a uma alimentação rica em gorduras e açúcares. O excesso de peso é causa directa de doenças crónicas precoces como a diabetes, o colesterol elevado, hipertensão arterial, a doença cardiovascular, diferentes tipos de cancro, dificuldades respiratórias, problemas de ossos e articulações. «Além disso», adverte Alexandra Bento, «também conduz a alterações sócio-económicas e psicossociais graves: isolamento, discriminação laboral, educativa e social, baixa auto-estima, depressão e – em casos ainda mais graves – suicídio».

30 por cento com excesso de peso

Os números portugueses são assustadores. A Escola Nacional de Saúde Pública indica que 30 por cento das crianças e jovens têm excesso de peso, sendo igualmente elevada a percentagem de obesos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a obesidade é uma doença em que o excesso de gordura corporal acumulada pode atingir graus capazes de afectar a saúde. Em Portugal, mais de 50 por cento da população adulta sofre de excesso de peso, sendo que, aproximadamente, 14 por cento desta é obesa.

«Portugal é também um dos países europeus com maior prevalência de obesidade infantil: 32 por cento das crianças com idade compreendida entre os 7 e os 9 anos apresentam excesso de peso, sendo que 11 por cento destas são consideradas obesas», enuncia Alexandra Bento. Como é que se chega à condição de obeso? Muitas vezes o caminho é lento, mas tudo radica numa alimentação em que «a quantidade de energia ingerida é muito superior à quantidade de energia gasta pelo organismo», afirma.

Atitude positiva

O desenvolvimento de estratégias que transmitam atitudes positivas relacionadas com hábitos saudáveis, alimentares e de combate ao sedentarismo, que envolvam toda a família, são fundamentais para combater a obesidade, defendem os especialistas. Alexandra Bento avança exemplos que gostaria de ver em acção já hoje: «adopção e cumprimento de leis, regulamentos, regras formais e informais que orientem comportamentos individuais e colectivos como a distribuição de saladas e frutas a preço reduzido nos bares das escolas e nas cafetarias». Naturalmente que uma população esclarecida e informada é metade do trabalho feito porque, como consumidores, estarão atentos aos rótulos dos produtos alimentares, escolhendo os que oferecem menor valor energético. A escolaridade ajuda a combater a obesidade de algumas formas, nomeadamente, «permite que os indivíduos entendam melhor a natureza do problema e as estratégias de prevenção e aumenta a capacidade de não cederem tão facilmente às pressões da publicidade que incentiva ao consumo de alimentos de alta densidade energética», refere Alexandra Bento. Mas não é só através da dieta que se muda o estado das coisas. É uma alteração de hábitos de vida que se reclama. Pais e educadores têm de combater o consumo excessivo de televisão, videojogos e consolas. «São absolutamente fundamentais medidas de grande impacto mediático para que se consiga, não só alertar e consciencializar a população para as consequências de saúde, qualidade de vida e económicas que a obesidade acarreta, mas também que possam envolver todos os sectores da sociedade civil, incluindo, entre outras, o governo, as autarquias, as escolas e as empresas, na prevenção desta epidemia», sublinha. Apesar de tudo, vão surgindo iniciativas que a presidente dos nutricionistas portugueses destaca, como a criação da Plataforma Nacional Contra a Obesidade, cujo coordenador é um nutricionista – Pedro Graça. O facto de o Ministério da Saúde ter identificado a obesidade como uma doença crónica permitiu o surgimento desta plataforma.

Obesidade e despesas de saúde

Os números indicam que os custos directos da obesidade chegam aos 3,5 por cento das despesas de saúde. A prevenção é o melhor e mais económico caminho para a combater. E quando falamos da prevenção voltamos sempre ao mesmo: mudanças no estilo de vida, que assentam na reestruturação dos hábitos alimentares, no aumento da actividade física e desportiva e programas educativos, escolares e institucionais. «A prevenção pode não ser visível de imediato, mas é o melhor “remédio” para inverter esta realidade», garante. 

«Um croissant ou um bolo são mais baratos do que um pão com queijo»

Entrevista a Alexandra Bento, presidente da Sociedade Portuguesa de Nutricionista

Toda a gente fala dos benefícios da dieta mediterrânica. Mas esta está em vias de extinção. Neste momento, há uma dieta global à base de gordura e açúcar. As famílias têm pouco tempo e refugiam-se em cozinha rápida e saciante. O que é preciso para os recuperar para comida mais saudável?

Em primeiro lugar, é fundamental que as pessoas se consciencializem de que a alimentação é um dos principais determinantes da saúde humana. De facto, o tipo de alimentação condiciona, em larga medida, a qualidade e o tempo de vida. O stresse do dia-a-dia e a falta de tempo não podem ser utilizados como desculpa para a realização de dietas pouco equilibradas e, muito menos, para incutir hábitos pouco saudáveis aos mais novos. Uma dieta hiper-energética, com excesso de lípidos, de hidratos de carbono ou de álcool e o sedentarismo, levam à acumulação de excesso de massa gorda. Assim, o estilo de vida moderno, se não for modificado, predispõe ao excesso de peso.

Como escolher a dieta certa?

Para começar a praticar uma alimentação mais correcta basta seguir os princípios da Roda dos Alimentos. Este instrumento de educação alimentar, em forma de prato, diz-nos que, na nossa alimentação diária devemos ingerir mais dos alimentos que pertencem aos grupos de maior dimensão (cereais e derivados, produtos hortícolas e frutos) e menos daqueles que apresentam menor tamanho (gorduras). Leguminosas, carne, pescado e ovos e leite e produtos derivados devem ser consumidos, diariamente, de forma moderada. Durante, ou no intervalo das refeições, devemos optar pela ingestão de água, em detrimento de qualquer outra bebida. É importante consumir cerca de oito a dez copos de água por dia, às refeições e fora delas. Embora os alimentos dentro de cada grupo apresentem propriedades nutricionais muito semelhantes, cada um deles é único, fornecendo-nos compostos que podem não existir noutros e por isso é importante variar a nossa escolha dentro de cada grupo.

Dê um exemplo.

A carne e o peixe incluem-se no mesmo grupo, pois são os principais fornecedores de proteína na nossa dieta. O peixe é também fonte de ácido docosahexaenóico (DHA) e ácido eicosapentaenóico (EPA), conhecidos como ácidos gordos ómega 3. O EPA e o DHA, muito falados hoje em dia, apresentam benefícios importantes para a nossa saúde, particularmente a nível cardiovascular. Açúcar, bolos, refrigerantes, chocolates, bolachas, rissóis, empadas, fast-food, batatas fritas e outros snacks… não estão contemplados na roda dos alimentos e por isso é que o seu consumo se deve restringir aos dias festivos ou ocasiões especiais.

Será uma fatalidade o binómio obesidade/classe social?

Nos países desenvolvidos verifica-se uma relação inversa entre o nível sócio-económico e a prevalência de obesidade. As pessoas mais des-favorecidas consomem, geralmente, alimentos mais baratos que tendem a ser mais calóricos. Frutos, hortícolas e peixe, por exemplo, não fazem parte da alimentação diária, ao contrário de bolos, bolachas, batatas fritas, refrigerantes, salgados… que tendem a apresentar preços mais competitivos. Numa pastelaria, por exemplo, sai mais em conta pedir um croissant do que um pão com queijo.

Como se transmite às pessoas a ideia de que comer melhor não significa fazer dieta ou sacrifícios alimentares?

Seguir uma alimentação saudável e equilibrada não significa, de todo, que se esteja a fazer “dieta” e que, portanto, se tenha de excluir, obrigatoriamente, da alimentação a fatia de cheesecake, a mousse de chocolate, ou a fatia de pizza. De facto, não existem alimentos maus. Existem sim, dietas muito pouco equilibradas com tendência ao consumo excessivo diário de calorias, particularmente sob a forma de gorduras e açúcares, e que, aliadas ao sedentarismo contribuem para o aumento de peso.

O consumo de bolos, bolachas, fast-food, refrigerantes, salgadinhos deve, portanto, constituir excepção e nunca a regra! Com que idade se conquistam as crianças para a boa alimentação?

As fases de aquisição de hábitos e de modelação de comportamentos são precisamente a infância e também a adolescência. Por isso, é muito importante que as crianças adquiram, desde tenra idade, hábitos alimentares saudáveis. Estes são ditados pelo meio cultural e familiar em que a criança vive. Se a família tem bons hábitos de alimentação, se a hora das refeições é um momento de prazer, não só pelo acto de comer, mas também pela oportunidade de integração, de convivência e de partilha, cria-se um ambiente mais estimulante para a incorporação das boas práticas alimentares. É a partir dos 18-24 meses que a criança começa a estruturar hábitos de higiene, de autonomia, de educação e também de escolha. Uma vez que não podemos mudar o que está fora do nosso controlo e que a criança vai necessariamente contactar com todo o tipo de ofertas, quanto mais tardio for o contacto com determinado tipo de alimentos não desejáveis, menor a apetência no futuro para a procura desses alimentos, garantindo que o seu consumo será esporádico e não compulsivo e diário. Tudo se pode comer, desde que, com regra e medida; quanto mais cedo se aprender a fazer a diferença, maior a garantia de um comportamento alimentar saudável ao longo da vida.

Sete regras de ouro:

Comer devagar, mastigando sempre muito bem todos os alimentos;

Comer em intervalos regulares de aproximadamente 3h30. O ideal é fazer-se, no mínimo, cinco refeições por dia: pequeno-almoço, merenda da manhã, almoço, merenda da tarde e jantar.

O pequeno-almoço é muito importante e deve ser constituído por pão ou cereais integrais, uma peça de fruta e um copo de leite ou iogurte;

Devem iniciar-se as refeições principais com um prato de sopa, rica em legumes e hortaliças. A sopa, para além de ser uma boa fonte de vitaminas, minerais e fibra, ajuda a comer menos quantidade do resto de comida;

O prato principal deve ser acompanhado por uma salada variada;

Optar por alimentos cozidos ou grelhados em vez de fritos e assados com gordura;

Comer pelo menos duas a três peças de fruta por dia.


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