ISS: Números que apontam 2 crianças pobres em cada 5 não são reais

Junho 10, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário Digital de 31 de Maio de 2011.

O presidente do Instituto da Segurança Social (ISS) considerou hoje que os números que apontam para duas em cada cinco crianças viverem situação de pobreza não correspondem aos valores reais e mostrou-se «surpreendido» com esses valores.

Segundo avançou o jornal Público na edição de segunda-feira, citando um estudo encomendado pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, duas em cada cinco crianças vivem em situação de pobreza, ou seja, 40 por cento.

Segundo o jornal, os critérios do estudo desenvolvido pela equipa de investigadores do Instituto Superior de Economia e Gestão, da Universidade Técnica de Lisboa, não compreendem somente a condição financeira das crianças, mas também as condições de vida e o bem-estar, critérios que evidenciam a situação de «privação» dos menores.

O presidente do Instituto da Segurança Social, Edmundo Martinho, considerou hoje à agência Lusa desconhecer ainda os resultados do estudo, que será somente apresentado na quarta-feira, mas adiantou não serem estes os valores reais trabalhados pela instituição.

«A informação de que dispomos, uma informação consistente, continuada ao longo dos anos e acompanhada do ponto de vista dos indicadores da pobreza, não apontam nada para números sequer próximos daqueles. Foram uma surpresa e penso que há ali alguma coisa que não corresponde àquilo que é a metodologia que tem vindo a ser utilizada», disse.

O responsável considerou que estes valores resultam de uma diferença de critérios de estudo e que «tem havido um conjunto de medidas ao longo dos anos que têm permitido minimizar muito a situação de pobreza, sobretudo a pobreza associada à dimensão monetária».

«Há outras situações de privação e eu penso que é por aí que o estudo avança, que acrescentam intensidade a este fenómeno. Portugal, como todos os países da União Europeia, tem um problema que é importante de pobreza infantil. Mas muito longe daqueles [números]», explicou.

«Temos dados da Eurostat, que é a entidade que tem a autoridade europeia para fazer este tipo de avaliações, de dados de pobreza infantil, que não apontam nem de perto para aqueles valores. E são esses que regem e que orientam a intervenção das entidades públicas. Aquele número não corresponde a nenhum indicador relativamente àqueles valores pelos quais nós trabalhamos», adiantou.

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