Estudo relaciona consumo de droga nos jovens com desejo de melhorar vida sexual

Junho 9, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de Maio de 2011.

Um terço dos jovens europeus consome drogas com um intuito de melhorar o desempenho sexual, revela um estudo publicado pela BioMed Central e que contou com dados de nove países, incluindo Portugal, envolvendo 1300 pessoas entre os 16 e os 35 anos.

De acordo com o mesmo estudo, as substâncias psicotrópicas mais utilizadas para este fim são a cocaína, heroína, ecstasy e cannabis, sendo que 23 por cento dos consumidores são do sexo feminino.

“São cada vez mais os jovens que consomem drogas para se desinibirem ou melhorarem a experiência sexual. Estas práticas, obviamente, têm associados riscos, entre os quais uma maior propensão para contrair doenças sexualmente transmissíveis. Se olharmos para a realidade do nosso país e para as conclusões deste estudo não será por acaso que Portugal continua a ser o país europeu com as maiores taxas de mortalidade causadas por VIH/sida entre os consumidores de droga”, alertou o presidente da Associação Para um Portugal Livre de Drogas (APLD), num comunicado de reacção ao estudo.

Manuel Pinto Coelho salientou, ainda que “os jovens precisam de modelos que os ajudem a encontrar uma via positiva – uma via sem drogas. É importante, por isso, reforçar que tomar drogas não é natural nem inevitável e que elas não deverão nunca fazer parte da nossa cultura”.

A Associação Para um Portugal Livre de Drogas existe desde 2004 e tem como objectivo incentivar a prevenção e o tratamento da toxicodependência, bem como a cooperação internacional no delineamento de estratégicas de combate a este problema.

 

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Sou dos Santos – As Ovelhas Clandestinas / A Princesa Putri Telur / Big Pea Clown

Junho 9, 2011 às 4:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Filhos entregues à mãe por ser “figura de referência”

Junho 9, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 25 de Maio de 2011.

por Lusa

A guarda dos filhos em caso de divórcio ou separação é entregue “maioritariamente à mãe” porque a “figura primária de referência culturalmente enraizada é a materna”, concluiu um estudo da Universidade do Minho hoje revelado.

O estudo “Divórcio e responsabilidades parentais: padrões de género nos contextos familiares e nas decisões judiciais”, a cargo da investigadora da Universidade do Minho (UM) Ana Reis Jorge, teve por base 300 processos de regulação do poder paternal e foram entrevistados 25 magistrados judiciais. Em declarações à Agência Lusa, a investigadora Ana Reis Jorge explicou que este é “um estudo exploratório com o qual se pretendia perceber em que medida os estereótipos de género se manifestavam na administração da justiça nos casos de atribuição da guarda dos filhos após separação ou divórcio”. Uma das conclusões preliminares do estudo, explanou Ana Reis Jorge, “é que efectivamente a maioria das crianças ficam à guarda das mães”, o que se justifica “baseado nos processos observados e magistrados ouvidos” com o facto de “dominar ainda como figura primária de referência a figura da mãe”.

Segundo a investigadora, “os magistrados judiciais explicaram que a atribuição de guarda às mulheres deve-se ao seu papel, culturalmente enraizado, na educação e nas tarefas de cuidado relativas às crianças durante o casamento e após a separação”. No entanto, realçou, esta “preferência” não “representa uma conduta discriminatória” até porque, adiantou, “o número escasso de recursos face às decisões judiciais demonstra uma interiorização de papéis de género por parte de homens e mulheres”. Ana Reis Jorge explicou à Lusa que, “apesar do avanço no sentido de assegurar uma legislação igualitária”, na prática os indicadores demonstram uma persistência e reprodução de claras desigualdades de género”.

Este estudo terá ainda mais duas etapas: “depois de ouvidos os magistrados judiciais vão ser ouvidos os magistrados do Ministério Público”. A terceira etapa será a audição de “homens e mulheres divorciados ou separados com filhos”. Este estudo está integrado na investigação de Ana Reis Jorge no âmbito da tese de doutoramento “Desigualdades de género: processos de ruptura conjugal e subsequente tutela das crianças”. Ana Reis Jorge, licenciada em Sociologia pela Universidade do Minho, trabalhou como bolseira do projeto “Mestrados em Portugal: modelos sócio culturais de persistência entre homens e mulheres”. Actualmente é investigadora do Centro de Investigação em Ciências Sociais (CICS) e colabora no projecto “Desigualdades de género no trabalho e na vida privada: das leis às práticas sociais”.

“Sábados em Cheio” na Biblioteca Municipal José Saramago – Loures

Junho 9, 2011 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Dia 11 | 15h00
CONTOS POUCO POLÍTICOS

Estórias para a infância, escritas por figuras da política portuguesa, organizadas por Maria Inês de Almeida.
“Perguntei a uma criança de 5 anos o que era um político.
– Um político é um pássaro com muitas cores.”

 

PRODUÇÃO E REALIZAÇÃO Equipa de animação residente da BMJS.
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA Aconselhável a maiores de 4 anos.

 

Dia 18 | 15h00
A CABRA TONTA, Pep Bruno

“–Olá, tia Júlia, a senhora viu a minha cabra?
– Não reparei nela porque estou aqui agachada a colher flores.
Talvez a tua cabra tenha ido à escola comer a erva do pátio.”

 

PRODUÇÃO E REALIZAÇÃO Equipa de animação residente da BMJS.
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA Aconselhável a maiores de 4 anos.

 

 Dia 25 | 10h30 e 15h00
BÊ…A…BÁ… DE CÁ PARA LÁ!

ANIMAÇÃO PARA BEBÉS E ACOMPANHANTES

PRODUÇÃO E REALIZAÇÃO Equipa de animação residente da BMJS.
NOTA Realização de duas sessões, ambas sujeitas a marcação prévia pelo telefone 211 151 272 ou através do endereço electrónico bmjsprogramacao@cm-loures.pt

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Portugal criou o primeiro tribunal de menores há 100 anos

Junho 9, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 26 de Maio de 2011.

Há 100 anos, Portugal foi pioneiro na protecção dos menores ao tratar de forma diferente a criança e o adulto, através da primeira Lei de Protecção da Infância.

A 27 de Maio de 1911 foi criada a Lei de Protecção da Infância e foi instituída a primeira Tutoria de Infância, que mais tarde veio a dar origem aos tribunais de família e menores.

O primeiro artigo da lei define que esta pretende «prevenir não só os males sociais que podem produzir perversão ou crime entre os menores de ambos os sexos e de menos de 16 anos ou comprometer a sua vida ou saúde, mas também para curar os efeitos desses males».

A Tutoria de Infância era um tribunal colectivo especial que se destinava a «guardar, defender e proteger os menores em perigo moral, desamparados ou delinquentes, mas sob a divisa educação e do trabalho».

Este tribunal começou a funcionar em Lisboa, no Antigo Colégio de São Patrício, nas Escadinhas de São Crispim, onde agora fica o Pólo II do Centro de Estudos Judiciários.

O juiz António José Fialho, do tribunal de família e menores do Barreiro, disse à agência Lusa que «as tutorias de infância foram os primeiros tribunais a aplicar medidas diferentes das dos adultos».

Os jovens com menos de 16 anos tornaram-se penalmente inimputáveis e passaram a comparecer perante estas Tutorias da Infância.

«Estavam definidas como um tribunal que julga como um bom pai de família, no amor da verdade e da justiça, e sempre no interesse do menor o que era uma inovação para a época», explicou.

O juiz tinha um papel determinante e junto das tutorias funcionavam os refúgios da infância, que visavam o acolhimento provisório dos menores.

O magistrado define quatro momentos históricos na protecção judicial das crianças.

O primeiro começa com a lei de 1911, que é muito baseada nos ideais republicanos que via a criança como o futuro da sociedade.

Esses ideais passavam pela educação, «pois entendia-se que se as crianças fossem educadas num determinado ideal seriam adultos de pleno direito e desenvolvimento», explicou.

Em 1962 surge a primeira Organização Tutelar de Menores (OTM) baseada no modelo político autoritário vigente.

«Estávamos na ditadura e aqui é acentuado o papel protector e autoritário do Estado e as ideias que lhe estão subjacentes», refere o juiz.

Em 1978, já depois da revolução de Abril, a lei é reformulada e, em muitos aspectos ainda está em vigor.

Em 1999 é feita a Reforma do Direito de Menores e elaborada a Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo em vigor que consagra os mecanismos e recursos para a promoção e protecção dos direitos das crianças.

Ao longo de 100 anos foi grande a evolução quanto à forma como o sistema judicial defende os direitos das crianças.

Como prova disso mesmo, António José Fialho recorda que «no século XIX, uma das primeiras decisões de protecção de menores nos Estados Unidos aplicou as leis de protecção dos animais, pois não havia um tratamento específico para as crianças».

Hoje, em Portugal há perto de 20 tribunais de família e menores, com cada vez mais juízes e procuradores com formação específica na área.

Lusa/SOL


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