À frente da Suíca, Canadá e EUA. Portugal é um bom sítio para ser mãe

Maio 20, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

Notícia do i de 5 de Maio de 2011.

O relatório mencionado é o seguinte:

State of the World’s Mothers 2011

por Sílvia Caneco,

Em território norte-americano, a probabilidade de morrer devido a complicações decorrentes da gravidez é muito maior que por cá.

Mais de 30% das mulheres portuguesas têm apenas um filho mas afinal Portugal até é um bom país para ser mãe. Subiu cinco lugares no ranking e é agora o 14.o melhor país do mundo para ter filhos, de acordo com um relatório da Save the Children. Na lista liderada pela Noruega, Portugal surge à frente de países como a Suíça, a Irlanda, o Canadá, a Itália, o Japão ou os Estados Unidos.

A organização não governamental de defesa dos direitos das crianças baseia–se em critérios como políticas sociais de apoio à natalidade e cuidados de saúde infantil e materna para ordenar a lista de 164 países. No ranking são analisados e comparados dados como a percentagem de mulheres que usam contracepção, o número médio de anos de escolaridade, a esperança média de vida das mulheres, a taxa de mortalidade infantil e a percentagem de crianças que frequentam o ensino pré-escolar.

Em Portugal, só uma em cada 9800 mulheres corre o risco de morrer devido a complicações decorrentes da gravidez. Essa probabilidade sobe drasticamente nos Estados Unidos, onde uma em cada 2100 mulheres morre durante o parto ou durante o período de gestação. Uma criança também tem o dobro das probabilidades de morrer antes dos cinco anos nos Estados Unidos que em Portugal, onde apenas 4 em mil crianças morrem nos primeiros cinco anos de vida.

A socióloga Sofia Aboim Inglez entende que “a evolução gigantesca nos cuidados de saúde pré-natais e infantis” deu o principal contributo para que Portugal fosse catapultado para os primeiros lugares do ranking. “O nosso sistema de saúde é o 13.o melhor do mundo e a nossa taxa de mortalidade infantil diminuiu brutalmente”, afirma a doutorada em Sociologia da Família e da Vida Quotidiana. Porém, “as políticas sociais de apoio à natalidade – como a possibilidade de o pai gozar mais um mês de licença – e o investimento em equipamento público para crianças com menos de três anos” também não podem ser afastadas das estatísticas.

A probabilidade de uma portuguesa ter uma gravidez desejada é superior à das italianas ou das austríacas, com 63% das mulheres a usarem contracepção, contra os 41% de Itália ou os 47% da Áustria. A licença de maternidade em Portugal não é tão generosa como a da Noruega mas também não sai mal no retrato. As portuguesas têm direito a gozar uma licença de 120 dias depois de serem mães. Nos Estados Unidos o período desce para as 12 semanas (90 dias), na Noruega para as 46-56 semanas. Há países da lista em que a licença de maternidade é atribuída durante um ano, mas esse factor não os faz liderar a tabela dos lugares onde é melhor e mais fácil ser-se mãe.

Sofia Aboim Inglez explica que os países que investem nas licenças desinvestem muitas vezes no equipamento para crianças pequenas. “A saída das mulheres do mercado de trabalho para cuidar dos filhos não tem só pontos positivos, sobretudo se for durante um longo período e não for acompanhada de estruturas alternativas para a criança.”

TrackBack URI


Entries e comentários feeds.

%d bloggers like this: