Bullying entre irmãos. 40% já sofreu agressões com sequelas físicas

Maio 19, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 12 de Maio de 2011.

por Marta F. Reis

Estudo nacional com 590 estudantes universitários revela quão comuns são situações de agressão psicológica, física ou mesmo coerção sexual. Autoras pedem mais sensibilização

Imagine um anúncio publicitário em que um adulto encomenda uma lista de presentes ao Pai Natal, alegando que até se portou bem durante o ano e “não bateu na mulher”. Otília Monteiro Fernandes, investigadora do departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, utiliza o exemplo para mostrar até que ponto a violência doméstica entre o casal é muito mais condenada pela sociedade do que a violência continuada entre irmãos.

“Há dois anos tínhamos um spot publicitário de uma grande empresa em que o argumento da criança era não ter batido no irmão”, lembra a investigadora, acrescentando que a primeira situação revoltaria naturalmente qualquer espectador. Um novo estudo da UTAD, realizado pela estudante de doutoramento Inês Relva, revela pela primeira vez a realidade do bullying entre irmãos em Portugal. Numa amostra de 590 estudantes universitários, 70% admitem ter sofrido agressões físicas sem sequelas e 40% responderam afirmativamente a questões como se, aos 13 anos, alguma vez tiveram uma entorse, pisadura ou fractura resultante de uma luta com um irmão, ou se chegaram mesmo a desmaiar ou a ter de ir ao médico. A agressão psicológica é o fenómeno mais comum, com 90% dos inquiridos a admitirem ter sido vítimas de ofensas ou ameaças.

As respostas perante o cenário de coerção sexual causam mais estranheza. Nesta amostra, 11,4% dos homens e 4,9% das mulheres admitem ter exercido algum tipo de pressão sexual sobre o irmão/irmã, comportamentos que segundo a escala usada por Inês Relva podem incluir forçar o irmão a ter relações sexuais sem preservativo, forçá-lo a ter relações quando não queria ou usar força com intuito sexual. Também são os homens que admitem ter sido mais vezes vítimas de coerção sexual – 10,4% contra 6,8%.

Fronteira ténue A fronteira entre aquilo que é a rivalidade normal entre irmãos e situações de abuso pode ser ténue, admitem as investigadoras, sublinhando, contudo, que hoje já existem estudos suficientes para distinguir o que é violência do que não é. Inês Relva nota por exemplo que a exploração sexual – a exibição ou o toque mútuo – entre irmãos é natural, mas, à partida, a idade das crianças, a frequência dos actos e a percepção que as vítimas têm deles podem ajudar a definir uma situação de abuso.

A análise dos inquéritos anónimos – realizados entre 2009 e 2010 – ainda não está concluída, mas a investigadora adianta que já foi possível relacionar as situações em que as crianças sofreram mais vezes agressões com a perpetração de violência no namoro ou mesmo de outras agressões no seio familiar. Ainda assim, os pais e as mães inquiridos poucas vezes reconhecem que estes comportamentos se enquadram numa moldura de violência. “Concluem muitas vezes que é normal um irmão bater no outro, mas é normal que deixe marcas físicas? Se um pai deixa uma marca física na mãe é normal?”, questiona Inês Relva. “Se um pai bate num filho e deixa marcas é abuso e crime público – o facto de ser entre irmãos não deixa de ser abuso. Tem sido uma realidade um bocado esquecida que queremos aprofundar.”

Também Otília Monteiro Fernandes, há 15 anos a estudar as relações entre irmãos em Portugal e autora do livro “Ser Único ou Ser Irmão”, alerta que há conflitos entre irmãos que “podem e devem ser evitados”, porque se sabe que as vítimas mais fracas verão o seu desen-volvimento afectado. “Como é que ainda toleramos abusos entre irmãos que não toleramos em mais nenhuma relação?”, questiona, sublinhando que por vezes são os próprios pais que erram na gestão da relação e encarregam os filhos mais velhos de disciplinar os mais novos. “É preciso ensiná-los a fazê-lo sem violência.” Isto e resolver a “permissividade” da sociedade são prioridades, diz.

O estudo da UTAD é um dos trabalhos apresentados na segunda Conferência Internacional sobre Abuso e Negligência de Crianças, que decorre esta semana no Porto. Entre outras linhas de investigação, o grupo começou a entrevistar vítimas de abusos denunciadas à APAV, em que o agressor era irmão ou irmã da vítima. No ano passado foram 110 casos, 1,6% do total.

Marcha Mundial Contra a Fome / Walk the World

Maio 19, 2011 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (World Food Programme), juntamente com os seus parceiros globais TNT e Unilever, preparam a Walk the World | Marcha Contra a Fome.

Esta é uma iniciativa anual global que decorre em vários países com o objectivo de alertar para as carências alimentares e educacionais de crianças em todo o mundo e contribuir para o programa de refeições escolares do Programa Alimentar Mundial.

A Marcha está agendada para o dia 22 de Maio e em Portugal irá decorrer em duas cidades:

Lisboa | 10h00 | Torre de Belém

Porto | 10h00 | Cais de Gaia

Com apenas 5 euros (valor da inscrição), os participantes asseguram 25 refeições a crianças dos países mais pobres do mundo, contribuindo assim para um dos objectivos da Campanha do Milénio das Nações Unidas: erradicar a fome e a pobreza extrema no mundo até 2015.

Este ano, 25% das verbas angariadas em Portugal revertem para a Cáritas Portuguesa para serem utilizadas em projectos de combate às carências alimentares reforçando o apoio que presta a muitas famílias portuguesas.

Mais informação sobre a Walk the World | Marcha contra a Fome em http://walktheworld.wfp.org/

Protocolo entre Ministério da Educação e a Provedoria de Justiça promove Direitos da Criança

Maio 19, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia de 9 de Maio de 2011, retirada do site do Ministério da Educação.

O Ministério da Educação e a Provedoria de Justiça assinaram um protocolo com o objectivo de regulamentar a colaboração na promoção e na divulgação dos Direitos Humanos, em geral, e dos Direitos da Criança, em particular, junto dos alunos do ensino público.

Esta iniciativa privilegia medidas que promovam o exercício pleno dos Direitos da Criança, no âmbito da Educação para a Cidadania, que se destinam prioritariamente, numa primeira fase, aos alunos dos 2.º e 3.º ciclos, com idades compreendidas entre os 10 e os 15 anos.

O protocolo prevê a divulgação dos direitos e das liberdades dos cidadãos e o desenvolvimento de actividades nos estabelecimentos de educação e ensino, com o intuito de desenvolver mecanismos de participação das crianças e dos jovens sobre assuntos que lhes digam respeito.

A Ministra da Educação e o Provedor de Justiça participaram, no dia 9 de Maio, num debate com os alunos da Escola Básica 2,3 Fernando Pessoa, em Lisboa, sobre o papel do Provedor de Justiça enquanto garante dos direitos e das liberdades das crianças e dos jovens.

Nos termos do Estatuto do Aluno, as crianças e os jovens integrados no sistema educativo têm direito a usufruir de um ambiente que facilite a aprendizagem e propicie o seu pleno desenvolvimento físico, intelectual, moral, cultural e cívico. Para o efeito, o conhecimento dos respectivos Direitos é condição necessária para o seu exercício.

Para mais informações, consultar:

  • O Protocolo assinado entre o Ministério da Educação e da Provedoria de Justiça [PDF]

Feira de Educação Especial

Maio 19, 2011 às 10:02 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Comissão Social Inter-freguesias St.ª M.ª de Belém e S. Francisco Xavier (decreto lei n.º 115/2006 de 14 de Junho) inserida na  Rede Social de Lisboa vem por este meio convidar V.Exas. a visitar a Feira de Educação Especial que irá decorrer no próximo dia 20 de Maio entre as 10.00H e as 20.00H no Jardim Vasco da Gama em Belém.

Trata-se de um evento que tem como objectivo divulgar os recursos existentes na área da Educação Especial, bem como promover o convívio entre crianças com necessidades educativas especiais, respectivas famílias, técnicos e instituições.

Solicita-se ainda divulgação da Feira de Educação Especial junto das instituições, técnicos e famílias.

Melhores Cumprimentos A dinamizadora do Sub-grupo Educação Inclusiva

Catarina Abreu

Junta de Freguesia de S. Francisco Xavier
R. João de Paiva, n.º 11 1400-225 Lisboa
Tel: 213011903/213015026
Fax: 213015027
E-mail: geral@jf-sfxavier.pt

Site: http://www.jf-sfxavier.pt/

Sete milhões de crianças americanas com menos de 13 anos usam o Facebook apesar de a idade mínima estar fixada acima dos 13

Maio 19, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 11 de Maio de 2011.

O inquérito mencionado na notícia é o seguinte:

Online exposure : Social networks, mobile phones, and scams can threaten your security

That Facebook friend might be 10 years old, and other troubling news

De acordo com as conclusões de um inquérito realizado pela revista americana “Consumer Reports”, 7,5 milhões de americanos que usaram o Facebook em 2010 têm menos de 13 anos, a idade mínima recomendável pela própria rede social para o registo no site.

Destes 7,5 milhões, a “Consumer Reports” indica que cinco milhões têm menos de 10 anos e que utilizam a rede social com pouca ou nenhuma supervisão dos pais. Isto é ainda mais relevante quando se sabe que, durante o mesmo período, um milhão de pessoas foram ameaçadas, assediadas online ou vítimas de cyberbullying.

O processo de verificação de idade quando alguém se regista no Facebook tem por base a honestidade, mas qualquer criança com menos de 13 anos pode contornar o sistema mentindo. Não é pedida qualquer confirmação, como o número de identificação fiscal ou número de cartão de crédito.

Nos EUA esta questão é muito polémica, uma vez que as crianças com menos de 13 anos estão protegidas pelo Federal Children’s Online Privacy Protection Act, que data de 1998, e que proíbe sites de publicarem informações acerca de menores. O que acontece nestes casos é que quando são as próprias crianças a mentirem para estarem presentes online, estas ficam numa espécie de vazio legal e as regras de segurança ficam subvertidas.

Em resposta às conclusões deste inquérito levado a cabo para a edição de Junho da revista “Consumer Reports”, o Facebook anunciou que “não há uma solução única para garantir que as crianças não possam contornar o sistema ou mentir sobre a idade. Agradecemos a atenção que este tipo de relatórios e que outros peritos conferem ao assunto e acreditamos que isto irá dar mais uma oportunidade aos pais, professores, especialistas em segurança e aos serviços de Internet para se focarem nesta área, com o objectivo último de manterem em segurança os mais jovens”.

Um dado curioso acerca deste estudo: os pais das crianças com mais de 10 anos que têm uma página no Facebook parecem mais preocupados que os pais de crianças com perfil no Facebook com menos de 10 anos.

“Apenas 18 por cento [dos pais com crianças com menos de de 10 anos com perfil no Facebook] pediram amizade aos seus filhos na rede social [uma forma de controlarem as suas actividades]. Por comparação, 62 por cento dos pais com filhos entre os 13 e os 14 anos fizeram-no. E apenas 10 por cento dos pais com filhos de 10 e menos anos tiveram conversas francas com eles acerca dos seus comportamentos online”, de acordo com este relatório.

Os pais de crianças com menos de 10 anos talvez se preocupem menos com a possibilidade de estes procurarem online conteúdos como pornografia, violência ou salas de chat potencialmente perigosas, mas a verdade é que o simples facto de estas crianças estarem online é, só por si, um facto de risco para a sua segurança, uma vez que ficam expostos a predadores sexuais e ainda são muito ingénuos para o entender.

Para além disso existe ainda o perigo de haver preocupações de privacidade, como o facto de as crianças poderem escrever online a morada de casa e mostrarem fotografias que não deviam estar à vista dos demais.

Se alguém detectar alguma criança nova demais para ter uma conta no Facebook deverá denunciá-la através deste site: https://www.facebook.com/help/contact.php?show_form=underage

A revista levou a cabo este inquérito no âmbito do seu estudo anual State of the Net, tendo ligado para 2089 domicílios. O estudo foi levado a cabo no início deste ano. Cerca de 150 milhões de americanos têm perfil no Facebook.


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