Sexualidade Adolescente na sua Relação com as Tecnologias

Maio 16, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Workshop Depressão Infantil

Maio 16, 2011 às 5:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Sementes – 16ª Mostra Internacional de Artes para o Pequeno Público

Maio 16, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Festival “Sementes” – Mostra Internacional de Artes para o Pequeno Público, organizado pelo Teatro Extremo, tem a sua 16.ª edição entre 5 de Maio e 5 de Junho, com espectáculos de teatro, circo, marionetas, artes de rua, música, oficinas artísticas e contadores de estórias. O Festival acolhe expressões artísticas galardoadas internacionalmente e este ano vai apresentar espectáculos nos municípios de Almada, Alcochete, Barreiro, Seixal, Moita, Crato, Montemor-o-Novo, Odivelas Santarém, Oeiras e Sesimbra. O programa inclui várias representações, distribuídas por diversas salas e espaços públicos ao ar livre dos 11 municípios abrangidos.

Para além da participação de várias companhias nacionais, o “Sementes” conta com artistas oriundos da Alemanha, Áustria, Brasil, Bulgária, Espanha, Reino Unido e Itália e não se limita aos espectáculos destinados aos mais novos.

Uma tertúlia subordinada ao tema “Arte para a Infância; da Ciência ao Espectáculo” é dirigida aos pais, professores e educadores, visando reflectir sobre a relação entre as obras para crianças e os trabalhos de investigação no campo da psicologia do seu desenvolvimento.

 Os grupos escolares beneficiam de condições especiais.

O programa pode ser consultado no sítio do Teatro Extremo.

Para essa e outras informações, aceder à página da Câmara Municipal de Almada.

25 de Maio – V Conferência sobre Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente

Maio 16, 2011 às 11:00 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Desde 2004, o Instituto de Apoio à Criança vem assinalando o dia 25 de Maio, Dia Internacional das Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente, procurando que nesse dia sejam recordadas todas as crianças desaparecidas e/ou vítimas de abuso e exploração sexual. Foi nos Estados Unidos que inicialmente se começou a assinalar o Dia das Crianças Desaparecidas, na sequência do desaparecimento de uma criança de seis anos Ethan Patz, que nunca foi encontrado.

Actualmente, na maioria dos Países Europeus é assinalado o Dia das Crianças Desaparecidas, e em 2001 foi criada a Federação Europeia das Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente ( Missing Children Europe, cujo símbolo é a flor do miosótis e que na língua inglesa significa “não me esqueças”), de que o IAC faz parte, e que este ano celebra o seu X Aniversário, em Bruxelas com uma grande Conferência sob o patrocínio da União Europeia, onde o IAC estará representado.

No próximo dia 25 de Maio, mais uma vez, o Instituto de Apoio à Criança irá lembrar todas as crianças desaparecidas, através da realização de uma Conferência que terá lugar no auditório da Sede do Montepio em Lisboa, em que vão ser abordadas temáticas tão actuais e relevantes como a protecção das crianças vítimas de abuso sexual na lei e nos Tribunais, as fugas institucionais ou os raptos parentais.

Na sessão de abertura, a Drª Manuela Eanes fará uma comunicação e contaremos com os Ministros da Justiça e da Administração Interna, a  Vice-Procuradora Geral da República, o  Provedor de Justiça, o Presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco e com o Presidente do Montepio.

 PROGRAMA 

BRIEFING – Campanha de Aniversário da Missing Children Europe

Passos de Tempo – Oficinas intergeracionais de dança

Maio 16, 2011 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Passos de Tempo
Oficinas intergeracionais de dança 

Inês Tarouca | Marina Nabais
18 a 21 de maio
Local CCB/Fábrica das Artes
De 18 a 20 às 14:30 (Instituições de muito graúdos escolas dos 1.º e 2.º ciclos)
Dia 21 às 11:30 e 15:30 (Crianças dos 6 aos 10 anos e avós)
Duração 2:00
PREÇOS
Dias úteis 3€
Fim de semana e feriados 5€

Com esta oficina pretende-se juntar gerações, partilhando as experiências vividas por cada idade.
Se um miúdo é pura energia, um graúdo é pura sabedoria. E o que acontece se baralharmos tudo?
Através destas oficinas, faremos um percurso entre duas salas passando por diferentes experiências e que no final se irão encontrar para serem partilhadas. As famílias misturam-se, arranjam-se avós e netos emprestados, numa metáfora de encontros de idades e de afetos.

CONTACTOS FÁBRICA DAS ARTES
Maria José Solla | Manuel Moreira | Tânia Guerreiro
Todos os dias úteis das 11:00 às 13:00 e das 15:00 às 18:00.
Telefones +351 213 612 899 e +351 213 612 898 ou do fax +351 213 612 859.
fabricadasartes@ccb.pt

PJ conta 55 crianças mortas pelos pais em cinco anos

Maio 16, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 9 de Maio de 2011.

A Drª Dulce Rocha, Presidente Executiva do Instituto de Apoio à Criança, comenta a notícia.

Doze crianças morreram no ano passado às mãos dos seus pais. Não é o número mais elevado: em 2009, foram 15 as crianças mortas naquelas circunstâncias, das quais seis bebés asfixiados pelas mães logo a seguir ao parto.

Na soma dos últimos cinco anos, a Polícia Judiciária conta 55 crianças mortas em Portugal pelos seus progenitores. Em Espanha, com uma população quatro vezes e meia superior à portuguesa, 20 crianças foram mortas pelos pais em 2010.

Nas cifras do ano passado preponderam os sete bebés mortos pelas mães durante ou logo após o parto. Nestes casos, que a lei classifica como infanticídios, as penas raramente culminam em prisão efectiva, desde que tenha ficado claro perante o tribunal que o crime foi cometido sob a “influência perturbadora” do parto. Isto apesar de a lei possibilitar penas entre um e cinco anos de prisão.

A procuradora Dulce Rocha, do Instituto de Apoio à Criança, diz que ainda bem que a pena costuma ser atenuada. “Geralmente, nestas situações a culpa é diminuta. São mulheres em situação psíquica muito instável, que não conseguiram abortar e que estão desesperadas; aliás, desespero é mesmo a palavra que melhor descreve estes quadros.”

Mais do que punir, parece reunir consenso a ideia de que o sistema deve é garantir o acompanhamento destas mulheres. “Haja ou não condenação em pena prisional, será sempre indispensável que o sistema assegure o apoio psicológico (antes do julgamento, depois deste e ao longo da pena ou do período de suspensão), bem como apoio social”, sublinha Carlos Poiares, director da Faculdade de Psicologia da Universidade Lusófona, para lembrar que quem comete um crime desta natureza “está, em princípio, socialmente desinserido e carece de apoio que lhe permita a reinserção e o reenquadramento”.

Em Portugal, não existem grandes estudos sobre infanticídios ou filicídios – a designação adoptada quando um pai mata o filho fora da influência perturbadora do parto. Foram 24, nos últimos cinco anos, tendo sido 13 cometidos pelos pais e os restantes 11 pelas mães. Rui Abrunhosa, professor na Universidade do Minho e especialista em comportamentos desviantes, aponta que o denominador comum nestes crimes é “a existência de perturbação mental, seja ela mais aguda, no caso dos infanticídios, ou mais crónica, no caso dos filicídios”.

No caso dos infanticídios, Abrunhosa lembra que, em regra, as mulheres não possuem qualquer antecedente criminal. E Carlos Poiares sublinha, por seu turno, que muitas infanticidas foram e podem continuar a ser boas mães em relação a outros filhos. “Já conheci uma infanticida que, entre o acto e o dia do julgamento, engravidou, teve a criança e levou-a depois para a cadeia. Que se saiba, conseguiu exercer a maternidade.”

Adelaide voltou a ser mãe

Adelaide Silva, a escriturária de 37 anos de Vila Nova de Gaia que, em Fevereiro de 2008, matou o seu bebé recém-nascido, não precisou de levar para a prisão o filho que teve a seguir. O juiz condenou-a a quatro anos de pena suspensa. Adelaide tinha já três filhos quando nasceu o quarto, em casa, na sanita. Tapou-lhe o nariz e a boca com uma mão e asfixiou-o até à morte. De seguida, meteu-o no congelador. O juiz considerou que a arguida estava angustiada, alterada, deprimida, “em negação da realidade”. Adelaide não ouviu nenhum destes adjectivos. No dia da sentença, estava a recuperar do parto de um menino, nascido dois dias antes.

Para além das situações de psicose aguda, o psiquiatra Phillip Resnick apontou recentemente à revista norte-americana Time quatro outras “motivações-tipo” para este crime. Na primeira, a morte de uma criança às mãos do progenitor surge como um acto altruísta. É o que acontece, por exemplo, quando alguém decide suicidar-se e acredita que, ao matar também o seu filho, está a poupá-lo a uma grande dose de sofrimento. A morte pode ainda resultar de uma agressão fatal que não visava propriamente aquele fim. Na terceira circunstância, o bebé é indesejado, fruto de uma gravidez não planeada, muitas vezes resultante de uma infidelidade ou de uma relação clandestina.

“Há casos de crianças não desejadas, por vezes feitas para que se assegure um ou outro efeito, que acabam por ser vítimas da não produção desse resultado”, acrescenta Poiares. E também acontece o progenitor matar o seu filho para se vingar. Em Maio de 2009, João C. Pinto, 45 anos, desempregado, a viver em Matosinhos, pega na sua filha de seis anos ao colo, dá-lhe um beijo e depois estrangula-a com o cinto do roupão. De seguida manda um SMS à ex-mulher: “A nossa filha está com os anjinhos”. Era a vingança por causa do divórcio. Ainda ligou ao 112 a avisar que deixara a chave de casa na caixa de correio para evitar que tivessem de arrombar a porta. Foi preso e, em Março de 2010, condenado a 16 anos de prisão. Suicidou-se cinco meses depois.


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