Quedas mataram 100 crianças em dez anos e levaram ao internamento de 40 mil

Maio 13, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 4 de Maio de 2011.

O estudo mencionado no artigo é o seguinte:

QUEDAS EM CRIANÇAS E JOVENS: UM ESTUDO RETROSPECTIVO (2000-2009)

Por Romana Borja-Santos

No espaço de dez anos, morreram 104 crianças e jovens na sequência de quedas e cerca de 40 mil precisaram de ser internados. Os dados fazem parte de um estudo sobre quedas acidentais ocorridas entre 2000 e 2009 realizado pela Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI).

De acordo com a análise feita pela APSI, a partir de dados do Instituto Nacional de Estatística, Organização Mundial de Saúde e Alto Comissariado da Saúde e Observatório da Saúde, isto significa que, em média, cerca de nove crianças e jovens sofrem diariamente uma queda com consequências consideradas graves.

Os dados permitiram também apurar que a maior parte dos acidentes mortais (76 por cento) e dos internamentos (69 por cento) foram no sexo masculino, sendo que o maior número de mortes ocorreu entre os 15 e os 19 anos (24 casos) e entre o um e os quatro anos (19 casos). Já os internamentos ocorreram em crianças mais pequenas, dos zero aos quatro anos e dos cinco aos nove (29 por cento, em ambos os casos.

“Em Portugal, tal como no resto da Europa, as quedas são o mecanismo de acidente mais frequente em crianças e jovens e a maior causa de idas à urgência nestas faixas etárias”, lembra a APSI, recuperando dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). E acrescenta que na Europa morrem todos os anos 1500 crianças e jovens entre os zero e os 19 anos na sequência de uma queda.

O trabalho, que resultou de uma parceria com a Century 21, descreve também que, de acordo com a OMS, “até 90 por cento das mortes por quedas poderiam ser evitadas na Europa” através da “criação e manutenção de ambientes e produtos seguros para crianças e jovens”.

Em relação ao tipo de quedas, a APSI conseguiu identificar um padrão para estes acidentes, apesar de só haver dados para metade da amostra no caso das mortes e para 30 por cento dos internamentos: “A maior parte das mortes resultam de quedas de edifícios e outras construções. De acordo com os dados disponibilizados pelo INE (2002-2009), 31 por cento das mortes resultaram de uma queda de edifícios ou outras construções”. “Há ainda a registar sete casos de crianças que sofreram uma queda de um nível para o outro não especificada. (…) São ainda referidas mortes que resultaram de queda de leito, queda de árvore, penhasco, mergulho ou salto para a água, sendo que estas, por razões relacionadas com o segredo estatístico não são possíveis de quantificar”, refere a APSI.

Quanto ao tipo de lesão, a lesão traumática intracraniana é a mais frequente e “as quedas de um nível para o outro representam aproximadamente 61 por cento, sendo que destas mais de metade são quedas de um nível para o outro não especificadas (67 por cento), logo seguidas das quedas de edifícios e/ou outras construções (16 por cento) e quedas de escadas ou degraus (14 por cento)”. Já as quedas ao mesmo nível perfazem 39 por cento dos internamentos, sendo a maior parte por tropeção/escorregão (72 por cento). Apenas nas quedas em buracos ou aberturas as crianças mais velhas são as mais atingidas (a partir dos dez anos).

Em termos de local, 41 por cento das quedas aconteceu em casa e 34 por cento na escola, sobretudo em momentos de lazer e em varandas e janelas. Em casa mais de metade das quedas ocorre com crianças até aos quatro anos e na escola a maior parte dos acidentes são entre os dez e os 14 anos.

“Os resultados deste estudo mostram claramente que as quedas com consequências mais graves estão relacionadas com os espaços construídos e que a construção ainda não salvaguarda de forma eficiente a segurança das crianças. É urgente projectar e construir habitações e escolas adaptadas às características e necessidades das crianças. Só desta forma poderemos reduzir o número de mortes e internamentos resultantes de quedas de edifícios (varandas, janelas) e quedas de escadas. Não só as construções novas, mas também as construções existentes devem cumprir requisitos mínimos de segurança de forma a não apresentarem riscos inaceitáveis de acidente durante a sua utilização”, defende a APSI.

A associação sugere, por isso, “a colocação de guardas eficazes nas varandas e terraços” e “limitadores de abertura nas janelas, bem como cancelas em escadas e que se implemente a Norma Portuguesa para Guardas para Edifícios, publicada em 2009.

Festa em Família

Maio 13, 2011 às 6:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Festa dos Museus 2011

Maio 13, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Actividades para crianças por todo o país.

Museu Nacional de Arte Antiga  Actividade lúdica no Jardim

Museu Nacional de Arqueologia  Ateliê | Objectos que contam histórias

Museu Nacional do Teatro  Teatro | Os Pés Mágicos de Jeremias,

Museu Nacional Soares dos Reis Aula aberta de piano

Museu Alberto Sampaio Teatro e Ateliê | Brincar com as Sombras

Museu Alberto Sampaio Teatro | Lenda de Santa Catarina

Museu Alberto Sampaio Ateliê | Olhar com olhos de ver!

Museu Francisco Tavares Proença Júnior   Encontro |  Histórias e Memórias de Vida – Encontro de Gerações

Museu de Évora  Dança | Zampadanças

Museu de Aveiro   Ateliê infantil |  Descoberta de novos artesãos – vem aprender a esculpir

Museu Nacional dos Coches  Teatro de sombras | A Princesa Beringela

Mais informações Aqui

Atelier Famílias – A Que Sabe a Lua?

Maio 13, 2011 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Atelier Famílias ‘A Que Sabe a Lua?’ Animação de Leitura com Oficina de expressão plástica com Madalena Marques
15.Maio.11h-12h.10€ criança + familiar(es) (crianças a partir dos 3)
Inscrição necessária – SMS 964193196
Saberá a chocolate a maça ou a piri piri? Depois da história contada e saboreada, mergulhamos num atelier de expressão plástica em que as crianças com a ajuda dos pais são os actores principais. No fim, cada um terá um produto artístico feito por si, sobre a história. Isto tudo com materias reutilizáveis, dando ideias a repetir lá por casa.

A Parents’ Guide to Facebook

Maio 13, 2011 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Livros | Deixe um comentário
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A Parents’ Guide to Facebook By Anne Collier and Larry Magid Co-Directors, ConnectSafely.org

It’s designed to help you understand what Facebook is and how to use it safely. With it, you will be better informed and able to communicate with young Facebook users in your life more effectively. That’s important because 1) if something goes wrong, we want our children to come to us and 2) as the Internet becomes increasingly social and mobile, a parent’s guidance and support are ever more key to young people’s well-being in social media and technology. The guidebook is published in partnership with the iKeepSafe Coalition.


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