Linha SOS Criança Desaparecida ajudou 47 famílias no ano passado

Março 30, 2011 às 9:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Coimbra de 28 de Março de 2011.

A Linha SOS Criança Desaparecida deu os primeiros passos em Portugal no ano de 2006 e só no ano passado ajudou a encontrar 47 crianças. A cargo do Instituto de Apoio à Criança (IAC), que a gere em ligação estreita com a Polícia Judiciária – para a investigação e buscas – e com instituições de norte a sul do país, o número 116000 é, desde há dois anos, válido para toda a Europa. «Um serviço cada vez mais importante para as crianças, jovens e suas famílias», disse ao nosso jornal Paula Duarte, do IAC Coimbra.
A problemática das crianças desaparecidas foi, justamente, o tema do fórum promovido ontem no Centro de Acolhimento do Loreto, numa reunião de responsáveis de diversas instituições da área da infância e da juventude, de Leiria a Vila Real, todas parceiras da Rede “Construir Juntos”. O trabalho em rede abrange Portugal continental e ilhas e visa potenciar a sinergia de acções no combate à exclusão social de crianças e jovens.
De acordo com Paula Duarte, existe desde 2001 uma directiva comunitária para que os países criem uma linha de apoio a crianças desaparecidas. Portugal, através do IAC – que já antes possuía a linha SOS Criança – foi dos primeiros países a responder a este desafio europeu. «Desde 2009, o número 116000 é de contacto internacional, o que permite a crianças e jovens que sejam levados para outros países entrarem em contacto com o serviço», explicou.
Dos 47 casos de crianças participadas como desaparecidas em 2010 para a linha SOS Criança Desaparecida, a maioria esteve relacionada com fugas de casa dos pais ou de instituições, desaparecimentos depressa solucionados, a maior parte em Lisboa e no Algarve. Ainda assim, Paula Duarte considera o serviço importante, numa altura em que crianças e jovens têm cada vez mais contactos com desconhecidos, nomeadamente através das redes sociais na internet.
A rede “Construir Juntos”, através das suas instituições, presta apoio – psicológico, social e jurídico – local às famílias e crianças desaparecidas.

As crianças mais novas ainda precisam de desenvolver mais competências digitais, revela EU Kids Online

Março 30, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Comunicado do EU Kids Online Portugal de 16 de Março de 2011.

Lisboa, 16 de Março de 2010 – As crianças e jovens portugueses revelam competências e actividades online um pouco acima da média europeia, a par do Reino Unido, Polónia e Dinamarca, mostram resultados do inquérito EU Kids Online, a crianças, entre os 9 e os 16 anos, de 25 países europeus. Esta pesquisa, coordenada pela London School of Economics and Political Science, do Reino Unido, constata que os adolescentes estão a ganhar rapidamente as competências de que precisam para a era digital. Contudo, mostra também que faltam competências básicas de internet aos mais novos, que cada vez a começam a usar mais cedo.

O inquérito demonstrou que, em média, as crianças levam a cabo menos de metade das 17 actividades questionadas, sobretudo aderindo pouco a tarefas criativas e participativas como publicar mensagens (31%), criar personagens (18%) ou participar em blogues (11%). Quanto às oito competências digitais inquiridas, como bloquear mensagens indesejadas de email, mudar as definições de privacidade, marcar sites como favoritos ou encontrar informação de segurança, as crianças mais novas revelaram menos capacidades que os mais velhos: as crianças de 11 e 12 anos disseram ser capazes de desempenhar apenas 2,8 dessa lista, aumentando para 4,3 aos 13 e 14 anos, e para 5,2 aos 15 e 16 anos.

Diferenças de idade, países, meio sócio-económico e género

O inquérito revela também que menos de metade dos jovens entre os 11 e os 13 anos são capazes de desempenhar tarefas relativamente simples como adicionar um site aos favoritos ou bloquear mensagens indesejadas. Os jovens da Finlândia declararam-se os mais competentes online, seguidos pelos da Eslovénia e da Holanda, enquanto os da Lituânia mostram a maior gama de actividades. A Irlanda destaca-se como o país onde as crianças fazem menos actividades online, e a Turquia está em baixo nas duas medidas. Além de diferenças de idade e entre países, o estudo constatou também diferenças entre famílias de diferentes meios sócio-económicos: os jovens de lares com mais recursos sócio-económicos declaram mais competências digitais do que os de lares mais pobres. Também as diferenças de género se revelaram, com os rapazes adolescentes a relatar mais competências do que as raparigas.

Sobre estes resultados, comentou Sonia Livingstone, da London School of Economics e coordenadora do projecto EU Kids Online:

“É preocupante constatar que faltam competências às crianças mais
novas, e por isso é um desafio para pais e educadores ajudá-las a
aprender o que precisam de saber. Notamos com interesse que ensinar
competências de segurança às crianças parece ajudar a desenvolver as
suas competências digitais, e que ensinar tarefas instrumentais ou de
informação pode também melhorar as competências de segurança das
crianças. Por isso, pode-se encorajar os mais novos a estarem
seguros online sem limitar as suas actividades online, antes pelo
contrário. São, assim, necessários esforços por parte dos educadores e
dos decisores para que as crianças ganhem competências fundamentais
que as ajudem a estar seguras online e a tirar o melhor partido
educacional da internet.”

A Comissão Europeia, que financia o projecto EU Kids Online pelo programa Safer Internet, defende as competências digitais como parte da Agenda Digital para a Europa, lançada pela Vice-Presidente Neelie Kroes. Um dos objectivos da Agenda Digital é melhorar a literacia, as competências e a inclusão digitais para permitir que todos os cidadãos, incluindo crianças, participem activamente
na sociedade.

A rede europeia dos centros de Internet Segura, Insafe, coordenada pela European Schoolnet e também financiada pela Comissão Europeia, está a promover uma cidadania online activa e a consciencializar sobre assuntos de segurança.

Mais informação
Para consultar o relatório completo Digital Literacy and Safety Skills do EU KidsOnline:


http://www2.lse.ac.uk/media@lse/research/EUKidsOnline/EUKidsII%20(2009-
11)/EUKidsOnlineIIReports/DigitalSkillsShortReport.pdf

Para mais informação sobre a plataforma de decisores para competências digitais que será lançada em Bruxelas, consulte:
http://ec.europa.eu/information_society/events/cf/dae1009/itemdisplay.
cfm?id=5254

Outras informações
eukidsonlinept@gmail.com / www.fcsh.unl.pt/eukidsonline
Equipa portuguesa coordenada por Professora Cristina Ponte, Universidade
Nova de Lisboa

 

 

Manual de Voluntariado Jovem – T-kit 5 “International voluntary service”

Março 30, 2011 às 6:00 am | Publicado em Livros, Recursos educativos | Deixe um comentário
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