Colóquio: NOS CEM ANOS DA REFORMA. O QUOTIDIANO NA ESCOLA REPUBLICANA

Março 16, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Data: 24 de Março de 2011
Local: Palácio Valadares (Lisboa, Largo do Carmo), onde decorre a exposição EDUCAR. EDUCAÇÃO PARA TODOS. O ENSINO NA I REPÚBLICA
Sítio Web: http://educar.centenariorepublica.pt
Hora:
das 10H00 às 17h00
Entrada Livre

Organização: Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República

SINOPSE
“A grande reforma republicana do ensino primário foi publicada em 29 de Março de 1911. A este importante documento que abrangia os ensinos infantil, primário e normal, outros diplomas se seguiram que incidiram sobre os outros níveis de ensino, modificando a estrutura educativa herdada da Monarquia. Uma nova concepção de escola, novas disciplinas, novos níveis de ensino e novas universidades fizeram parte de algumas das grandes inovações da escola republicana. Nesta semana, em que se celebram os cem anos da Reforma de 1911, propomo-nos com este colóquio dar a conhecer, pela voz dos especialistas, como se vivia e aprendia na nova escola criada pelos republicanos.”

 

 

PROGRAMA

10H00 | Sessão de abertura

10H30 | O ENSINO PRIMÁRIO
Património e quotidiano escolar, Maria João Mogarro IE/Universidade de Lisboa
Modos de ensinar, Margarida Felgueiras FPCE/Universidade do Porto

12H00 | Debate

12H30 | Intervalo para almoço

14H00 | ENSINO SECUNDÁRIO E SUPERIOR
Ensino técnico e profissional, Luís Marques Alves FL/Universidade do Porto
As Universidades, Luís Reis Torgal FL/Universidade de Coimbra

15H30 | Debate

16H00 | Pausa

16H15 | A MULHER E O ENSINO, Maria Alice Samara ESE Setúbal

17H00 | Debate

Concurso “Blogue – Voluntariado para a Cooperação”

Março 16, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“Este é um projecto da Plataforma Portuguesa das Organizações Não-Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD), com o apoio da Lusa – Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Com este concurso a Plataforma Portuguesa das ONGD pretende informar e consciencializar os jovens para questões relacionadas com a Cooperação para o Desenvolvimento, em particular para o Voluntariado para a Cooperação. A escolha desta temática vai ao encontro das celebrações do Ano Europeu do Voluntariado e da Cidadania Activa.

O concurso destina-se a jovens, divididos em dois escalões etários: 10 aos 15 anos (alunos do 5.º ao 9.º ano de escolaridade) e dos 15 aos 18 anos (alunos do 10.º ao 12.º ano).

Neste concurso mais do que as questões relacionadas com o design e grafismo, será valorizada a abordagem e conhecimento sobre voluntariado para a cooperação.

Cada blogue terá obrigatoriamente de apresentar, no mínimo, cinco textos sobre voluntariado para a cooperação, publicados dentro do período de 01 a 24 de Abril.

As propostas a concurso, a título individual ou em grupo, terão de ser enviadas até 29 de Abril e os vencedores serão anunciados no dia 06 de Maio n’ “Os Dias do Desenvolvimento”.

O júri será constituído por um representante da direcção da Plataforma Portuguesa das ONGD, o responsável da comunicação da Plataforma, um representante do grupo de trabalho de Recursos Humanos para a Cooperação da Plataforma, um representante da Agência Lusa e um convidado a definir.”

Mais informações Aqui

Inquérito a 58% dos estudantes mostra que quanto mais habilitações têm as famílias melhor é o desempenho

Março 16, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do i de 9 de Março de 2011.

A publicação mencionada na notícia é a seguinte:

“Estudantes à Saída do Secundário – 2009/2010”  Descarregar o documento Aqui

por Kátia Catulo

Três em cada dez alunos chumbaram pelo menos uma vez antes de chegar ao 12.o ano. São sobretudo os rapazes que acumulam repetências ao longo do percurso escolar. Ser um bom aluno, aliás, depende mais do nível de escolaridade dos pais que da dedicação dos filhos aos estudos. Esta verdade aplica-se pelo menos à maioria dos adolescentes que estavam a frequentar o último ano do secundário em 2009/10.

“Estudantes à Saída do Secundário” é o resultado do inquérito a 57,9% dos alunos matriculados (45 472) em 691 escolas com ensino secundário. O estudo do Observatório dos Trajectos dos Estudantes do Ensino Secundário (OTES) e do Gabinete de Estatísticas e Planeamento da Educação (GEPE), do Ministério da Educação, conclui que quanto mais elevadas são as habilitações dos pais melhor é o desempenho dos filhos.

Pouco mais de um terço dos alunos cujos pais só frequentaram entre o 1.o e o 3.o ciclo tem médias acima dos 15 valores enquanto mais de metade dos estudantes oriundos de famílias com ensino superior ou secundário obtiveram igual classificação. Entre os que atingiram notas de mérito, a relação entre escolaridade da família e desempenho dos alunos é também quase linear. Mais de 18 valores é um patamar que só 2,2% dos estudantes de famílias com o 1.o ciclo atingem, enquanto, entre os adolescentes com pais licenciados, a percentagem das mais altas classificações ultrapassa os 12%.

Chumbos O insucesso escolar, por outro lado, atinge principalmente os rapazes. Quase um terço dos estudantes chumbou antes de chegar ao último ano do secundário, mas enquanto a taxa de repetência entre elas é de 30% entre eles chega aos 37%. A maioria das reprovações acontece porém no ensino básico, já que quase dois terços dos estudantes inquiridos chegaram ao 12.o ano sem nenhuma repetência (65,3%) e um quinto chegou com uma reprovação (21%).

Os chumbos no 12.o ano não estão contabilizados neste estudo, uma vez que o inquérito foi aplicado entre Março e Junho de 2010, antes de o ano lectivo terminar. No entanto, segundo os dados que o Ministério da Educação forneceu às escolas em Fevereiro, a taxa de repetência no secundário atingiu em 2009/10 os 18% e, só no 12.o ano, os chumbos atingem 33% dos alunos.

Sucesso escolar A maior taxa de sucesso escolar está entre os alunos dos cursos científico-humanísticos, em que a grande maioria (81,9%) está a concluir o 12.o ano na idade esperada: 17 anos. Logo a seguir surgem os alunos do ensino artístico especializado (63,6%) e dos cursos tecnológicos (50,1%) que chegaram ao último ano do secundário sem repetências ou interrupções no seu percurso escolar.

O mesmo não acontece nos cursos profissionalmente qualificantes, em que os adolescentes de 17 anos representam apenas 36,3% dos alunos. Significa isto que seis em cada dez alunos já chumbaram pelo menos uma vez – 28,1% dos alunos têm 18 anos, 19,5% têm 19 anos e 16,1% têm 20 ou mais.

Se há quem pense que o desempenho escolar dos adolescentes a estudar no ensino privado é melhor que o dos do público, o estudo do OTES e do GEPE vem mostrar que a distância é curta. Entre Março e Junho do ano passado, cerca de metade dos alunos tinha médias globais a variar entre os dez e os 14 valores – 56,6% no privado e 51,9% do público.

Mais fácil e mais difícil Língua Estrangeira parece ser a disciplina menos difícil para estes alunos, quando se comparam com os resultados a Português e a Matemática. Quase 30% dos alunos tinham nesta disciplina médias entre os 15 e os 17 valores e 16% entre 18 e 20 valores.

No caso da Matemática, as melhores notas representam 10% dos alunos e as médias acima dos 15 valores são mérito de 20,9% dos alunos. Um quarto dos adolescentes (25,7%) atingiu classificações até 17 valores a Língua Portuguesa e só 5% dos alunos ultrapassaram os 18 valores.

Entre os dez e os 14 valores fica o desempenho mais comum tanto a Português (63,1%) como a Língua Estrangeira (49%) ou a Matemática (53,2%), mas, quando se comparam as notas negativas entre estas três disciplinas, conclui-se que as classificações insuficientes a Matemática quase triplicam – 15,8% contra 6,2% a Português e 5,5% a Língua Estrangeira. Quase quatro em cada dez alunos inquiridos reconhecem ter dificuldades nas disciplinas que envolvem conhecimentos matemáticos. Essa dificuldade baixa para 34% no caso da Língua Portuguesa e para 15,2% a Física ou a Química.


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