Projecto Tutores de Bairro foi lançado há dez anos e tem resultados positivos no Seixal

Março 14, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 8 de Março de 2011.

Foto de ENRIC VIVES-RUBIO
Foto de ENRIC VIVES-RUBIO

 

 

O projecto dos Tutores de Bairro está há dez anos em actividade para que o bom exemplo seja contagioso na Quinta da Princesa, um bairro do concelho do Seixal considerado pela Polícia de Segurança Pública como uma “zona urbana sensível”.

O projecto, que foi “desenhado à medida do terreno” em que intervém, está integrada no programa de policiamento de proximidade e no programa Escolhas, e é coordenado pela psicóloga Sofia Peyssonneau.

A iniciativa abrangeu um total de 173 participantes entre 2001 e 2003. Já no período de 2006 a 2009 chegou a 610 crianças e jovens, enquanto desde Dezembro do ano passado até agora contemplou mais de 300.

“Vejo muita evolução. Os jovens do bairro aprenderam que podem ser tudo. Não mudámos a vida de todos, mas muitos seguiram destinos diferentes dos que normalmente associamos a pessoas que vivem num ambiente de exclusão. Viram aqui uma oportunidade de seguir um caminho educativo e profissional diferente”, afirmou Sofia Peyssonneau à agência Lusa, mostrando-se satisfeita com os resultados obtidos.

Os Tutores de Bairro, explicou a coordenadora do projecto, são uma figura-chave no trabalho desenvolvido. “O tutor é integrado no contexto escolar e comunitário, e funciona como agente activo e de prevenção, modelo de referência positiva, e elo de ligação privilegiado entre o triângulo família-escola-comunidade”.

O papel de tutor é desempenhado por jovens do próprio bairro, que cresceram “no mesmo contexto” em que crescem as crianças com quem trabalham, conhecem os miúdos, falam crioulo, são tutores 24 horas por dia.

Os resultados, diz a psicóloga, “são muito bons”. O efeito, garante, “tem sido de contágio”. A primeira geração de crianças com que este projecto trabalhou tem já 15 ou 16 anos e é responsável pela dinamização da associação juvenil Esperança.

“Os jovens do bairro são mais capazes, mais pró-activos, empreendedores, mais atentos ao que os rodeia, mais preocupados com os outros”, afirma, acrescentando que o abandono escolar no primeiro ciclo praticamente desapareceu e o insucesso diminuiu.

“A responsabilidade não é toda do projecto mas o contributo é significativo”, afirma. Para ilustrar, Sofia Peyssonneau conta que “há dez anos era expressivo o número de adolescentes grávidas. Agora não. As mulheres ganharam consciência. Os projectos de vida acabaram por mudar. Os objectivos são diferentes. E as famílias estão também cada vez mais conscientes” da importância da escola antes do trabalho”.

“É claro que temos ainda problemas. É claro que não conseguimos resolvê-los todos, e que os problemas também vão mudando. O trabalho é contínuo e os desafios grandes. Por isso, vamos desenhando o projecto à medida do terreno”, acrescentou.

Curso “Monstros e Companhia : Perturbações de Ansiedade na Infância e Adolescência”

Março 14, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“Globalmente, a ansiedade representa a categoria mais comum de perturbações psiquiátricas na infância e adolescência, constituindo um dos principais motivos de consulta nestas faixas etárias. Por outro lado, a investigação revela que o seu impacto negativo se faz sentir em várias áreas tais como o desempenho académico, a vida familiar e o funcionamento social de crianças e jovens, ao mesmo tempo que, iniciando-se cedo na vida, prevalece até à vida adulta.
A presente formação tem em vista o treino e o desenvolvimento de competências de conceptualização cognitivo-comportamental da ansiedade em crianças e adolescentes procurando, desta forma, abordar os aspectos associados ao diagnóstico clínico, avaliação psicológica, bem como, intervenção cognitivo-comportamental nas perturbações de ansiedade na infância e juventude.”

Local: Coimbra
Data: Início 19 Março 2011

Psikontacto – Núcleo de Formação e Intervenção Terapêutica

Rua Emídio Navarro, 81, 3.ºA
3000-151 Coimbra

tel: 239 829 387 / 936 538 901
e-mail: info@psikontacto.com
website: www.psikontacto.com

IAC Comemora 28 anos – Entrevista de Dulce Rocha à TSF

Março 14, 2011 às 9:57 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista da Drª Dulce Rocha, Presidente Executiva do Instituto de Apoio à Criança, à jornalista da TSF Sónia Santos Silva, hoje 14 de Março de 2011 pelas o8.35. Pode ouvir a entrevista em directo, hoje por volta das 10.00 Aqui

Pode ouvir a entrevista Aqui

Em dia de celebração, saltam à vista as dificuldades por que o Instituto de Apoio à Criança está a passar. A crise está a diminuir os donativos e a atrasar pagamentos. A presidente-executiva deste organismo ainda não quer falar em ruptura, mas já se viu obrigada a tomar algumas medidas de restrição para controlar a situação financeira.

Os efeitos da crise começaram a fazer-se sentir no final do ano passado, adiantou à TSF Dulce Rocha, presidente-executiva do Instituto de Apoio à Criança.

«Já estamos a sentir atraso nos pagamentos do protocolos, os donativos são em menor quantidade», destacou.

Dificuldades no passado, já houve, mas desde que chegou ao Instituto de Apoio à Criança, há três anos, nunca a presidente-executiva teve tantas contas para fazer. Dulce Rocha nota bem a diferença.

«É talvez a altura em que o nosso director financeiro nos alerta mais para as dificuldades que já se estão a fazer sentir e temos que tomar medidas drásticas», referiu.

Dulce Rocha não perdeu tempo e antes que a situação se torne insustentável, decidiu reduzir a despesa por exemplo nas deslocações ao estrangeiro.

SNS sinaliza dez crianças por dia por maus tratos

Março 14, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 9 de Março de 2011.

Relatório mencionado na notícia é o seguinte:

“ACÇÃO DE SAÚDE PARA CRIANÇAS E JOVENS EM RISCO Comissão de Acompanhamento RELATÓRIO 2010”

O programa de Acção de Saúde para Crianças e Jovens em Risco sinalizou, em 2010, nas unidades do SNS das cinco administrações regionais de Saúde, 3551 casos de menores que terão sido vítimas de violência.

No relatório relativo ao ano passado, agora divulgado pela Direcção-Geral de Saúde, 68 por cento dos casos reportam-se a actos de negligência. Seguem-se 14 por cento de casos de maus tratos psicológicos, dez por cento de situações referentes a maus tratos físicos e, por fim, seis por cento de ocorrências onde se verificaram abusos sexuais.

A maior parte dos casos de negligência (87 por cento) foi registada na Administração Regional de Saúde do Alentejo. J.B.A.


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