Nos chumbos, Portugal continua no grupo da frente

Fevereiro 17, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 8 de Fevereiro de 2011.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

“Grade Retention during Compulsory Education in Europe:
Regulations and Statistics” – Download Aqui

Por Clara Viana

Um estudo ontem divulgado pela Comissão Europeia fala de “uma cultura de retenção” e defende que o desafio passa por questionar certas certezas.

Portugal continua a fazer parte do pequeno grupo de países onde chumbar um ano faz parte da normalidade. Em 2009, segundo a Comissão Europeia, quase 35 por cento dos alunos com 15 anos tinham reprovado pelo menos uma vez durante o ensino básico. Em 2003, inquéritos coligidos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) mostravam que, entre os jovens portugueses com aquela idade, 29 por cento disseram nesse ano já terem ficado retidos pelo menos uma vez.

O relatório Taxas de Retenção Durante a Escolaridade Obrigatória na Europa, divulgado ontem pela Comissão Europeia, coloca Portugal em quinto lugar. À frente, com maior percentagem de alunos de 15 anos a terem reprovado pelo menos uma vez, figuram a Bélgica – Comunidade Francesa (37,1 por cento), França (36,5 por cento), Luxemburgo (36,1 por cento) e Espanha (35,3 por cento).

No relatório, lembra-se que os últimos dados do programa PISA, da OCDE, mostram que, pelo contrário, em países como a Eslovénia, o Reino Unido e a Finlândia, a percentagem de jovens naquela situação é inferior a três por cento. No estudo desenvolvido pela rede Eurydice, conclui-se que “não existe uma relação clara entre a legislação em vigor e as taxas de retenção”.

“A existência de uma cultura de retenção parece ser a razão principal pela qual esta prática é mais utilizada em certos países, onde prevalece a ideia de que repetir um ano pode ser benéfico para reforçar a aprendizagem do aluno”, constata-se. No geral, a decisão de retenção baseia-se mais na avaliação feita pelo professor do que em metas de aprendizagem estandardizadas, frisa-se também.

Num parecer sobre a educação dos 0 aos 12 anos, o Conselho Nacional da Educação assumiu, há dois anos, que “o problema das repetições assume, em Portugal, proporções catastróficas”. Portugal é dos poucos países da Europa “que não conseguem apoiar de modo eficaz os seus alunos, penalizando-os pela ineficácia do sistema”, concluiu.

No estudo ontem divulgado, defende-se que o desafio, neste campo, “reside mais em questionar certas certezas e crenças do que em mudar as leis”. Foram analisados todos os 31 Estados da União Europeia e também Islândia, Noruega, Turquia e Liechtenstein. A progressão automática é a norma na Islândia e na Noruega. Em Portugal, a retenção é permitida a partir do 2.º ano. Em 2009, chumbaram neste ano 6,9 por cento dos alunos. A maior taxa de retenções ocorre no 7.º ano – 16,7 por cento.

Não Há Famílias Perfeitas

Fevereiro 17, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“Estar também connosco.  Iremos reunir-nos no dia 23 de Fevereiro pelas 18h onde teremos um momento informal e descontraído de partilha mútua entre a Drª. Marta Gautier e todos os que quiserem juntar-se a nós neste momento. Falaremos sobre a parentalidade, as relações pessoais e o quotidiano familiar. Após, e quando a barriga começar a resmungar, no mesmo local, jantaremos todos com a drª Marta Gautier e, se oportuno, poderemos voltar a reunir para mais um breve momento de convivio com a nossa ilustre e reconhecida especialista. O Local tem uma vista deslumbrante sobre a cidade de Lisboa, será na Pousada da Juventude de Almada, no dia 23 de Fevereiro com inicio pelas 18h e término pelas 21:30.    Este encontro tem um custo de 20€ com materiais, certificados e jantar já incluídos. Informações sobre inscrições aqui. Marta Gautier nasceu em Lisboa em 1976. Estudou Psicologia no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, especializando-se em Psicologia Clínica, com formação em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica. Leccionou no IADE a cadeira de Teoria da Percepção Visual e exerce clínica, entre outros, no Centro de Recursos Humanos e Psicomotores. Em 1998, publicou o seu primeiro livro Desculpe lá, Mãe, em co-autoria com a sua mãe, Rita Ferro, estreando-se sozinha, em 2001, com o romance Tanto Que Eu Não Te Disse. Lançou o seu quarto livro, Não Há Famílias Perfeitas, da editora Objectiva. A obra é dedicada a todas as famílias porque, como a própria assume, todos somos filhos e muitos somos pais e ninguém é perfeito.  Com a preocupação de termos acessibilidade nas nossas formações, temos disponivel a audiodesrição da formação para a possibilidade de participação de pessoas com deficiencia visual.”

31% dos pais não controla uso da net pelos filhos

Fevereiro 17, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TVI 24 de 8 de Fevereiro de 2011.

34 por cento dos pais já têm o computador na sala de estar para estarem com os filhos quando estes estão a navegar.

Trinta e um por cento dos pais em Portugal não tomam quaisquer medidas para limitar ou controlar a utilização da Internet em casa pelos filhos, em comparação com a média de 26 por cento na Europa, África e Médio Oriente, revela um estudo da Microsoft Portugal.

Segundo o estudo, 34 por cento dos pais em Portugal têm o computador na sala de estar para limitar a utilização da Internet pelos filhos, mas 31 por cento das famílias não tomam quaisquer medidas para controlar a utilização da Internet em casa pelos filhos.

Os dados, recolhidos num inquérito online junto de 1.700 cibernautas, surgem a propósito do Dia da Internet Segura, que este ano se celebra na terça-feira, numa iniciativa da Comissão Europeia para sensibilizar para a problemática da segurança na Internet em toda a Europa.

O Dia da Internet Segura promove uma utilização «mais segura e responsável» da tecnologia online e dos telemóveis, especialmente entre as crianças e os jovens de todo o mundo.

Este ano, o Dia da Internet Segura centra-se no tema «não é um jogo, é a tua vida» e o objectivo é alertar que, se as crianças passam grande parte do tempo em redes sociais, partilhando vídeos ou fotografias, as coisas que partilham e dizem podem ter consequências profundas.

O inquérito abordou os comportamentos de pais e filhos (entre os 14 e os 18 anos) relativamente à segurança online e evidenciou que os pais estão conscientes dos potenciais perigos online, sendo que 93 por cento afirmaram já ter falado com os filhos sobre estes problemas e 66 por cento comparam a importância do tema à necessidade de conversar com os filhos sobre sexo.

Contudo, enquanto 59 por cento dos pais utilizam restrições de acesso online ou software de filtragem, 38 por cento não sabem se os filhos estão a limitar o seu acesso aos respectivos sítios nas redes sociais e mais de um terço dos pais (41 por cento) não monitoriza, de todo, as actividades online dos filhos e o que eles publicam na Internet.

Quanto aos jovens, um total de 36 por cento admite aceder a sites ou utilizar jogos online com os quais os pais, provavelmente, não concordariam e 62 por cento apagam (16 por cento sempre), (17 por cento regularmente) ou já apagaram (29 por cento) o histórico do navegador para impedir que os pais visualizem a sua actividade online.

O estudo demonstra que muitas crianças portuguesas apresentam comportamentos de risco e mais de um terço (39 por cento) já mentiu online quanto à idade. Quase metade (42 por cento) já foi contactada por estranhos, 72 por cento responderam por curiosidade e apenas três por cento contaram a alguém mais velho em quem confiam, por exemplo, um dos pais ou um professor.

Quinze por cento das crianças admitiram também já ter comunicado algo através de uma rede social com o intuito de ofender ou intimidar outra pessoa.

Um total de 819 colaboradores da Microsoft em 26 países europeus participará em actividades de voluntariado inseridas nas comemorações do Dia da Internet Segura, com o objectivo de dar formação e chegar a mais de 90.000 crianças, professores e pais.

 


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