Alerta sobre tratamento para o autismo

Fevereiro 2, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 17 de Janeiro de 2011.

por PAULO JULIÃO

Os pais de uma criança de Monção têm em curso uma campanha de angariação de voluntários para brincarem uma hora por semana com o filho, no âmbito de uma terapia para tratar o seu autismo, no entanto especialistas alertam para o perigo desta acção.

“Não é de todo uma metodologia válida, porque cada pessoa vai usar uma estratégia diferente com uma criança que por si só já tem uma dificuldade grande em generalizar acontecimentos. Ao passarem tantas pessoas, em determinada situação, pode não saber como reagir”, explicou ao DN Gisela Brás, directora-técnica da AMA.

A Associação de Amigos do Autismo apoia mais de cem famílias na região do Minho e teme pelos “efeitos negativos” que uma terapia “sem qualquer base científica comprovada” e até contestada por especialistas, poderá provocar na criança. “Os pais estão à procura de uma solução para o seu filho, isso ninguém coloca em causa. Mas temos de saber distinguir as coisas. Se houvesse algum efeito positivo essa terapia era aplicada em larga escala, o que não acontece”, acrescentou a técnica, que apoia, indirectamente, a família.

Segundo Cristina Meinier, a mãe da criança, já há 27 voluntários inscritos, o que é insuficiente para assegurar as oito horas de brincadeira que a criança deve ter por dia, segundo a terapia que pretendem adoptar.

Marco completa este mês cinco anos e não está integrado em nenhum ambiente educativo. “Temos tido dificuldade em encontrar mais gente, e mesmo alguns dos que se ofereceram faltam bastante”, admitiu a mãe. Os pais fizeram formação em França para tratar do filho, a quem estão a aplicar o chamado “método 3 i”: intensivo, individual e interactivo.

O Marco tem em casa uma sala de jogo, com uma bola gigante, um escorrega, um baloiço, livros, puzzles e outros brinquedos. Dos inscritos, há gente com mais de 60 anos, mas também jovens na casa dos 20: “O importante é que gostem de brincar.” A mãe garante que com a formação que têm, podem explicar a aplicação deste método aos voluntários.

Concurso Faça Lá um Poema

Fevereiro 2, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“Por ocasião da comemoração do Dia Mundial da Poesia 2011, que se realiza no CCB, no dia 20 de Março, o Plano Nacional de Leitura e o Centro Cultural de Belém, numa iniciativa conjunta, lançam o desafio às escolas, convidando-as a participarem num Concurso de Poesia.
Procurando incentivar o gosto pela leitura e pela escrita de poesia, o concurso Faça lá um poema destina-se a quatro níveis de ensino, desde o 1o Ciclo ao Ensino Secundário, e nele poderão participar quaisquer alunos de escolas públicas ou privadas. A entrega de prémios terá lugar no CCB a 20 de Março de 2011 e será integrada no programado Dia Mundial da Poesia.”

Mais informações Aqui

IAC alerta para “risco de grande abuso” na situação das crianças alemãs

Fevereiro 2, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 31 de Janeiro de 2011.

O Instituto de Apoio à Criança (IAC) criticou a ausência de acompanhamento periódico dos menores alemães enviados para Portugal, alertando para o “risco de grande abuso” a que estiveram sujeitos.

 
“Não pode haver na Europa do século XXI uma situação deste tipo em que as crianças são arrancadas às suas famílias, retiradas do seu ambiente, e enviadas para outro país sem que ninguém acompanhe a situação”, lamentou a presidente executiva do IAC, Dulce Rocha, em declarações à agência Lusa.

Para a magistrada do Ministério Público, é “muito censurável” que ainda existam associações que trabalham com menores sem que isso seja do conhecimento das autoridades nacionais: “É de lamentar que as autoridades alemãs enviem as crianças sem dar conhecimento às autoridades nacionais”.

“O facto de os menores não serem acompanhados periodicamente é repugnante, porque coloca as crianças numa situação de risco de grande abuso”, alertou a presidente executiva do IAC, lembrando a legislação internacional que obriga à avaliação periódica das crianças que são afastadas dos pais.

“Estes casos não existem em Portugal há 20 anos. Hoje as crianças não são depositadas em instituições ou com famílias de acolhimento sem que haja um acompanhamento e supervisão periódicas. É uma exigência que faz parte dos direitos das crianças, está definido na convenção internacional”, disse, lembrando que de outra forma as “crianças ficam inteiramente entregues à sua sorte”.

Em declarações à Lusa, Dulce Rocha lembra as “questões elementares que não foram salvaguardadas” e o facto de este ter sido um processo desencadeado “à revelia das autoridades”.

Resultado: “Quem está a lidar com os processos, por vezes, não tem noção de que existe um conjunto de situações idênticas, porque os processos são individuais. Só quando se começam a repetir os casos é que se apercebem”, explicou Dulce Rocha.

“Temos que estar mais vigilantes”, defendeu a responsável do IAC, referindo-se à história denunciada por um canal de notícias alemão que na passada quinta-feira revelou que a Alemanha enviava nos últimos anos crianças e jovens problemáticos para serem reeducados em Portugal por associações privadas, tendo surgido casos de criminalidade e de suicídio entre eles.

Segundo o presidente do Instituto de Segurança Social, Edmundo Martinho, serão cerca de 70 os jovens alemães em Portugal numa situação “profundamente irregular” que é preciso “corrigir rapidamente”.

O caso está a ser acompanhado pelo Tribunal de Menores de Faro e a protecção destas crianças e adolescentes “tem sido devidamente assegurada”, revelou entretanto a Procuradoria-Geral da República.


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