Gasolina tornou-se droga entre crianças angolanas

Janeiro 21, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Diário de Notícias de 9 de Janeiro de 2011.

por CÉCILE DE COMARMOND

Entre bancas de fruta e legumes num dos mercados de Luanda, um grupo de crianças cheira um pano embebido em gasolina, prática que está a generalizar-se, com consequências incalculáveis para a juventude deste país, um dos principais produtores de petróleo de África.

Encostado a um muro, Betinho, de 11 anos, olha o vazio. “Comecei a cheirar a gasolina há dois meses”, diz com dificuldade. “Quando cheiro, faz-me mal ao coração. Para a comprar, peço esmola…”

Da mesma idade, Agostinho inspira do mesmo pano húmido. Não sabe porque o faz. Descalço, envergando uma T-shirt rota, diz apenas que a gasolina é fácil de encontrar.

O petróleo é abundante em Angola que, com os seus 1,9 milhões de barris por dia, rivaliza com a Nigéria pelo primeiro lugar de produtor de crude em África. Esta abundância não impede que um terço dos angolanos viva na extrema pobreza e busque um conforto artificial.

Os jovens são dos mais vulneráveis: após a longa guerra civil, mais de 43 mil menores continuam separados dos pais, segundo a UNICEF. Entre os viciados, há muitos “órfãos da guerra e da sida”, diz Koen Vanormelingen, da UNICEF em Angola.

“Há ainda os que foram abandonados pelos pais, que têm de trabalhar e não se podem ocupar deles, e ainda os que, apesar de terem um tecto, passam o dia na rua a tentar ganhar dinheiro”, explica.

Crianças às vezes com apenas dez anos, com os cinco ou seis dólares que ganham a lavar carros podem comprar meio-litro de gasolina por um dólar. E em Angola, onde mais de 50% da população tem menos de 18 anos, 15% dos toxicómanos começaram pela gasolina, segundo a Associação Nacional de Luta contra a Droga. A prática danifica fígado, rins e, sobretudo, o cérebro e leva ao consumo de drogas duras.

“Em Angola apanha-se cada vez mais droga nas fronteiras”, diz Vanormelingen. Este constata “um recuo da pobreza e, no espaço de oito anos, mais 1,5 milhões de crianças deixaram a rua e vão à escola”. Mas faltam instituições para tratar a toxicodependência; apenas associações religiosas ajudam os viciados.

“Aqui recebemos todos, sem excepção”, diz Luís Macedo, que dirige o Centro Cristão de Reabilitação de Marginais. Mas poucas raparigas aparecem; estas depressa são absorvidas nas malhas da prostituição.

Manuel Coutinho na RDP África

Janeiro 21, 2011 às 6:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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O programa “No Berço da Vida” é uma parceria da RDP África com o Instituto de Apoio à Criança. O programa  é da autoria de Vilma Vieira e conta com a presença do Dr. Manuel Coutinho (Secretário – Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Projecto SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança), que aborda temas relacionados com a educação e as crianças. O programa tem  periodicidade semanal e é emitido aos sábados pelas 10:05 h . Os últimos programas foram os seguintes:

2011-01-15 Nomes esquisitos

2011-01-08 A chegada do irmãozinho

2010-12-25 Especial Natal

2010-12-18 A família

Pode ouvir os programas Aqui , Aqui ou Aqui

Blog do programa Aqui

Museu dos videojogos abre esta semana em Berlim

Janeiro 21, 2011 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do i de 19 de Janeiro de 2011.

 Super Mario World vendeu mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo D.R.

Super Mario World vendeu mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo D.R.

O primeiro museu dos videojogos abre na próxima sexta-feira em Berlim, na Alemanha. A colecção Computerspiele Museum vai contar com 14.000 jogos, entre os quais 2.300 dos mais históricos videojogos como Pac-Man, e ainda 10.000 documentos ajudam a contar a história dos videojogos desde o seu aparecimento, há cerca de 50 anos.
O Computerspiele Museum vai estar dividido em três secções – Homo ludens, Game History, Homo ludens digitalis – mas preocupar-se-á também em dar um enquadramento histórico a cada videojogo, explicando o seu aparecimento e evolução.
O museu, que demorou 10 anos a passar de projecto à realidade, foi criado por Andreas Lange com ajudas da União Europeia. “Existem já museus com secções dedicadas aos videojogos no Reino Unido e Estados Unidos mas, não havia até agora um museu inteiramente dedicado aos videojogos“, explica.

 

Conferência EU Kids Online II Portugal : Crianças e Riscos Online

Janeiro 21, 2011 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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“Numa altura em que muito se fala dos riscos de crianças e jovens na internet em tom alarmista, o conhecimento real destas situações baseia-se frequentemente em casos isolados. Pais, professores e comunidade dividem-se entre a utilidade escolar e social dos meios digitais para os jovens e os perigos que aqueles lhes podem trazer.

No dia 4 de Fevereiro de 2010, o projecto EU Kids Online apresenta e discute publicamente os resultados do primeiro inquérito representativo a 1000 crianças e jovens (com 9 a 16 anos) portugueses, e um dos seus pais, sobre riscos e segurança na internet, integrado num estudo europeu a 25 países.

Os primeiros resultados demonstraram que Portugal é um dos países com menor incidência de riscos online entre crianças e jovens entre os países europeus inquiridos, considerando riscos como contacto com imagens de cariz sexual, bullying, encontro com desconhecidos ou conteúdos nocivos.

Nesta conferência, que acontece dias antes do Dia da Internet Segura, a equipa portuguesa do EU Kids Online pretende apresentar em pormenor os resultados deste inquérito. Consulte aqui o programa provisório.

A conferência destina-se ainda a envolver na discussão todos os agentes interessados no tema da segurança de crianças e jovens na internet, entre pais, professores, técnicos de acção social, académicos, entre outros. A conferência é gratuita, mas solicitamos a sua inscrição para uma melhor organização.”

A Dr.ª Alexandra Simões (Coordenadora do SOS-Criança Desaparecida do Instituto de Apoio à Criança), irá participar na Sessão 4 “Em risco: perfis de crianças agressoras e vítimas”, como comentadora.


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