Mortalidade infantil tem maior subida desde 1985

Janeiro 17, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Notícia do Jornal de Negócios de 30 de Dezembro de 2010.

Por António  Larguesa

Portugal inverteu de forma abrupta a tendência favorável que vinha registando ao nível da mortalidade infantil, um dos indicadores em que o País vem pontuando melhor em comparação com outras nações do mundo desenvolvido.

De 2008 para 2009, a taxa que indica o número de crianças, por cada mil que nascem, que morrem antes de concluir um ano de idade, subiu três décimas para 3,6, em resultado de um acréscimo de 18 óbitos, de acordo com os dados ontem publicados pelo INE no relatório “Indicadores Sociais”.

O director-geral de Saúde, Francisco George, considera que a maior subida dos últimos 24 anos “é um dado que não pode ser ignorado” e que a Direcção-Geral de Saúde tem neste momento duas unidades a analisar os 363 casos de crianças com menos de um ano que morreram em 2009.

CPCJ de Ovar – “um olhar sobre os direitos das crianças e jovens”

Janeiro 17, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Vídeo elaborado por alunos do segundo ciclo da Escola EB 2.3 Monsenhor Miguel de Oliveira em Ovar.

Boas escolas : O segredo está nos professores

Janeiro 17, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Artigo do Público de 7 de Janeiro de 2010.

Os professores são o segredo para uma educação com mais qualidade, considera Eric Hanushek, especialista em Economia da Educação da Universidade de Standford, nos EUA. Apesar da investigação se centrar noutros indicadores, como a concorrência e escolha da escola, na prestação de contas, na autonomia das escolas, Hanushek calcula que, se os estudantes tiverem “bons professores”, conseguirão, num prazo de três a cinco anos, anular os constrangimentos associados à situação sócio-económica das suas famílias, revelou durante o seminário Reformas Educativas de Sucesso, promovido pelo Fórum para a Liberdade de Educação, ontem, em Lisboa.

Para calcular o impacto de um bom professor nos resultados dos alunos, Hanushek pegou nos dados do PISA e comparou os EUA com o Canadá e a Finlândia, dois dos países com melhores resultados. Com base nessa análise, calcula que, se os EUA substituíssem dez por cento de “professores ineficazes” por “professores medianos”, ficariam ao lado da Finlândia. “Isto significa que há pequenas medidas que podem fazer a diferença”, ou seja, “os gastos por si só não são a resposta. Existem ganhos potenciais que não vêm de financiar mais as escolas”, considera. “A diferença está nos professores”, sublinha Hanuchek, reconhecendo que em Portugal existem leis que “tornam difícil substituir os professores que não são eficientes”. Por isso, sugere que se paguem indemnizações para que estes saiam do sistema. Por outro lado, os salários dos professores devem basear-se no seu desempenho. Outros factores que contribuem para que o país seja mais competitivo a nível da educação são: a competição entre escolas públicas e privadas e a liberdade de escolha – “os pais não escolhem escolas onde os professores são pouco eficazes”, diz ; mais autonomia para as escolas, associada a mais controlo que pode ser feito através dos resultados dos alunos em exames nacionais. E ter um bom pré-escolar, aliás, quando mais cedo os alunos forem acompanhados, melhor, aponta. A qualidade da educação é muito valorizada, porque tem repercussões económicas, defende. Num estudo, Hanushek traça três cenários de crescimento económico tendo por base a melhoria dos resultados do PISA e, em todos eles, os países da OCDE, Portugal incluído, melhorariam substancialmente. B.W.


Entries e comentários feeds.