De Viva Voz pela Inclusão

Dezembro 28, 2010 às 3:41 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Na qualidade de Pólo mediador da Rede Construir Juntos o IAC é actualmente promotor do Projecto de ”Viva Voz pela Inclusão”, aprovado no âmbito do Programa Nacional do Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social 2010. Este projecto visa fundamentalmente promover a participação de crianças e jovens mobilizando-os/implicando-os na reflexão e apresentação de propostas relativamente a esta temática.

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Câmaras municipais vão abrir cantinas nas férias para ajudar alunos

Dezembro 28, 2010 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Jornal de Notícias de 16 de Dezembro de 2010.

Fotografia Jornal de Notícias

Fotografia Jornal de Notícias

Ivete Carneiro e Gina Pereira

O mapa é difícil de traçar. Muitas autarquias já têm os refeitórios abertos fora da época escolar por oferecerem actividades não lectivas. Nalguns casos, pondera-se a abertura a quem não esteja inscrito no ATL. Noutros ainda, a abertura é novidade por causa da crise.

O Porto anunciou a medida há dias. Vai abrir as cantinas a quem precisar, alunos e irmãos, mediante uma inscrição, durante a paragem lectiva do Natal. A Câmara Municipal de Olhão está a pedir inscrições e calcula que perto de 500 crianças precisem de ajuda. Também é novidade naquele concelho algarvio. Como em Setúbal.

Já em Sintra, a ideia é alargar a refeição crianças que não frequentem os 51 ATL do concelho, dado que os serviços já existem para quem esteja inscrito em actividades extra-escolares. No ano lectivo passado, sete escolas básicas de zonas pobres chegaram a abrir as cantinas ao fim-de-semana para dar almoço às crianças em dificuldades.

Ivone Calado, directora do agrupamento de escolas da Serra das Minas, diz que vão muitos alunos levando pela mão os irmãos mais novos e também os mais velhos. “A indicação que havia era para deixar entrar toda a gente”. A medida acabou trocada por um suplemento alimentar diário de pão e fruta. Este ano, apesar de não haver indicações de um agravamento da situação, o receio é o do impacto provável dos cortes nos apoios sociais que se irão sentir a partir de Janeiro.

A verdade é que há autarquias à procura de casos prementes para alargar apoios existentes e acordaram agora para uma necessidade que, garante a Confederação das Associações de Pais (Confap), não é nova. “As associações de pais tiveram muito na sua génese garantir os ATL e as refeições” fora da época lectiva, sublinha ao JN Albino Almeida. Nasceram as Componentes de Apoio à Família (CAF). O presidente da Confap lembra a proposta, feita há dois anos ao Governo, de alargar as CAF a todo o país – só existem onde houve iniciativa e são uma realidade que não cobre sequer metade do país, como se conclui da ronda feita ontem pelo JN. “Fomos acusados de querer armazenar crianças”.

Segundo Albino Almeida, “o que é novo é que as autarquias aperceberam-se este ano que há famílias com um rendimento que não permite gastar mais do que um euro por dia por pessoa em alimentação, devido à perda dos abonos”. Com uma melhor organização, o dirigente acredita ser possível alargar a oferta. Do seu lado, o Ministério da Educação apenas lembra que a gestão do assunto cabe na autonomia das escolas.

A verdade é que, com ou sem CAF, muitas autarquias garantem que não há necessidade de ter as portas dos refeitórios escolares abertas durante as férias. De Torres Novas até argumentam que “o desemprego está a descer”.

Pós-Graduação em Mediação de Conflitos em Contexto Escolar

Dezembro 28, 2010 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“A escola ocupa-os tanto que não sobra tempo para ler”

Dezembro 27, 2010 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista de Alice Vieira ao Diário de Notícias de 13 de Dezembro de 2010.

A escritora Alice Vieira comenta os resultados do Pisa.

Olhando para os dados do PISA, da OCDE, vemos que só 59% dos jovens portugueses que participaram disseram ter clássicos da literatura em casa. E que estes tiveram resultados melhores do que os que disseram não ter. Acha os números surpreendentes?

Tenho sempre muito receio em relação a estes resultados. Por um lado, não sei muito bem o que é que os jovens que responderam consideram um clássico. Por outro lado, ter os livros em casa, são capazes de ter, resta saber se os lêem. Mas o facto de dizerem que os têm já é positivo, significa que pelo menos estão disponíveis.

Ler clássicos da literatura, especificamente, é importante para os resultados escolares?

É importante para tudo. É um erro pensar que a literatura, o estudo da língua, só é importante para a disciplina de Português. É importante para todas as outras disciplinas. Se não lerem, o domínio da língua é muito fraco. Aliás, a diminuição do vocabulário dos jovens é aflitiva. Ficamo-nos só pelo “dá-me as chaves” e por outras frases básicas, do quotidiano. Por isso, a literatura é fundamental em todas as camadas do ensino.

A escola e a carga horária a que os alunos estão sujeitos inibem a criação de hábitos de leitura em casa?

Não sou professora, nem nunca fui, mas ando sempre em escolas e tenho filhos e netos. A escola ocupa-os tanto que não sobra tempo para ler, nem para o cinema nem para nada. É uma questão que tem de ser muito bem estudada porque ninguém aguenta.

O estudo também mostra que os jovens com literatura em casa tiveram, em média, mais 20 pontos do que os que disseram ter Internet. Obviamente podem ter ambas as opções, mas a Internet não rouba tempo à leitura de livros?

Tudo depende de como usamos a Internet. É extraordinária se soubermos trabalhar com ela. Pode descobrir-se imenso sobre um livro, levar a uma releitura… mas tem de ser doseada e tem de se ensinar os miúdos a trabalhar com ela. A esmagadora maioria pen-sa que fazer uma pesquisa é ir à Internet, carregar nuns botões, copiar e assinar por baixo.

O estudo refere-se à literatura clássica. Quando é que os jovens estão preparados para ler os clássicos ?

Devemos dar-lhes todas as opções porque nunca sabemos que livro é que os vai atrair. Eu lembro-me de ter lido Os Lusíadas no liceu e de ter sido terrível. Só anos mais tarde, já adulta, consegui apreciar devidamente. Mas tenho amigas que leram na mesma altura que eu e adoraram. Agora, o gosto pela leitura não se adquire aos 20 anos e há outro tipo de livros que preparam para esse gosto. Da primeira vez que tentei ler as Viagens na Minha Terra, um dos livros da minha vida, foi a desgraça.

Qual foi o primeiro clássico que a marcou?

A Cidade e as Serras. Tinha 11, 12 anos e li durante uma gripe. Lembro-me de ter adorado e de ter pensado “estranho, aqui não há romance, não há um homens e uma mulher e um final feliz, e é tão bom”.

ManiFESTA MUNDO

Dezembro 27, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“A ANIMAR promove a ManiFESTA MUNDO na zona de S.Bento, em Lisboa, a 29 e 30 de Dezembro, com dinamização local da ETNIA e do CENTRO INTERCULTURACIDADE, em parceria com entidades locais. Em debate estão as realidades e os desafios do empreendedorismo social como factor de desenvolvimento local em territórios e comunidades interculturais. O programa inclui ainda encontros, convívios, celebrações e manifestações culturais várias, que a batalha quotidiana por uma vida melhor não pode nem deve ser sinónimo fatalista de dor ou sofrimento sem futuro.

As acções decorrem no Centro Interculturacidade, nas Juntas de Freguesia de Santos-o-Velho e Santa  Catarina e em vários outros locais de uma das áreas da cidade em que, desde sempre, vivem e trabalham gentes vindas de terras distintas e distantes. Veja o programa e, baixo, acompanhe o projecto em www.manifestamundo.wordpress.com ou em www.animar-dl.pt. “

Os Cabeçudos: uma livraria que gosta das crianças

Dezembro 27, 2010 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Actividade Lúdica | Deixe um comentário
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Artigo do Diário de Notícias de 14 de Dezembro de 2010.

por MARIA JOÃO CAETANO

É a única livraria infantil de Lisboa e fica no Parque das Nações. Rui Andrade escolheu com muito cuidado os fantásticos livros e os poucos brinquedos que estão ali à venda.

Há um pequeno anfiteatro almofadado, onde cabem umas 20 pessoas. Há umas prateleiras com brinquedos. E há os livros – poucos mas bons, escolhidos com todo o cuidado por Rui Andrade, o dono da única livraria exclusivamente infantil que existe em Lisboa. Chama-se Os Cabeçudos, foi inaugurada no final de Novembro e fica situada no Parque das Nações, perto da Torre Vasco da Gama.

Rui Andrade é psicólogo social, com uma carreira dedicada à formação profissional. Mas depois de ter uma filha e de se mudar para o Parque das Nações achou que era tempo de se dedicar a algo que lhe desse realmente prazer. “Tem tudo que ver com qualidade de vida. A minha e a das outras pessoas”, diz. A ideia de Os Cabeçudos é, antes de mais, ser uma “livraria de bairro”, criando laços de proximidade com as pessoas que moram naquela zona. Não quer concorrer com as grandes superfícies nem com “as papelarias que também vendem livros” e, por isso, aposta em ter uma oferta diferente. Nada de livros dos desenhos animados, apenas volumes cuidados editados pela Bruaá, a Planeta Tangerina, a Heterogémeas e outras editoras especializadas. Livros em braille, noutras línguas e para crianças daltónicas. O mesmo cuidado é posto na escolha dos poucos brinquedos, de marcas como a Plantoys (brinquedos de bambu), a KidsOnRoof (as casas de cartão) ou a Playsam (carros).

E o resto virá com o tempo. “Quero pôr os miúdos a interagir entre eles, mas também a interagir com os pais, com os avós, com os nossos convidados.” Ideias não lhe faltam. Desde convidar escritores e ilustradores a implementar uma hora do conto, organizar oficinas de criatividade e até fazer exposições e actividades ao ar livre. “Gostava muito de ter uma exposição com livros infantis antigos, os livros que eu li quando era pequeno. E também quero ensinar os miúdos a brincar ao alho, ao mata, à macaca. Temos este espaço lá fora onde podemos fazer jogos, e depois temos todo o Parque das Nações. Gostava de levar os miúdos a conhecer as árvores e os pássaros.”

História do Natal Digital

Dezembro 26, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Vídeo da agência portuguesa de publicidade Excentric, com mais de 2 milhões de visualizações no Youtube.

Nas cantinas das escolas de Gaia servem-se mais duas mil refeições por dia

Dezembro 25, 2010 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 17 de Dezembro de 2010.

Por Andreia Magalhães

É o terceiro maior município português em número de habitantes e é também um dos concelhos onde os problemas ligados à alimentação das crianças mais se têm feito sentir. Em Vila Nova de Gaia, tem vindo a aumentar o número de alunos que recorrem às cantinas escolares do concelho – e muitos fazem-no, reconhece a autarquia, em virtude das dificuldades sócio-económicas das famílias.

São agora mais de dez mil as crianças que comem diariamente nas escolas. Há dois anos atrás, o número era mais reduzido – cerca de oito mil alunos. No total, existem no município 118 estabelecimentos de ensino do 1.º ciclo e pré-escolar, e 112 cantinas, que servem diariamente alunos que na sua maioria provêm de famílias que enfrentam “muitas dificuldades” face à actual “situação do país”.

“Há mais dois mil alunos a almoçar nas escolas do que há dois anos atrás”, diz Firmino Pereira, o vereador com o pelouro da Educação na Câmara de Gaia, de maioria PSD. As cantinas do município também vão estar abertas no período das férias do Natal para acudir aos mais carenciados, mas aqui a ideia nem sequer é nova. Surgiu “há seis anos atrás”, devido à “necessidade de ajudar as famílias”, diz Firmino Pereira. “Desde que existam alunos que precisem desta refeição, nós abrimos as cantinas.” A câmara passará em breve a oferecer uma quarta refeição aos alunos do concelho e tem também em curso um projecto inovador em Portugal de avaliação das necessidades nutricionais das crianças.

Para o responsável municipal, “os tempos de crise” que se vivem vieram “piorar” a situação. São cerca de 4300 os alunos que recebem estas refeições de forma gratuita, por pertencerem ao escalão A da acção social escolar. Os que pertencem ao escalão B, num total de cerca de três mil alunos, pagam 65 cêntimos. E os alunos que não recebem apoios do Estado, por pertencerem às famílias “com mais capacidade financeira”, pagam 1,34 euros por refeição. No total, são dez mil e 200 as refeições servidas diariamente nas cantinas de Gaia.

Mais uma refeição

Face a esta realidade, a partir de Janeiro passará a ser oferecida uma refeição suplementar às crianças que frequentam os estabelecimentos de ensino do concelho. Para além do pequeno-almoço, almoço e lanche, as escolas de Gaia vão entregar também um complemento alimentar às crianças que ficam no ATL depois das cinco e meia da tarde. O autarca classifica esta iniciativa como tendo uma “enorme” importância, numa altura em que sente que há “um aumento do desemprego” e que as “famílias têm dificuldades económicas”. O projecto representa um investimento de um milhão de euros saídos directamente dos cofres do município.

Em paralelo, decorre desde 2008 o Plano Estratégico de Combate à Obesidade e Promoção de Hábitos de Alimentação Saudável, que pretende aferir o grau de obesidade das crianças do concelho. Nutricionistas acompanham a confecção das refeições nas cantinas. Em 2012/13 será feito um balanço para se perceber qual a evolução registada.

Nas férias de Natal, para além das refeições, aos alunos da Escola Básica do 1.º Ciclo e Jardim de Infância das Devesas vão ser oferecidas actividades de enriquecimento curricular. “Os alunos não vão ter aulas. Vão ter música, educação física, entre outras coisas”, explica Firmino Pereira.

Osvaldo Seixas, professor deste estabelecimento de ensino, refere que a má alimentação é um problema que afecta o desempenho escolar dos alunos. Para o professor, é “óbvio” que vários alunos não se alimentam correctamente em casa. Sente mesmo que o aumento da quantidade de alunos que comem nas escolas aumentou de forma “brusca”, o que obrigou a um reforço na hora do almoço. “Esta escola não tinha capacidade para dar refeições a todas as crianças ao mesmo tempo. Com o aumento, tivemos de fazer as refeições por dois turnos.” O número de refeições servidas na escola das Devesas duplicou em 2010.

Conselho de Autoridades de Saúde vai decidir se a crise exige medidas extra

Dezembro 24, 2010 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 17 de Dezembro de 2010.

Fotografia Nelson Garrido

Fotografia Nelson Garrido

Por Graça Barbosa Ribeiro

No próximo dia 28, o Conselho de Autoridades de Saúde vai analisar os dados relativos ao impacte da crise económica, financeira e social na qualidade de vida dos portugueses, em geral, e na alimentação das crianças e jovens, em particular.

Francisco George, da Direcção-Geral da Saúde, que preside àquele órgão, admite estar “preocupado”, mas diz acreditar que “não será necessário, pelo menos para já, tomar qualquer medida extraordinária”. Nas escolas, apontadas como “um barómetro”, a convicção é outra. “Já há crianças com fome e não podemos esperar que a situação se agrave”, defende João Grancho, presidente da Associação Nacional de Professores (ANP).

A existência de crianças com problemas de alimentação nas escolas não é novidade. “O que há de novo é esta pobreza envergonhada com que temos de aprender a lidar”, aponta João Grancho. A aluna que nas primeiras aulas da manhã se encontra demasiado inquieta ou, pelo contrário, anormalmente apática; o garoto que ronda o bar e espreita os bolos mas não compra nenhum; o aluno que tinha notas razoáveis e de repente baixa de rendimento; e o outro que era alegre e agora anda cabisbaixo – são estas crianças, que oficialmente não precisam de apoios sociais, que estão na origem da última preocupação dos professores.

“Muitas só comem uma refeição quente na escola. Mas nem elas nem os pais dão nota da alteração da situação familiar, que normalmente resulta do desemprego de um ou mesmo de ambos os adultos. É preciso que os professores estejam atentos, que confirmem a existência do problema e que estabeleçam laços que lhes permitam arranjar ou propor caminhos”, descreve o presidente da ANP. Teme, no entanto, que o aumento do número de casos, durante o próximo ano lectivo, torne insuficientes as soluções que até agora têm vindo a ser adoptadas.

Diferentes soluções

“Nalgumas escolas, os professores quotizam-se para pagar o lanche a determinados alunos; noutras, as verbas destinadas a vários tipos de apoio social são usadas para adquirir suplementos alimentares; e há casos em que os lucros do bar, da papelaria ou resultantes do arrendamento de pavilhões, por exemplo, são desviados de projectos educativos para as cantinas”, exemplifica Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares. A preocupação é tal que o agrupamento que dirige, em Cinfães, está a promover um inquérito às famílias dos 1700 alunos “para avaliar a situação real e ter bases objectivas para procurar a colaboração de outras entidades”.

No caso dos jardins-de-infância e das escolas do 1.º ciclo (até ao quarto ano de escolaridade), “cerca de 60 a 70 por cento das escolas já têm há anos as cantinas abertas, nas férias, no âmbito da promoção das actividades de tempos livres” organizadas pelos encarregados de educação, frisa Albino Almeida, dirigente da Confederação Nacional de Associações de Pais (Confap). Nesta última recta do ano lectivo, várias câmaras municipais, alertadas precisamente por professores ou directores de escolas, decidiram investir nesse apoio extraordinário que também é praticado, embora em menor escala, por municípios.

As câmaras de Sintra e de Braga, por exemplo, há muito que mantêm as cantinas das escolas a funcionar durante as férias e encontram-se, neste momento, a estudar a necessidade e a possibilidade de alargarem esse apoio aos sábados e aos domingos. Mas em concelhos como o Porto, Setúbal, Loulé e Faro, o facto de as cantinas continuarem a funcionar para as crianças carenciadas é, este Natal, uma novidade.

“Apesar de o Governo ter cortado nas verbas disponíveis para as autarquias, nenhuma delas deixa de apoiar as pessoas, seja através das cantinas das escolas ou de soluções mais abrangentes, como a criação de refeitórios sociais ou o estabelecimento de protocolos com instituições particulares de solidariedade social para fornecimento e distribuição de refeições”, exemplifica Fernando Ruas, presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses.

Também com o objectivo que “quantificar o contributo das autarquias para combater [as dificuldades das populações]” adianta, a associação que dirige decidiu monitorizar todos os projectos de apoio social em curso e criar “uma espécie de manual de boas práticas naquele domínio”.Esta é uma perspectiva que, no entanto, não entusiasma Alexandra Bento, presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas, Eugénio Fonseca, o presidente da Cáritas, e Albino Almeida, da Confap. Os três ressalvam que qualquer medida que ajude a mitigar a fome da população “é positiva”. Gostariam, contudo, de ver o Governo a avançar com uma solução global e com mais recursos, embora envolvendo também as autarquias. “A intenção é boa, as medidas são boas. Mas não deixam de ser remendos e de deixar de fora uma larguíssima parte da população”, avalia a especialista em nutricionismo.

Plano de emergência

Alexandra Bento considera que, face ao previsível impacte das medidas preconizadas no Orçamento do Estado para 2011, o país “está prestes enfrentar uma situação gravíssima”. E defende que “o Governo devia lançar de imediato um plano de emergência análogo ao desenvolvido em consequência da gripe, para avaliar o estado nutricional das crianças, disseminar informação e definir planos de acção rápidos e eficazes”.

O Ministério da Educação, através do Gabinete de Imprensa, comentou o assunto informando que não está “prevista nenhuma acção extraordinária de apoio a desenvolver nas escolas incluídas na rede pública, durante as férias escolares”, mas ressalvou que “aqueles estabelecimentos, no âmbito da sua autonomia, poderão desenvolver as acções que considerarem possíveis e necessárias”.

O director-geral da Saúde assegurou que, apesar de “a harmonização dos normativos dos Observatórios Locais de Saúde ainda estar em curso, o essencial já está a ser feito”, pelo que, “se fosse necessário, já teriam sido tomadas medidas”.

Em concreto, explicitou, as unidades locais de Saúde estão a fazer a medição regular de vários parâmetros relacionados com a saúde das populações, bem como a sua análise, detectando padrões e desvios. São estes dados que estarão em cima da mesa no dia 28, na reunião entre Francisco George, os directores regionais e os coordenadores dos principais programas do sector, que constituem o Conselho de Autoridades de Saúde. “Estamos atentos e as orientações há muito que se encontram delineadas e em condições de serem rapidamente divulgadas e postas em prática”, sossega Francisco George. com Idálio Revez, Natália Abreu, Patrícia Carvalho e Samuel Silva.

 

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Dezembro 24, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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