Concurso “AgroBiotecnologia e Biodiversidade”

Dezembro 21, 2010 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“O CiB – Centro de Informação de Biotecnologia está a promover o concurso «Agrobiotecnologia e Biodiversidade» destinado aos alunos do Ensino Secundário ou equivalente, durante o ano lectivo 2010/2011.

Com este concurso o CiB pretende contribuir para a promoção do conhecimento científico sobre a agrobiotecnologia e a biodiversidade e estimular a cultura científica e tecnológica, nomeadamente na área da biotecnologia aplicada à agricultura e a sua relevância para a diversidade biológica.

A Biotecnologia é fonte para excelentes histórias. Para as contar é necessário partir em busca de respostas com a curiosidade aguçada. Para abordarem e discutirem o tema proposto – Agrobiotecnologia e Biodiversidade – os alunos podem utilizar a sua criatividade utilizando três tipos de formato: (texto e imagens ou vídeo).

Serão seleccionados os três melhores trabalhos enviados até 31 de Março de 2011. Os prémios incluem leitores MP4 e vales-cheque destinados à aquisição de livros e material informático. Todos os alunos e professores premiados receberão um diploma.

Os interessados deverão enviar a ficha de inscrição, segundo as regras do regulamento, até 31 de Janeiro de 2011.”

Mais informações Aqui

Relatório da OCDE revela que crianças portuguesas estão entre as mais obesas da UE

Dezembro 21, 2010 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 8 de Dezembro de 2010.

Por Ana Fernandes

Um em cada cinco miúdos, entre os 11 e os 15 anos, apresenta excesso de peso ou é já mesmo obeso.

Portugal é o terceiro país da União Europeia com mais crianças gordas, só ultrapassado por Malta e Grécia. São quase 19 por cento dos miúdos entre os 11 e os 15 anos a apresentar excesso de peso ou mesmo já obesos. E se em relação aos adultos o panorama não é tão mau – o país está perto da média europeia no que toca a obesos – no espaço de uma geração, a situação tende a agravar-se.

No relatório da OCDE sobre os indicadores de saúde da UE, ontem divulgado, a obesidade surge como um dos mais graves problemas dos Vinte e Sete, com metade da população adulta a pesar mais do que o devido e 15,5 por cento de obesos. E se Portugal está ligeiramente abaixo da média – 15,4 por cento – em poucos anos tudo se alterará caso as suas crianças não mudem de dieta. Até porque a tendência parece ser que se percam até os poucos bons hábitos que se tem na infância. As crianças portuguesas são as segundas da Europa que mais fruta comem, mas quando chegam a adultos, os vegetais e frutos ficam arredados da dieta alimentar, consumindo bem menos do que a média europeia. E depois há os maus hábitos: os miúdos portugueses são terríveis para se mexerem, são mesmo dos que fazem menos exercício físico e as miúdas são as que mais depressa fogem do ginásio, verificando-se que entre 2001 e 2006 há cada vez menos raparigas, entre os 11 e os 15, a exercitar-se.

Este cenário poderá fazer com que os indicadores de saúde para Portugal piorem. E estes nem são nada maus. Um exemplo: é o segundo país onde menos se morre de doença isquémica cardíaca. Um aspecto positivo que se desequilibra com a taxa de mortalidade provocada por AVC, que é mais elevada do que a média europeia. Mas mesmo esta tem vindo a baixar desde 1994, indica a OCDE.

Também o cancro é menos fatal em Portugal do que na maioria dos outros países, sobretudo no caso do cancro da mama e pulmonar. No caso deste último, o facto de Portugal ser dos países – o quarto em concreto – onde os fumadores consomem menos cigarros por dia (ligeiramente abaixo de um maço) pode explicar uma taxa de mortalidade mais reduzida. Porém, os padrões de consumo estão a alterar-se e, entre 1995 e 2008, foi o segundo país da Europa onde mais mulheres começaram a fumar.

Outra boa notícia que ressalta deste relatório é a redução do número de mortes na estrada entre 1994 e 2008: diminui 59 por cento, um sucesso só ultrapassado pela Estónia.

De uma forma geral, e com algumas excepções como a sida e o excesso de peso, o relatório revela bons indicadores para o país, desde a incidência de doenças infantis até à taxa de mortalidade. A esperança de vida é elevada – 82 anos para as mulheres e 75,5 para os homens -, e superior à média europeia. Mas os problemas que o excesso de peso acarreta constituem uma das maiores preocupações tanto para as autoridades nacionais como europeias.

Tanto mais que se prevê que os indicadores se agravem, com os custos que isso terá, não só para a saúde das próprias pessoas como para os orçamentos nacionais destinados aos sistemas de saúde. A obesidade duplicou nos últimos 20 anos na maior parte dos Estados-membros e um recente estudo britânico indica que o preço deste problema poderá aumentar quase 70 por cento até 2015.

Agressividade pré-adolescente a crescer

Dezembro 21, 2010 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo da Pais & Filhos de 9 de Dezembro de 2010.

Fotografia Pais & Filhos

Fotografia Pais & Filhos

O coordenador da unidade de pedopsiquiatria do Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, onde são acompanhados mil doentes por ano, considera que «hoje as crianças têm mais comportamentos agressivos e reflectem o ambiente de crise vivido pelas famílias». Em entrevista à Agência Lusa, Pedro Pires afirmou que a unidade, criada em 2003, tem recebido mais doentes nos últimos anos e assistido a algumas alterações dos casos que ali chegam.

Hoje, explicou, «esbateu-se um pouco o pico que havia nos seis, sete anos – a coincidir com a entrada na escola primária – e temos muito mais casos na adolescência e na pré-adolescência, pelos dez, 11 anos – a coincidir com a entrada no 5.º ano». Para além disso, acrescentou, «existia há uns anos um equilíbrio entre dois tipos de sintomas: internalização – ou depressão – e os sintomas mais agidos – ou violentos. Hoje os últimos aumentaram substancialmente, as crianças têm mais comportamentos agressivos».

O médico diz que este aumento pode dever-se sobretudo a dois factores: a questão laboral dos pais e a questão da figura masculina. No primeiro caso, disse, «assistimos a situações em que as crianças ficam desprotegidas porque os pais trabalham muitas vezes longe, com horários alargados, e elas passam muito pouco tempo com eles; passam muito tempo em várias estruturas: na escola, no ATL, em amas». Ou, acrescentou, «há desemprego na família, um factor de desequilíbrio no núcleo familiar e por isso um factor de risco muito importante na psicopatologia das crianças».

Para além disso, disse ainda, «há cada vez mais casos de famílias onde se verifica a ausência da figura masculina – a que impõe limites, regras – quer porque a figura paterna ou não está presente ou está presente com um papel pouco activo na vida da criança ou do adolescente». Este facto, explicou, «tem um impacto muito grande, sobretudo nos rapazes, que são o doente tipo do nosso serviço: rapaz, cerca de dez anos, alterações de comportamento e parte de uma família disfuncional».

50 por cento das crianças e adolescentes que procuram este serviço pertencem a uma família nuclear – pai, mãe e mais do que um filho -, 57 por cento são da classe média e 28 por cento da classe média baixa.


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