Segredos da Educação

Dezembro 10, 2010 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Escola Superior de Educação Paula Frassinetti, disponibiliza as seguintes acções de formação:

Acções e calendário

1. Sabe o segredo? Eduque com criatividade

Ana Serapicos / Paula Pequito –  03  Novembro 2010

2. Onde está o segredo? O belo, a alegria, as emoções na Educação

Joana Cavalcanti – 22 Novembro 2010

3. Segredos de educar para a não obesidade

Márcio Silva – 15 Dezembro 2010

4. Segredos dos portfolios reflexivos

Ivone Neves – 27 Janeiro 2011

5. Segredos de educar para a inclusão

Helena Serra – 23 Fevereiro 2011

6. A escola a tempo inteiro, tem segredos?

Maria Beatriz Fernandes – 30 Março 2011

7. Uma boa velhice, tem segredos?

Daniel Serrão – 27 Abril 2011

8. Educação do sono, qual o segredo?

Júlio Emílio Sousa – 25 Maio 2011

9. Conhece os segredos para o desenvolvimento da linguagem?

Rosa Lima – 29 Junho 2011

Mais informações Aqui

Já é difícil encontrar vagas nas instituições

Dezembro 10, 2010 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Diário de Notícias de 6 de Dezembro de 2010.

O aumento do número de crianças em risco está a levar ao aumento de entradas nas instituições, confirmaram ao DN técnicos da área, ressalvando que esta é sempre a última alternativa e se aplica em menos de 10% dos casos.

Mas é também cada vez mais difícil arranjar vaga para acolher um menor. Até porque os que já lá estão demoram mais tempo a regressar à família, porque a crise dificulta a sua recuperação.

O procurador do Tribunal de Família e Menores de Lisboa, Celso Manata, reconhece que as instituições estão cada vez mais lotadas, ao ponto de terem de referenciar situações como se fossem de emergência apenas para garantir uma vaga imediata. “Não podemos dizer a uma criança, ‘continuas a ser maltratada porque não temos vaga para ti'”, sublinha.

No Barreiro, a situação também preocupa a presidente da comissão de menores. “É cada vez mais difícil arranjar uma vaga no distrito de Lisboa”, diz Rita Carvalho, acrescentando que esta dificuldade é partilhada pelas comissões da zona que recorrem ao sistema distrital de vagas da Segurança Social.

No Algarve, o aumento também é notório. “Houve um acréscimo do acolhimento, não dramático mas bem visível. Isso deve-se ao aumento da violência doméstica, que, por seu turno, poderá estar relacionada com carências económicas. É evidente que quando há disrupção familiar, há mais risco para as crianças”, disse ao DN Luís Villas-Boas, do Refúgio Aboim Ascensão. A instituição acolhe agora 89 crianças. Em 2009 eram 65.

A secretária de Estado da Reabilitação, Idália Moniz, negou ao DN que o sistema esteja lotado. “Não é verdade. Admito apenas dificuldade em colocar adolescentes.”

5 razões que destroem a relação entre pais e filhos

Dezembro 10, 2010 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Diário de Notícias de 6 de Dezembro de 2010.

Os problemas relacionados com a crise alteram as rotinas e as relações familiares. Muitos casos de violência desencadeiam-se após situações de maior ‘stress’ provocadas pelas dificuldades económicas.

Desemprego

Pais ficam mais “inacessíveis”

A perda do emprego e consequente dificuldade em conseguir voltar a trabalhar pode deixar os pais mais “inacessíveis”, reconhece Eduardo Sá. As crianças são muitas vezes relegadas para segundo plano perante o objectivo de voltar a arranjar trabalho, tal como mostra a experiência das comissões de menores. Além disso, aumenta o stress e a irritabilidade dos pais perante os filhos. As crianças sentem que os pais estão mais “agitados”, mas Eduardo Sá considera que esta situação só surge quando existem outros problemas. Até porque “não é uma situação de desemprego que transforma um pai responsável”.

Alcoolismo

Consumo de álcool pode ser agravado

“Salvo situações excepcionais, a crise não cria alcoolismo”, defende Eduardo Sá. No entanto, o especialista também considera que estas dificuldades económicas podem acentuar casos de problemas com álcool. Também as comissões de menores referem que o maior perigo em tempos de crise é o aumento do consumo destas bebidas, que costuma levar à violência doméstica. Muitas vezes, as pessoas já bebiam demais, “apenas disfarçavam melhor, especialmente na relação com os colegas de trabalho”, refere o psicólogo. Mas já em casa iam dando alguns sinais de dependência alcoólica, defende.

Violência doméstica

Crianças mais expostas à violência

Para Eduardo Sá, a violência já existe antes das dificuldades económicas começarem a sentir-se no seio familiar. A crise até pode acentuar tendências, defende Eduardo Sá, mas não provoca mudanças drásticas de comportamento. “São comportamentos que já lá estavam, mas estavam precariamente compensados.” Muitas vezes, as crianças nem são as vítimas directas da violência doméstica, mas assistem às agressões em casa, como contam algumas comissões de protecção de menores contactas pelo DN. De qualquer forma, o especialista lembra que “não podemos desculpar isto com a crise”.

O facto de ser apenas um dos pais a sustentar a casa, seja porque o outro perdeu o emprego ou porque vive sozinho, pode levar a uma situação de duplo ou triplo emprego. São principalmente as mães que vivem sozinhas com os filhos que acabam por ter de arranjar mais do que um trabalho, deixando as crianças sozinhas em casa muitas vezes durante todo o dia. Naturalmente que nestes casos os pais “estão menos disponíveis”, admite Eduardo Sá. E são estas situações que mostram a necessidade de “políticas sociais. Isto só acontece porque não há uma política nem de família, nem de menores”, critica.

Ruptura familiar

Dificuldades alimentam discussões e rupturas

“As situações de crise ajudam a descompensar as relações já presas por arames.” Esta é a convicção de Eduardo Sá, que acredita que os divórcios e os problemas não surgem apenas devido à crise mas podem ser um forte foco de tensão entre os casais, reflectindo-se depois nas relações com os filhos. Apesar deste agravamento, não se pode apontar o dedo só às dificuldades económicas. “Hoje em dia parece que temos de ter um álibi para tudo, e não pode ser assim”, refere o especialista. Defendendo a necessidade de os portugueses olharem para os problemas de frente, sem necessidade de procurarem uma desculpa.


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