Portugal é um dos países com menor desigualdade no acesso à saúde infantil e bem-estar das crianças

Dezembro 7, 2010 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 3 de Dezembro de 2010. Descarregar o relatório Aqui

Foto: Fernando Veludo/arquivo)

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Por Ana Cristina Pereira

Estão os países ricos a deixar as crianças pobres ficar para trás?, pergunta o Centro de Estudos Innocenti da Unicef. Num ranking de 24 países da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, Portugal destaca-se pela positiva em matéria de igualdade de acesso a saúde e bem-estar, mas peca na educação e no bem-estar material.

Está tudo no relatório As crianças que ficam para trás, hoje lançado em Helsínquia. O documento – o nono de uma série feita para acompanhar o desempenho dos países desenvolvidos – analisa a desigualdade em três dimensões: saúde e bem-estar, educação, bem-estar material.

Os autores não olharam para os mínimos e os máximos, como é costume quando se trata de desigualdade. Optaram por medir “o fosso entre a criança média (aquela que um país pode considerar “normal” – a mediana) e a criança que se encontra perto da base da pirâmide.

A maior parte dos dados foram recolhidos antes de a crise financeira e económica se instalar. O relatório tira um “retrato” dos tempos de prosperidade, lembra que as consequências mais pesadas das crises tendem a recair sobre as famílias mais vulneráveis e as suas crianças e conclui que os países ricos estão a deixar as crianças mais pobres ficar para trás.

Os primeiros classificados na tabela da igualdade: Dinamarca, Finlândia, Holanda, Suíça. No segundo grupo: Islândia, Irlanda, Noruega e Suécia. Portugal figura no terceiro grupo, a par da Áustria, do Canadá, da França, da Alemanha, da Polónia. À frente da Bélgica, da República Checa, da Hungria, do Luxemburgo, da Eslováquia, de Espanha e do Reino Unido. No fim, a Grécia, a Itália, os Estados Unidos. Só a Holanda e a Noruega ficam à frente de Portugal na igualdade de acesso à saúde e ao bem-estar. Tendo em conta o auto-relato de queixas de saúde, a alimentação saudável, a frequência de actividade física vigorosa.

A pior classificação de Portugal ocorre no bem-estar material, onde ocupa a 16.ª posição. E a pobreza infantil é mais do que pobreza de rendimento. Tem também a ver com oportunidades e expectativas, recursos de educação e cultura, habitação, cuidado e tempo parental.

No que concerne à educação, o país ocupa o 14.º lugar. Ora, este tipo de desigualdade “reflecte mais do que a lotaria do nascimento e das circunstâncias”. Pode “resultar do esforço para reduzir as desvantagens socioeconómicas. Ou do esforço para enfraquecer a relação entre pobreza e resultados escolares”.

“A ideia de que a desigualdade é um reflexo das diferenças de mérito não pode razoavelmente ser aplicada a crianças”, sublinham os autores. “Poucos negarão que as circunstâncias iniciais de uma criança estão além do seu controlo. Ou que essas circunstâncias têm um profundo efeito na sua vida presente ou futura. Ou que crescer na pobreza acarreta um risco acrescido de piores níveis de saúde, de desenvolvimento cognitivo, de resultados escolares ou de mais baixos conhecimentos e aspirações e, eventualmente, de menores rendimentos na vida adulta, o que ajuda a perpetuar as desvantagens de uma geração para a seguinte.”

I Encontro – Ser Maior no Bairro da Boavista

Dezembro 7, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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I Encontro de profissionais de intervenção social do Bairro da Boavista, em Lisboa, promovido pelo Projeto Ser Maior, do Programa Escolhas Auditório Carlos Paredes – Junta de Freguesia de Benfica 13 de Dezembro – 10h/17h. Inscrições

Materiais sobre Educação para os Direitos Humanos da United for Human Rights

Dezembro 7, 2010 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“A United for Human Rights e a Youth for Human Rights Internacional são organizações internacionais que têm como objectivo divulgar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promovendo a dignidade e o respeito por todas as pessoas numa perspectiva de paz e cooperação. Estas organizações desenvolveram um conjunto de materiais pedagógicos para serem utilizados pelos professores e que disponibilizam gratuitamente.

De entre os materiais a disponibilizar, em língua portuguesa, referem-se:

  • um DVD com dois grandes blocos informativos, um com uma “História dos Direitos Humanos” e outro com 30 “anúncios premiados”, que divulgam a United for Human Rights e sua actividade através da ilustração de cada um dos 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos;
  • um opúsculo cujos primeiro e terceiro capítulos são referidos ao DVD, nomeadamente a apresentação em suporte escrito da “História dos Direitos Humanos”, sendo os outros capítulos informativos sobre a Declaração (transcrita integralmente), grandes figuras dos direitos humanos, organizações de direitos humanos, situação actual dos direitos humanos no mundo, modos de agir como defensor dos direitos humanos;
  • um opúsculo, muito sucinto e claro em todos os capítulos, da Youth for Human Rights International, com a definição de “direitos humanos”.”

Os documentos podem ser solicitados gratuitamente através de:

http://www.humanrights.com/educators/educators-kit.html

http://www.youthforhumanrights.org/educators/education-package-details.html


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