I Jornadas da APAV Açores Contra a Violência

Dezembro 6, 2010 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“Nos próximos dias 9 e 10 de Dezembro irão decorrer as I Jornadas da APAV Açores Contra a Violência, no Centro Cívico de Santa Clara. Estas Jornadas têm como objectivo principal reunir os participantes das acções de sensibilização/informação que a APAV Açores realizou ao longo de dois anos por todas as ilhas dos Açores.” Mais informações Aqui

Ainda nascem crianças seropositivas em Portugal

Dezembro 6, 2010 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Diário de Notícias de 1 de Dezembro de 2010.

Fotografia Diário de Notícias

A transmissão do  VIH de mãe para filho caiu a pique  em 15 anos. Em 1995, era de 20% e no ano passado de apenas  2,5%

“Eu tenho um dragão dentro de mim, que mato com a comida, com a água e a dormir. Precisamos de muita coragem. Temos de comer muito. Eu como quatro pratos antes de dormir. Um dos dragões que tenho é branco, preto e vermelho. Os outros são coloridos. Não me chateio de ter o meu dragão”, explica Sara (nome fictício), de 11 anos, ao DN. O dragão já tem um nome, embora Sara nunca o diga. Chama-se VIH e é o bichinho da sida.

A menina é uma das mais de 200 crianças em Portugal que foram infectadas através da mãe, durante a gravidez, parto ou aleitamento. No ano passado, o Grupo de Trabalho sobre Infecção por VIH na Criança detectou seis casos de transmissão vertical, o que corresponde a 2,5% da totalidade dos partos de mulheres infectadas(ver infografia). Em 1995 o número estava nos 20%. Mas o ideal será chegar a 1%. No País há entre 35 mil e 40 mil pessoas a viver com o vírus.

“Portugal é um dos países onde o rastreio nas grávidas se faz com maior abrangência. Muito poucas mulheres escapam ao filtro”, explica Teresa Branco, infecciologista do hospital Amadora-Sintra, referindo-se à queda acentuada de casos de transmissão vertical.

O ano de 1995 foi chave para esta mudança. Criaram-se as linhas orientadoras para o tratamento nas grávidas, a opção pela cesariana selectiva e a medicação combinada. Mas ainda se pode fazer mais. “Os nossos maiores problemas são a gravidez não vigiada e a imigração, sobretudo mulheres que vêm de África sem acompanhamento ou tratamento”, diz ao DN Cristina Guerreiro, obstetra na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa. Também “há casos de transmissão em que a gravidez foi seguida e que têm de ser melhor estudados”, conta. Com “medicamente não é possível fazer mais”.

É preciso “assegurar que todas as mulheres são seguidas e a gravidez a planeada para reduzir ainda mais o risco”, defende Teresa Branco. Há ainda o facto de muitas desconhecerem estar infectadas. “Quando as relações se tornam estáveis, abandonam o uso preservativo sem fazerem o teste”, relata.

Sara não se lembra da primeira vez que ouviu falar do dragão e confessa que já não faz perguntas há algum tempo sobre o assunto. “Acho que a minha mãe espreitou para dentro de mim e viu como é o meu dragão. Perguntei-lhe se o podia matar, se ele era gigante e se podia fazer tudo o que quisesse.”

Conversadora, animada, sempre a saltitar na cadeira, já sabe o que quer ser quando for grande. “Veterinária ou bombeira… Não, veterinária. É isso que vou ser!”, conta, decidida. Gosta de brincar, ver televisão e está na fase em que acha que nunca vai gostar de rapazes. “A minha avó diz que só aos 18 anos e eu ainda só tenho 11!”

Sabe que tem de ter cuidados extra e que por causa do dragão tem de tomar “quatro comprimidos de manhã e quatro à noite”. “Se cair na escola vou ter com uma das auxiliares e fico como nova. É importante para as pessoas que têm dragões e doenças como eu. Há algumas pessoas que não têm doenças e que são más. Chateiam e gozam com os outros”, conta.

Sara sabe que não pode falar do dragão a ninguém. É a forma que a mãe encontrou de a proteger da discriminação. “É aconselhado aos pais que escolham uma pessoa a quem dizer e que possa agir quando necessário. Temos muitos problemas porque a discriminação começa nos professores e auxiliares”, explica ao DN Filipa Farrajota, psicóloga na Abraço.

A história do dragão foi a forma como encontraram de ajudar os mais novos a lidar com a doença. “É muito importante falar e trabalhar com eles desde crianças. Os que não são trabalhados nessa fase, que descobrem a doença na adolescência entram em negação completa”, explica.

Bullying em contexto escolar

Dezembro 6, 2010 às 12:05 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrições:

Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Penacova

Edifício das Piscinas Municipais, Piso -1

Telef.: 239 470 318 | Fax: 239 476 317

Raptos parentais têm vindo a crescer desde 2006

Dezembro 6, 2010 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Divulgação, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 27 de Novembro de 2010.

A designação choca. Um pai ou uma mãe nunca raptam o seu próprio filho, dirão muitos. Mas a verdade é que esta expressão é usual entre os estudiosos dos direitos da criança e o fenómeno é cada vez mais frequente, garante António Delicado, coordenador da Autoridade Central Portuguesa, que, à luz do regulamento comunitário 2201/2003 e da Convenção de Haia, é responsável por agilizar junto das congéneres estrangeiras os pedidos de regresso dos menores que saíram do seu país habitual de residência.

“Anualmente estamos a receber cerca de 50 casos, que incluem pedidos para as crianças regressarem a Portugal ou saírem de Portugal. Desde 2006, o número de casos tem crescido progressivamente e este ano esperamos novamente superar os processos do ano passado”, estima António Delicado. O responsável explica que, neste âmbito, tem vindo a diminuir o número de pedidos de regresso de menores a Portugal e têm aumentado as solicitações para a saída de crianças, nomeadamente, para o Brasil, a França, o Reino Unido e o Luxemburgo. “Isto deverá estar relacionado com os fluxos migratórios”, lança.

Quanto à taxa de sucesso, Delicado explica que depende muito de país para país e precisa que o regulamento comunitário abrange 26 Estados-membros, com excepção da Dinamarca. A Convenção de Haia, que se debruça sobre as mesmas matérias, tem um âmbito bastante mais abrangente, abarcando 82 países.

Sobre as violações do Direito Comunitário, nomeadamente do regulamento 2201/2003, o porta-voz da comissária da Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania, Viviane Reding, diz serem “levadas muito a sério”, mas confessa não ter a noção se as mesmas são ou não frequentes.

Também a nível interno têm aumentado os casos dos pais que raptam os próprios filhos. O número triplicou o ano passado face a 2008, quando se registaram 20 casos de crianças raptadas pelos progenitores. Das 84 participações que chegaram à Linha SOS Criança, em 2009, 20 casos reportavam-se a raptos parentais, segundo dados do Instituto de Apoio à Criança divulgados em Maio.


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