Crianças com medicamentos na dose certa

Dezembro 2, 2010 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 21 Novembro 2010.

Na infância, costumam utilizar-se medicamentos líquidos, em gotas ou xarope, por serem mais fáceis de tomar. Nas primeiras duas a três semanas de vida, a absorção dos fármacos administrados por via oral é inferior à de um adulto, porque os bebés regurgitam. A partir dos três anos, a diferença atenua-se. Aos seis, podem ser tomados os primeiros comprimidos infantis.

Os supositórios são mais rápidos a actuar. Podem ser uma alternativa quando o miúdo tem náuseas, vómitos ou perda de consciência, ou nas primeiras semanas de vida, devido à regurgitação.

Os medicamentos de administração cutânea destinam-se quase sempre a problemas na pele. Nestas formas terapêuticas, o princípio activo passa mais para o sangue das crianças do que dos adultos: entre outros, as primeiras têm maior superfície corporal em relação ao peso. Cremes com corticosteróides produzem efeitos secundários graves, como perturbações de crescimento.

Absorvido o medicamento, o sangue encarrega-se de o distribuir pelos tecidos onde actua. Depois, o organismo tem de o eliminar. Fígado e rins são essenciais na transformação e eliminação dos medicamentos. Devido à imaturidade destes órgãos nas crianças, os princípios activos permanecem mais tempo no seu corpo e há maior risco de toxicidade. Quando levar o seu filho ao médico, descreva as reacções que costuma ter aos medicamentos (“cospe-o ou vomita-o”, “faz diarreia”, etc.). Estas notas ajudam a decidir qual a substância mais adequada.

Use os fármacos apenas quando necessários. Não insista com o médico para os prescrever se este os considerar dispensáveis. Siga as instruções do profissional quanto à toma. O simulador no portal da Teste Saúde revela a quantidade certa de analgésicos a administrar às crianças. Assegure-se de que entende bem todas as indicações (duração do tratamento, dose e horário). Peça informações por escrito ou escreva-as.

Crianças até aos dois anos não devem tomar fármacos de venda livre, a menos que recomendados pelo médico. Muitos podem provocar efeitos indesejados graves. É o caso do ácido acetilsalicílico (aspirina), que, por vezes, causa danos cerebrais em crianças e adolescentes, leva ao coma e à morte. Esta reacção, rara mas perigosa, é conhecida como síndroma de Reye e tem como principais sintomas náuseas, cólicas, cãibras e tremores.

Conselhos, estudos e simulador em http://www.deco.proteste.pt/analgesicos

http://www.deco.proteste.pt | 808 780 050

Fumo passivo mata 165 mil crianças por ano

Dezembro 2, 2010 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 26 de Novembro de 2010. Estudo “Worldwide burden of disease from exposure to second-hand smoke: a retrospective analysis of data from 192 countries”

As crianças são as primeiras vítimas do tabagismo passivo que provoca mais de 600 mil mortes por ano em todo o mundo, revela um estudo divulgado hoje pela revista britânica “The Lancet”.

O tabagismo passivo provoca mais de 600 mil mortes por ano em todo o mundo, sendo que 165 mil dessas vítimas são crianças, revela um estudo divulgado hoje pela revista britânica “The Lancet”.

As crianças são as primeiras vítimas do tabagismo passivo, uma vez que não podem privar-se da principal fonte de exposição, os seus pais que fumam em casa, sublinham os autores da investigação.

Se a estas 600 mil mortes se somarem as cerca de 5,1 milhões de mortes atribuídas todos os anos ao tabagismo ativo, o número de vítimas mortais devido ao tabaco dispara para os 5,7 milhões, por ano.

Este é o primeiro estudo que avalia o impacto global do tabagismo passivo. Os seus autores, que pertencem ao Instituto Karolinska (Estocolmo, Suécia) e à Organização Mundial de Saúde, utilizaram dados de 2004, os mais recentes disponíveis, de 192 países.

Quarenta por cento das crianças, 35 por cento das mulheres e 33 por cento dos homens não fumadores estiveram expostos ao fumo passivamente, o que se traduz em 379 mil mortes coronárias, 165 mil devido a infeções das veias respiratórias, 36.900 por asma e 21.400 mortes por cancro do pulmão.

 

Seminário “Crianças do Século XXI: Novos Cidadãos?”

Dezembro 2, 2010 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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