Seminário «Educar para não discriminar»

Novembro 19, 2010 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“A delegação do Centro da Associação para o Planeamento da Família (APF) vai organizar o Seminário «Educar para não discriminar» no dia 22 de Novembro de 2010, nas instalações do Instituto Português da Juventude, em Coimbra.” Mais informações Aqui

Programa:

Dia 22 de Novembro de 2010, sexta-feira

14h00 Sessão de Abertura
Joana Bettencourt, Comissão Nacional para a Infecção VIH/SIDA*
Manuela Lopes, Caritas Diocesana de Coimbra
Miguel Nascimento, IPJ Coimbra
Elsa Vasco, APF Centro

14h30 Conferência Uma infecção – várias perspectivas

Ana Duarte, Associação SER+
VIH na 3ª Idade

Justina Dias, Caritas Diocesana de Coimbra – CAT Farol
VIH e Toxicodependência

Mónica Subtil, Equipa Ergue-te
VIH e Prostituição

Ângela Rodrigues, Caritas Diocesana de Coimbra – UDLD O Farol
O Contexto do VIH nos Cuidados Continuados

MODERADORA: Marta Correia, APF Centro

16h15 Pausa para café

16h30 Apresentação de Projectos no Âmbito da Prevenção
Sónia Araújo: Prevenção com Jovens – A Experiência do Projecto A(Risco)
Tânia Mendes: Apresentação dos Resultados do Projecto Oficinas Prevenir+

Alarmes e enurese

Novembro 19, 2010 às 1:01 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Divulgação | Deixe um comentário
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Artigo publicado no Portal Educare.pt no dia 3 de Novembro de 2010.

Serviço de Pediatria do Hospital de Braga

É devida, na maioria dos casos, a atraso de maturação, pelo que aos 5 anos aproximadamente 20% molham a cama e aos 6 anos apenas afecta 10% das crianças. 60% das crianças com enurese e mais de 90% dos molhadores diários são do sexo masculino.

A enurese nocturna é definida como a perda repetida e espontânea de urina durante o sono em crianças com mais de 5 anos.

É devida, na maioria dos casos, a atraso de maturação, pelo que aos 5 anos aproximadamente 20% molham a cama e aos 6 anos apenas afecta 10% das crianças. 60% das crianças com enurese e mais de 90% dos molhadores diários são do sexo masculino.

Pode ser de causa primária ou secundária, consoante ausência ou presença de continência durante seis meses, respectivamente. Pode ser monossintomática, se associada a ausência de sintomas durante o dia, ou polissintomática, se associada a frequência/urgência a urinar.

A enurese primária resolve-se espontaneamente na maioria dos casos.

O tratamento deve ser iniciado quando a criança e família apresentarem motivação para aderir ao esquema terapêutico.

Medicamentos raramente são necessários em crianças abaixo dos 7 anos.

Os pais devem evitar sentimentos de culpa, vergonha ou punição.

Os alarmes são efectivos para o tratamento da enurese nocturna primária e devem ser considerados para crianças mais velhas e motivadas.

O alarme é composto por um eléctrodo que se coloca na roupa interior da criança ligado a um pequeno despertador, e é accionado ao contacto do eléctrodo com apenas algumas gotas de urina. A maioria das crianças não acordam com o alarme mas param de esvaziar a bexiga. Quando o alarme toca os pais devem levar a criança ao quarto de banho para terminar o esvaziamento da bexiga.

A família deve instruir a criança que é a responsável pelo alarme. O alarme deve ser testado todos os dias. Quando o alarme toca (ou vibra), deve ser desligado, a criança levanta-se e termina o esvaziamento da bexiga. A criança muda a roupa molhada e a roupa de cama. Mudas de cama e de roupa devem ser colocadas próximas da cama. Os pais devem ajudar a criança a acordar e devem supervisionar a muda de roupa. Deve ser escrito um diário de noites secas/molhadas e ser realizado reforço positivo para as noites secas.

O alarme deve ser usado diariamente até a criança ter entre 21 a 28 noites secas consecutivas, o que usualmente leva 12 a 16 semanas (intervalo de 5 a 24 semanas).

Seguimento bissemanal é importante para motivar a criança e para a resolução de problemas técnicos.

Em caso de sucesso (noites secas) o tratamento deve ser mantido pelo menos durante três meses. Em 29-66% dos casos pode haver recorrência (mais de duas noites molhadas em duas semanas), mas responderem ao tratamento. É considerado insucesso se a criança apresentar noites molhadas três meses após o tratamento, e deve ser abandonado o alarme.

Aproximadamente 30% das crianças descontinuam o alarme por vários factores incluindo irritação da pele, interferência com o sono dos familiares, e/ou dificuldade para acordar a criança.

Numa revisão científica, aproximadamente 2/3 das crianças tiveram noites secas por 14 dias consecutivos. Cerca de 50% das que continuaram a usar o alarme permaneceram secas após o tratamento. A desmopressina é imediatamente mais efectiva do que o alarme, mas o alarme é mais eficaz na prevenção da recorrência. Como tal deverá aconselhar-se com o seu médico da terapêutica que mais se adequa à situação do seu filho.

Arnaldo Cerqueira, com a colaboração de Helena Silva, Pediatra do Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos, Braga

A Pobreza Infantil no Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social

Novembro 19, 2010 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de Opinião da Drª Dulce Rocha, Presidente Executiva do Instituto de Apoio à Criança, publicado no Diário de Notícias de 15 de Novembro de 2010.

por Dulce Rocha

Com o agravamento das condições de vida das famílias, em resultado da pior crise económica das últimas décadas, as escolas mobilizam-se. O número de alunos a comer nos refeitórios escolares cresceu 30% e estão a ser criados bancos de roupa para alunos pobres. Dois convidados analisam o papel das escolas na luta contra a pobreza.

É já uma constante ouvirmos que é preocupante a situação das famílias, que decerto irá agravar- -se face aos sucessivos anúncios das medidas restritivas impostas pela crise económica e financeira do País. Em todos os encontros de instituições de solidariedade (IPSS) a que tenho assistido no presente ano se sublinha a percepção que os profissionais têm de que há um acentuar das carências sentidas por um cada vez maior número de famílias, em particular devido à elevada taxa de desemprego, que aumenta sem cessar.

Através dos nossos serviços de atendimento e dos sectores de actividade, que têm mais contacto efectivo com crianças e suas famílias, com destaque para o Projecto Rua e para a Mediação Escolar, sabemos que as dificuldades financeiras da população alvo do nosso apoio estão a crescer. A garantia dada pela ministra da Educação de que não irá haver cortes no financiamento da Acção Social Escolar é de saudar, mas receio que seja necessário reforçar o apoio a crianças que até aqui não estavam em situação tão vulnerável. É imprescindível uma maior atenção, em especial a crianças afectadas pelo desemprego recente de um ou de ambos os pais. Para um adequado diagnóstico é indispensável uma articulação entre a escola e as IPSS, mostrando-se útil, por exemplo, obter a informação privilegiada obtida pelos Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família, que devido aos métodos de proximidade que utilizam e por serem interdisciplinares conseguem ter uma percepção mais rigorosa das situações de carência. As associações de pais têm sido muitas vezes o motor na criação desses gabinetes e a sua motivação tem conduzido ao sucesso na abordagem de matérias da maior importância, como o insucesso escolar, a violência familiar, as relações interpares ou o bullying. A experiência diz-nos que na maioria das situações de conflito estão presentes factores objectivos de risco como a pobreza. Por isso, a Mediação Escolar é uma aposta que deve ser multiplicada.

O Instituto da Criança, entidade promotora do projecto De Viva Voz pela Inclusão, em parceria com a Rede Construir Juntos, ouviu as crianças e os adolescentes sobre a pobreza. Participaram dezenas de instituições. Crianças e adolescentes discutiram o tema de forma entusiástica, salientaram as suas manifestações e fizeram propostas. O mérito mais relevante do projecto foi o de ter apostado no exercício do direito à palavra e à participação, que sendo os mais inovadores direitos consagrados na Convenção sobre os Direitos da Criança, são também aqueles que mais obstáculos têm tido na sua aplicação. O que de mais extraordinário têm referido é que seja justamente no Ano que a Europa decidiu dedicar ao combate à pobreza e à exclusão que se verifica um risco maior do seu agravamento. No dia 22 deste mês, na Gulbenkian, por ocasião do aniversário da Convenção,


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