Catorze crianças vítimas de acidentes rodoviários por dia

Outubro 23, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 14 Outubro de 2010.

Por José Bento Amaro

As estradas são a principal causa da mortalidade infantil em Portugal, à frente dos óbitos causados por quedas e dos provocados por afogamento.

Todos os dias, há 14 crianças e jovens portugueses que sofrem acidentes rodoviários. Dessas, oito são passageiros de veículos, quatro são peões atropelados e duas conduzem as próprias viaturas. A sinistralidade rodoviária continua a ser a principal causa da mortalidade de menores no país e para tal muito contribui o facto de a maior parte dos automobilistas utilizarem equipamentos de segurança inadequados.

“Mais de 80 por cento das crianças utiliza cadeirinha. No entanto, apenas 40 por cento dessas crianças são transportadas correctamente”, disse ontem em conferência de imprensa, realizada em Lisboa, Sandra Nascimento, da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI). As cadeiras colocadas de modo incorrecto nas viaturas (com as crianças até aos quatro anos de idade viradas para a frente) ou a não utilização de bancos elevatórios são, muitas vezes, os motivos causadores de mortes ou ferimentos graves entre os mais jovens. A estatística refere, ainda assim, que nos últimos 12 anos as mortes de crianças em consequência de acidentes reduziram-se em 73 por cento.

“As acções de sensibilização e campanhas de promoção de segurança rodoviária são fundamentais para reduzir os números da sinistralidade”, disse a responsável da APSI, lembrando, no entanto, que nos últimos 12 anos, morreram quase mil crianças nas estradas nacionais. Os cálculos, efectuados com base nos dados fornecidos pela Associação Nacional de Segurança Rodoviária, referem ainda que nos anos de 2007 a 2009 perderam a vida, em média, 38 menores e que a cada morte de uma criança há uma correspondência de mais 130 que sofreram ferimentos. Os dados estatísticos portugueses não fazem qualquer referência às pessoas que, em consequência dos acidentes rodoviários, ficam definitivamente incapacitadas.

Na conferência de imprensa realizada ontem (Dia Europeu da Segurança Rodoviária) estiveram ainda presentes o governador civil de Lisboa, um representante da Autoridade Nacional de Prevenção Rodoviária e de um fabricante de automóveis. Todos salientaram a necessidade de reforçar as campanhas preventivas e de informação, dando especial destaque à correcta utilização das cadeiras e cintos de segurança.

Sandra Nascimento, baseada nos levantamentos efectuados pela APSI, informou que o custo das cadeiras não constitui motivo para que os automobilistas não as comprem, uma vez que se é um facto que há equipamentos que quase ascendem aos 500 euros, também existem outros que podem ser comprados por menos de sete.

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