Formação – “Metodologia de Intervenção em Situações de Violência em Contexto Escolar”

Outubro 21, 2010 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Objectivos

  • Desenvolvimento de um conhecimento profundo, coerente e consistente sobre a natureza e as características dos comportamentos violentos, assim como dos factores que estão na sua génese e manutenção.
  • Desenvolvimento de conhecimentos acerca de métodos e técnicas de análise e intervenção sobre comportamentos violentos.
  • Desenvolvimento de competências de articulação, aplicação e adaptação dos conhecimentos adquiridos relativos à metodologia e técnica de gestão de comportamentos violentos a contextos de actuação, populações e sujeitos específicos.

Destinatários

Profissionais em qualquer uma das seguintes áreas: Psicologia, Medicina, Educação, Enfermagem, Serviço Social, Educação Social, Animação Socio-Cultural, entre outras.

Conteúdos Programáticos

  • Definição e caracterização do fenómeno da violência.
  • Caracterização da violência em contexto escolar.
  • Factores individuais, contextuais e interpessoais promotores e inibidores do comportamento violento.
  • Abordagem sistémica/ecológica da problemática da violência.
  • Métodos e técnicas de intervenção na problemática da violência em contexto escolar.
  • Aplicação da metodologia de intervenção a casos práticos.

Mais informações Aqui

Apenas três em cada dez alunos terminam o secundário sem nunca ter chumbado um ano

Outubro 21, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 21 de Outubro de 2010.

Fotografia de Adriano Miranda

 

Por Bárbara Wong

Conselho Nacional de Educação faz retrato do sector e recomenda mais investimento e mais percursos para estudantes.

Em 1994/95, entraram na escola 109.233 alunos; no final dos 12 anos de escolaridade, apenas 32.526 tinham terminado o 12.º ano. Era este o retrato do ensino secundário em 2005/06, ano em que apenas três em cada dez alunos concluíram o secundário sem nunca ter chumbado um ano.

Um cenário que o Conselho Nacional de Educação (CNE) quer que mude. Para isso, recomenda que sejam criados mais percursos escolares, de preferência individualizados, de maneira a não deixar nenhum aluno para trás. Os jovens que actualmente estão no 8.º ano são os primeiros para quem a escolaridade obrigatória é de 12 anos ou que têm de estar na escola até aos 18 anos de idade.

“Somos bons a ensinar o aluno médio, mas temos problemas em recuperar os que têm dificuldades. Temos dificuldade em atenuar os efeitos da condição de origem dos alunos”, reconhece Ana Maria Bettencourt, presidente do CNE, para quem “é preciso mais trabalho na sala de aula”. A equipa do conselho vai hoje ao Parlamento entregar o primeiro relatório sobre o Estado da Educação, que prevê fazer anualmente.

O CNE, um órgão que reúne representantes dos parceiros educativos, sociais e económicos, não produz estatística, mas coligiu a existente e faz a partir dela várias recomendações à tutela, da primeira infância ao ensino superior.

A preocupação deste relatório centra-se na “equidade e qualidade do sistema”, revela Ana Maria Bettencourt, lembrando que 43 por cento dos alunos do básico e secundário beneficiam de apoio social, o que revela o “nível de carência socioeconómica das famílias”. Nesse sentido, o CNE recomenda o “incremento das políticas de apoio educativo, no sentido de garantir melhores condições de frequência e de acompanhamento” dos alunos. Bettencourt lembra ainda que a população portuguesa, embora esteja a mudar, continua a ter qualificações baixas, quando comparada com a média da União Europeia.

O CNE está também preocupado com o abandono e o insucesso escolar. Relativamente ao insucesso, a situação vai mudando à medida que as crianças vão crescendo: ao longo dos seis primeiros anos, mais de 30 por cento dos alunos enfrentam o insucesso e, aos 15 anos, 45 por cento ainda frequentam o 3.º ciclo, quando deveriam estar mais à frente.

Sistema “ineficiente”

As repetências acumulam-se, assim como as dificuldades de aprendizagem. A percentagem de alunos a estudar no secundário, com a idade certa, é ainda muito reduzida. Portanto, o sistema “não assegura as condições” para que os estudantes concluam os estudos no tempo previsto. O secundário ainda tem taxas de transição e de escolarização na casa dos 60 por cento. “O sistema revela-se em boa parte ineficaz e ineficiente”, sublinha o relatório.

Combater este problema requer uma sinalização e intervenção precoces e a manutenção, nas escolas, de equipas educativas que acompanhem os alunos ao longo da sua escolarização. São também precisas estratégias pedagógicas que façam “face à imensa heterogeneidade cultural” existente. Sobre este tema, no relatório há um capítulo só dedicado às boas práticas, centrado em agrupamentos que viram baixar as taxas de insucesso graças a medidas como a criação de “ambientes ricos em aprendizagem”, através de orquestras ou de clubes, mas também com investimento em estratégias de recuperação dos alunos e de integração dos pais em processos de educação de adultos.

É também preciso mexer na oferta – as escolas não devem criar “guetos” para onde mandam os alunos com insucesso, mas apostar na qualidade. Preocupada, Ana Maria Bettencourt apela para que os efeitos da crise não se façam sentir na Educação.

Mais autonomia

O Conselho Nacional de Educação (CNE) defende que as escolas devem ter mais autonomia e maior responsabilização social e local para resolver os problemas. Os resultados dos vários ciclos devem ser monitorizados e acompanhados por acções, de maneira a que os problemas não se arrastem. É ainda necessário apostar na “melhoria das condições de trabalho e de bem-estar dos professores, reconhecendo a importância incontornável do seu papel”. Para o ensino superior, o CNE recomenda o aumento da captação de novos públicos e a diversificação da oferta.

Risco do excesso de peso das mochilas desvalorizado

Outubro 21, 2010 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Fotografia de Sérgio Azenha

Fotografia de Sérgio Azenha

Notícia do Público de 24 de Setembro de 2010.

Jorge Seabra, director do Serviço de Ortopedia do Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC), desvalorizou ontem os riscos para a saúde das crianças e adolescentes resultantes do peso das mochilas, assegurando que “a sobrecarga pode gerar cansaço, mas não origina nenhuma deformidade permanente da coluna”.

O especialista, que se tem dedicado ao tratamento da patologia da coluna vertebral em crescimento, considera que a sobrecarga das mochilas deve ser evitada, “por causar cansaço muscular e desconforto”, mas sublinha que “pode ser mais perigoso, para os jovens, praticarem um desporto com demasiada exigência, correspondendo às ambições de pais, que, por vezes, vêem nos filhos uns verdadeiros “Ronaldinhos”.

Numa nota divulgada através do serviço de comunicação, o HPC esclarece ainda que a escoliose, nomeadamente, “está ligada, na juventude, ao processo de crescimento da coluna vertebral e não tem qualquer ligação com más posturas, sobrecarga mecânica ou diferença do comprimento dos membros”.

 

 

 

 

 


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