Photomaton – Retratos de João dos Santos

Outubro 6, 2010 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Photomaton – Retratos de João dos Santos, filme de Tiago Pereira e Sofia Ponte, sobre o Drº João dos Santos, Sócio n.º 1 do Instituto de Apoio à Criança. A antestreia é no dia 19 de Outubro, cinema Londres, sala 1, 18.00 horas. Este filme está inserido na VIII edição do  doclisboa , que irá decorrer de 14 a 24 de Outubro de 2010.

“O filme documenta aspectos da vida de João dos Santos (1913-1987) que contribuem para uma reflexão sobre a contemporaneidade do seu pensamento. Médico, psiquiatra de formação, foi pioneiro na organização da saúde mental infantil em Portugal. A sua vasta cultura e activa intervenção cívica polarizaram à sua volta um vasto conjunto de discípulos e intelectuais de várias formações.”

InfoCEDI n.º 29 subordinado ao tema Bibliotecas Escolares

Outubro 6, 2010 às 1:00 pm | Publicado em CEDI, Publicações IAC-CEDI, Recursos educativos | Deixe um comentário
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Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 29. Esta é uma compilação abrangente e actualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre Bibliotecas Escolares. Outubro é o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares. Aproveitamos a data assinalada para nos debruçarmos sobre o tema. Assim, o presente InfoCEDI é o primeiro de dois números dedicados às Bibliotecas Escolares.Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line e pode aceder a eles directamente do InfoCEDI, Aqui

” Bullying, a última palavra é tua!”

Outubro 6, 2010 às 10:54 am | Publicado em A criança na comunicação social, Divulgação, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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O Projecto SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança, é parceiro da campanha Anti-Bullying do Canal Nickelodeon. Hoje dia 6 de Outubro de 2010, entre as 18.35 e as 19.25 poderá assistir ao Especial Bullying no Canal Nickelodeon . O Especial Bullying irá decorrer até o dia 8 de Outubro de 2010. Poderá consultar o micro-site da Campanha Aqui onde pode obter informações sobre o Bullying, vídeo, animações, o que fazer, etc.

Alunos aprendem ao ritmo da esperança

Outubro 6, 2010 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 26 de Setembro de 2010.

Fotografia de Pedro Cunha

Fotografia de Pedro Cunha

Por Jennifer Lopes

Integração social através da música foi a aposta que a Amadora e a Escola do Conservatório Nacional fizeram há três anos. O projecto está em 17 escolas espalhadas por todo o país.

Abrir a porta da Escola Básica de 2.º e 3.º ciclo Miguel Torga, na Amadora, é como levantar a tampa de uma caixinha de música. Ao longe, ouvem-se o som grave de um contrabaixo, o gemer agudo de um violino, o riso alto de uma criança, o ressoar dos passitos de outra. À medida que se avança pelos corredores, encontram-se pequenos momentos inesperados. A um canto, uma rapariga magra, tão alta como o contrabaixo que carrega, ensaia uma música familiar. Talvez de Beethoven. No corredor, um rapazito, pequeno, carrega um violino e agita no ar o arco. Enquanto uns conversam, falam do dia de aulas que passou, brincam, correm e riem pelos corredores, outros vão tocando. O ensaio da orquestra está quase a começar.

O projecto chama-se Orquestra Geração. Foi Wagner Diniz, professor da Escola de Música do Conservatório Nacional, que conseguiu dar-lhe pernas para andar. “Achámos que o nome representava a ideia de dar uma nova oportunidade àqueles a quem o programa se dirigia, uma nova geração”, explica Wagner, que no ano passado recebeu o prémio de mérito e inovação, no âmbito do Prémio Nacional de Professores, do Ministério da Educação.

Tudo começou em 2007, na escola Miguel Torga, onde existia um programa de integração social. A Câmara da Amadora e a Fundação Calouste Gulbenkian queriam dar-lhe um novo alento. Foi numa conversa entre Wagner Diniz e Jorge Miranda, director do Departamento de Educação e Cultura da autarquia, que a ideia surgiu. “Na minha estadia como bolseiro em Basileia, na Suíça, assisti a um concerto da orquestra Simón Bolívar e, através de colegas venezuelanos, tinha sido informado sobre El Sistema”, recorda Wagner. “Sugeri que o aplicássemos em Portugal”, conta. E assim foi. Hoje, cerca de mil alunos fazem parte da Orquestra Geração, que está a funcionar em 14 escolas na região de Lisboa, uma em Coimbra e duas em Trás-os-Montes. E são cada vez mais os estabelecimentos interessados em implementar o projecto.

Etnias diferentes

A Orquestra Geração “proporcionou ensino artístico a quem geralmente não tinha acesso”, contribuindo para a “integração de muitos jovens de etnias diferentes”, explica Wagner Diniz, que considera importante as crianças habituarem-se a conviver com “a cultura do outro”.

Raquel tem 15 anos, está na orquestra desde a sua criação e lembra-se perfeitamente de quando o projecto nasceu e do pouco interesse que lhe despertou na altura. “Achava que a música clássica não combinava comigo.” Mas um dia decidiu inscrever-se. “Já toco violoncelo há um ano e meio e estou a gostar”, afirma, com convicção. “No início, toda a gente tem dificuldades, mas se estivermos atentos, se nos dedicarmos, deixa de ser difícil”, confia.

Na orquestra, graças à qual diz ter feito novos amigos, Raquel progrediu a vários níveis. “Sempre me disseram que a orquestra era muito boa para o trabalho em grupo”, conta. “E, de facto, tenho notado que tenho melhorado no trabalho com outras pessoas.” Para Raquel, a orquestra é, sem dúvida, importante. “Os outros miúdos [de fora da orquestra] vão para casa ver televisão, estão sempre no computador. E acho que isto é uma boa oportunidade para fazermos coisas diferentes”, explica.

Um futuro melhor

Os pais também têm aderido ao projecto e chegam a incentivar os filhos a entrar ou permanecer na orquestra. Iara tem 11 anos e toca violino. Diz que foi a mãe que a incitou a inscrever-se e que o facto de os irmãos fazerem parte da orquestra lhe despertou o interesse em aderir. Para Iara, estar no projecto é importante. “Porque assim temos um futuro melhor, conseguimos o que queremos e vamos ser alguém na vida.” E é assim que a maioria dos pequenos músicos justifica a importância da Orquestra Geração. Muitos esperam conseguir, graças a ela, o que antes lhes parecia difícil de alcançar: um futuro melhor.

Apesar de não ser esse o objectivo do projecto, alguns talentos têm sido descobertos. “Já temos dez crianças a frequentar escolas vocacionais de música no regime profissional e integrado, nomeadamente, no Conservatório Nacional e na Metropolitana”, orgulha-se Wagner Diniz. A expansão do projecto a nível nacional é agora o principal objectivo. O professor considera fundamental que “seja constituída uma instituição sob a tutela do Ministério da Educação que possa passar a dirigir o projecto”. À entrada de uma sala de aulas, as crianças aglomeram-se. Cada uma tem o seu instrumento, que pode levar para casa para ensaiar. Já na sala, instaladas em semicírculo e de frente para o professor, tocam em conjunto a escala de Sol. Estão atentas e preocupadas em não errar. Afinal, o ensaio é importante. Em breve haverá um concerto. Concerto solidário poderá ajudar a criar o programa Geraçãozinha

As orquestras Geração preparam-se para dar um concerto solidário. É já na sexta-feira, dia um de Outubro, no Teatro Camões, em Lisboa. Além das crianças, estarão em palco António Rosado, Mário Laginha, Elsa Saque, António Wagner Diniz e José Manuel Brandão.

Esta é uma gala de angariação de fundos, por isso, se o público quiser, pode dar mais do que o custo dos bilhetes (dez euros), propõe o responsável do projecto, Wagner Diniz. Com esse montante, a equipa pretende não só continuar a financiar o actual projecto – “têm havido muitos cortes”, lamenta -, mas também arrancar com novos como o Geraçãozinha, uma orquestra para crianças entre os três e os seis anos, que poderá começar no próximo ano lectivo. Antes disso, é preciso formar professores à luz do projecto venezuelano e comprar novos instrumentos, pequenos.


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