1,4 por cento dos alunos são bullies

Outubro 2, 2010 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo da Pais & Filhos de 15 de Setembro de 2010.

«Ao contrário do que se pensa e do que é transmitido não há tantos alunos bullies.» A afirmação é de Luísa Carrilho, coordenadora do estudo “Bullying – Agressividade em Meio Escolar”, que será apresentado esta quarta-feira, em Oeiras.

Em declarações à agência Lusa, a psicóloga clínica revelou que foram analisados 1410 alunos do primeiro ciclo de escolaridade dos concelhos de Oeiras e de Loures e que “menos de 20 eram bullies”, ou seja, 1,4 por cento.

«Há algumas crianças instáveis e até agressivas, mas um bully é uma criança que assume uma acção agressiva para com o seu par de forma continuada, que continuadamente persegue o par, o colega, e que o agride verbalmente, psicologicamente e até fisicamente. O que concluímos é que isso não acontece continuamente», explicou.

«Claro que há muitos meninos com níveis de agressividade elevados. Instáveis também, mas batem à toa e não elegem um objecto de vitimização. Já os bullies elegem uma vítima e agridem-na intencionalmente e constantemente. Desses há muito poucos nas escolas portuguesas», acrescentou.

Luísa Carrilho alertou ainda para o facto de as crianças bullies precisarem de um intervenção, para não se tornarem um adulto bully, ou seja, um mooby. A psicóloga diz ter conhecimento da existência de «muitos casos de moobying» em organizações portuguesas. «Em vez de bater ou de chamar nomes, como fazia quando era criança, o indivíduo sentirá prazer em chatear ou embirrar com aquele colega específico, ou fazer da sua vida um inferno, intencionalmente.»

O estudo “Bullying – Agressividade em Meio Escolar”, contou também com a participação do investigador da Universidade Nova de Lisboa Paulo Nogueira e da directora de Instituto de Prevenção e Tratamento da Dependência Química e Comportamentos Compulsivos, Teresa Bacelar.

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