I Centenário da República Portuguesa

Setembro 27, 2010 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

“No âmbito do ‘I Centenário da República Portuguesa’, o Museu da Presidência da República  apresenta uma série de eventos de 01 a 05 de Outubro de 2010 onde a população em geral poderá visitar e apreciar a exposição documental relativo ao tema ‘I Centenário da República Portuguesa ‘. A entrada é livre e há inúmeras actividades pedagógicas destinadas às crianças e adolescentes!” Mais informações Aqui

Festa Grande ©

Setembro 27, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

GUIA PARA PAIS ESTRATÉGIAS PARA AJUDAR OS SEUS FILHOS A ESTUDAR

Setembro 27, 2010 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

“Todos os anos, há 31 mil crianças com menos de 15 anos que morrem vítimas de homicídio”

Setembro 26, 2010 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Entrevista ao Público de Marta Santos Pais, representante especial na ONU no dia 19 de Setembro de 2010.

Fotografia de EDUARDO MUÑOZ/REUTERS

Fotografia de EDUARDO MUÑOZ/REUTERS

Por Natália Faria

Há razões para optimismo: todos os anos se salvam milhões de crianças. Mas também para alarme: muitos milhões morrem e muitas crianças não são registadas

A portuguesa Marta Santos Pais é a representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a área da Violência Contra Crianças, depois de vários anos a dirigir, em Florença, o centro de pesquisa Innocenti, da Unicef. Com 30 anos de experiência na luta pelos direitos humanos, diz que a violência contra as crianças, sobretudo as raparigas, deve constituir um dos alvos da ONU para depois de 2015.

Na perspectiva da protecção das crianças, que balanço faz dos Objectivos do Milénio?

Houve grandes progressos. Em relação a crianças com idades inferiores a cinco anos, houve um decréscimo de 28 por cento na taxa de mortalidade. Isto significa que, a cada ano, se salvam mais quatro milhões de crianças. Também temos muito mais crianças que se inscreveram na escola, sobretudo a nível de educação primária, e uma muito maior sensibilidade perante os desafios que se apresentam à vida das crianças. Mas esta década também permitiu conhecer melhor as populações mais vulneráveis. Por exemplo, quando pensamos nas crianças que continuam a perder a vida no primeiro ano de vida, verificamos que a taxa de mortalidade infantil é superior entre as famílias mais pobres e entre as que vivem em zonas rurais, afastadas dos centros de saúde. Portanto, isto dá a indicação de que os esforços futuros terão que dar prioridade a estes grupos mais afastados. Outro exemplo é a situação das raparigas no que toca à educação: sabemos que existe menor disparidade entre rapazes e raparigas no acesso à escola mas também ficamos a saber que, entre os dez milhões que estão fora da escola, a maioria são raparigas.

Imagino que a questão da igualdade de géneros seja um combate mais difícil, porque mexe com questões culturais…

Há aqui uma convergência de vulnerabilidade relativamente ao sexo e à capacidade económica, sobretudo na Ásia do Sul e na África subsariana. As raparigas correm o risco de vir a casar mais cedo que os rapazes e as mais pobres correm um risco três vezes mais elevado de casar antes dos 18 anos do que as raparigas das famílias com maiores posses económicas. As que casam mais novas – muitas vezes por força da própria legislação e da pressão social – são levadas a abandonar a escola, porque a lei não permite que elas continuem a participar da vida escolar. Infelizmente, o que acontece também é que, entre as raparigas que ficam grávidas entre os 15 e os 19 anos, há todos os anos 70 mil que morrem por razões relacionadas com a sua gravidez. Por outro lado, as raparigas que são mães com idades inferiores a 15 anos têm cinco vezes maior risco de vir a morrer quando dão à luz do que as raparigas que casam com 20 ou mais anos de idade.

Se os próprios governos emitem legislação que, no fundo, reforça estas desigualdades…

… Que não as combate. O papel dos Estados é uma das questões que têm de ser encaradas de forma muito séria. É preciso garantir que estes adoptem, por um lado, campanhas de sensibilização que ajudem a reconhecer o papel construtivo e equitativo da rapariga e da mulher e, por outro lado, é preciso garantir a adopção de legislação que não permita qualquer tipo de discriminação, por exemplo, relativamente ao estabelecimento de uma idade de acesso ao casamento. E é preciso garantir que as raparigas possam registar-se na escola, sem correr o risco de a abandonar. Esta discriminação positiva é importante por causa da violência a que as raparigas estão sujeitas dentro do ambiente escolar. Os estudos que temos mostram que entre 15 a 30 por cento das raparigas que frequentam a escola correm o risco de ser vítimas de abuso sexual, seja por colegas mais velhos, seja pelo pessoal da escola ou pelo próprio professor.

Nalguma região específica?

Há um estudo na Suazilândia que confirmava a elevada taxa de violência escolar. Mais recentemente, um outro estudo, no Gana, reconheceu que cerca de 14 por cento das raparigas teriam sido alvo de abuso sexual. Claro que isso leva as famílias a estar muito mais abertas a encorajar o abandono escolar.

Porque estes problemas são menos prementes, se comparados com a fome e com a pobreza extrema, tendem a ser negligenciados?

Há um risco elevado de serem considerados como problemas de menor importância, também porque são emotivamente mais difíceis de abordar. Porém, não nos podemos esquecer que, todos os anos, há 31 mil crianças com menos de 15 anos que morrem vítimas de homicídio. Isso não é uma nota de pé de página: é um problema que, de forma transversal, toca todos os Objectivos do Milénio.

E depois de 2015?

A nível global, há 1500 milhões de crianças que sofrem violência todos os anos, continuamos a ter taxas elevadíssimas de raparigas que são obrigadas a casar e um número muito alto de crianças que morrem na sequência de violência, mas, como nenhum dos objectivos fixados em 2000 deu visibilidade a estes problemas, há o risco de estes serem considerados secundários. Portanto, a minha esperança é que, ao olhar-se para a agenda que terá de se seguir, sejam identificados estes novos indicadores na área da protecção dos direitos da criança.

O relatório da UNICEF também aponta o problema das crianças não registadas à nascença.

Esse é outro dos aspectos que era importante considerar porque as crianças que não estão registadas – e estima-se que haja todos os anos cerca de 50 milhões de crianças que não são registadas – é como se não existissem. Não beneficiam para efeitos de planificação dos serviços de Estado e de consideração do orçamento que é necessário para a área social de cada país, e, quando são objecto de violência, exploração ou tráfico, também não sabemos que isso acontece porque elas são invisíveis.

Estão espelhadas, por exemplo, nos 8,8 milhões de crianças que morrem a cada ano?

Não estando registadas, não fazem parte dessa estatística. O que se diz é que, nos países em vias de desenvolvimento, entre as crianças com idades inferiores a cinco anos, só metade é que são registadas quando nascem. Isto acontece porque as famílias vivem longe dos centros, não podem pagar o transporte para ir à cidade fazer o registo, ou simplesmente não percebem por que é importante fazer o registo.

Obesidade Infantil – Prevenção em Parceria

Setembro 25, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

O Hospital do Futuro em parceria com o Hospital dos Lusíadas – HPP, vai organizar a Sessão “Obesidade Infantil – Prevenção em Parceria”, no dia 21 de Outubro de 2010. Mais informações Aqui

Progressos salvam quatro milhões de crianças por ano mas ainda morrem 8,8 milhões

Setembro 24, 2010 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Artigo do Público de 19 de Setembro de 2010.

Fotografia de Radu Sigheti/Reuters

Por Natália Faria

A mortalidade baixou de 100 para 72 mortes por cada mil nados-vivos. Ásia do Sul e a África subsariana mantêm taxas muito elevadas.
Uma criança nascida num país pobre – por exemplo, na África Subsariana – tem dez vezes mais probabilidade de morrer do que outra criança nascida num país rico. Se, contra a geografia, aquela criança sobreviver, tem duas vezes menos probabilidades de receber tratamento contra a pneumonia ou contra a diarreia – duas das principais doenças que fazem com que 8,8 milhões de crianças com menos de cinco anos continuem a morrer a cada ano que passa.

Se, ainda assim, essa criança africana – por exemplo do Zimbabué – conseguir chegar aos cinco anos de idade, tem dois terços menos de probabilidade de frequentar uma escola primária do que se vivesse num país com recursos. Esta contabilidade, contida no relatório que a UNICEF divulgou no início deste mês, mostra que as metas fixadas pelas Nações Unidas continuam por cumprir, atendendo a que as crianças são transversais à quase totalidade dos oito Objectivos do Milénio.

No tocante ao objectivo de, até 2015, reduzir em dois terços a mortalidade dos menores de cinco anos, o mesmo relatório sublinha que, entre 1990 e 2008, aquela taxa caiu 28 por cento – de 100 para 72 mortes por cada mil nados-vivos. Isto significa que há menos quatro milhões de crianças a morrer todos os anos, nas contas feitas ao PÚBLICO pela representante especial do secretário-geral da ONU para a área da Protecção da Criança (ver entrevista na pág. 6). Porém, na África Subsariana uma em cada sete crianças continua a morrer antes de completar os cinco anos e isso basta para mostrar que, dez anos depois do compromisso assumido pelas Nações Unidas, o mundo continua um lugar muito desigual. Entre os 67 países que apresentavam taxas de mortalidade infantil demasiado altas, apenas dez estão, actualmente, e ainda segundo a UNICEF, no bom caminho para atingir a meta definida.

Os países da África Subsariana – que reúnem um quinto das crianças do mundo com menos de cinco anos – contribuem com quase metade para estas cifras. Apesar de terem conseguido baixar em 22 por cento aquela taxa de mortalidade, a altíssima fertilidade fez com que, em termos absolutos, as mortes tenham na realidade aumentado: de quatro milhões, em 1990, para 4,4 milhões em 2008.

A desnutrição e a falta de acesso a cuidados de saúde primários, bem como a água potável e saneamento, estão na origem da maioria destas mortes, das quais 43 por cento resultaram directamente de doenças como pneumonia, diarreia, malária e sida.

Vacinação e desigualdades

Mas, afinal, o que é que já foi feito? Na vacinação, a UNICEF aponta os progressos alcançados na luta contra o sarampo. Em África, em 2008, a vacinação contra aquela doença já cobriu 81 por cento daquele continente – 70 por cento em 2000. Contudo, nem mesmo aqui a vitória é definitiva. A UNICEF alerta que, se não houver dinheiro para financiar as campanhas de imunização, as doenças relacionadas com o sarampo poderão matar 1,7 milhões de crianças entre 2010 e 2013.

Pela positiva: o Egipto já alcançou a meta de reduzir em dois terços a mortalidade dos menores de cinco anos, muito à conta da vacinação contra o sarampo que cobriu 92 por cento daquele território. No Vietname, a imunização chegou a 90 por cento das crianças e grávidas e a taxa de mortalidade dos menores de cinco anos baixou de 56 mortes por cada mil nados-vivos, em 1990, para 14 mortes por cada mil nados-vivos em 2008. O Bangladesh lançou a maior campanha de vacinação de sempre contra o sarampo, tendo imunizado 33,5 milhões de crianças entre os nove meses e os dez anos de idade, em apenas 20 dias.

Ainda o copo meio cheio: no Camboja uma campanha pró-amamentação fez com que a taxa de bebés que bebem leite materno tenha aumentado de 13 para 60 por cento, entre 2000 e 2005. No Congo, Gabão, Mali e Zimbabué gestos simples como a distribuição em larga escala de redes de mosquitos tratadas com insecticida contribuíram para que as mortes por malária tenham diminuído 44 por cento, entre 2004 e 2006.As desigualdades, porém, assumem outros rostos. A meta de garantir um ensino primário universal, ou seja, que não deixasse uma única criança de fora por mais remota que seja a aldeia em que viva, continua por cumprir. A UNICEF calcula que, em 2008, mais de 100 milhões de crianças em idade de frequentar a escola primária não sabiam o que era uma sala de aula. A maior parte destas crianças (75 milhões) reside na Ásia meridional e na África Subsariana. No tocante ao ensino secundário, são apenas 12 os países em desenvolvimento em que a taxa de escolarização chega aos 90 por cento.

No tocante à igualdade de géneros, há pontos de luz a assinalar, já que dois terços dos países conseguiram em 2005 a paridade entre géneros na escola primária.

Quanto à erradicação da pobreza extrema e da fome, apenas metade dos países (62 em 118) vão ainda a tempo de reduzir estes fenómenos para metade dentro do prazo definido pela ONU – 1,8 mil milhões de pessoas viviam em 1990 abaixo do limiar de pobreza. Mais uma vez, os países mais atrasados situam-se na África Subsariana e na Ásia meridional.

Invisíveis nas estatísticas

Reverter a propagação do VIH/sida também continua uma miragem. Em 2008, à volta de 33,4 milhões de pessoas viviam com o VIH (7 milhões eram menores de 24 anos) e a UNICEF calcula que 17,5 milhões de crianças tinham perdido um ou ambos os pais por causa da sida. Naquele mesmo ano, 2,1 milhões de crianças viviam com o vírus e 280 mil tinham morrido por causas relacionadas com o VIH que eram facilmente preveníveis.

Se a criança do Zimbabué tivesse chegado à idade adulta, o mais certo era que tivesse contraído o VIH e o mais certo era também que não a pudéssemos incluir nestas estatísticas, já que, tanto na África Subsariana como na Ásia meridional, apenas 35 por cento das crianças são registadas à nascença. As restantes 65 por cento continuam a não constar dos registos oficiais, logo são estatisticamente invisíveis.

Mostra de Matilde Rosa Araújo na Biblioteca Nacional

Setembro 24, 2010 às 12:16 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Decorre até o dia 30 de Setembro de 2010, uma Mostra patente na Sala de Referência da Biblioteca Nacional sobre Matilde Rosa Araújo (1921-2010), sócia fundadora do Instituto de Apoio à Criança e Directora do Boletim do IAC. Imagem retirada do site da Biblioteca Nacional

O Futuro em Aberto : Incertezas e Riscos nas Escolhas Escolares

Setembro 24, 2010 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

O Instituto de Ciências Sociais, vai organizar o Seminário Internacional “O Futuro em Aberto : Incertezas e Riscos nas Escolhas Escolares” no dia 1 de Outubro de 2010, no Anfiteatro A. Sedas Nunes. A entrada é livre.

FESTIVAL EUROPEU DE MÚSICA E AVENTURA PARA CRIANÇAS – BIG BANG

Setembro 23, 2010 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

“O BIG BANG – Festival Europeu de Música e Aventura é um projecto internacional que envolve parceiros de cinco países diferentes: Zonzo Compagnie (Bélgica), CCB (Portugal), Stavanger Konserthus (Noruega), Ópera de Lille (França) e Millenáris (Hungria). Apoiado pelo Programa Cultura da União Europeia, este festival visa a criação de uma plataforma de encontro de compositores, músicos, performers e seus projectos de criação, tanto portugueses como europeus, de forma a estimular e contribuir para a criação e apresentação de música contemporânea de qualidade para crianças. O BIG BANG em Lisboa será co-organizado pelo CCB/Fábrica das Artes e pela Zonzo Compagnie.Nos dias 8 e 9 de Outubro, o BIG BANG será uma viagem aliciante de descoberta partilhada, destinado a crianças entre os 4 e os 12 anos e aos adultos que as acompanham. A programação de sexta-feira, dia 8, destina-se a escolas e a de sábado, dia 9, será orientada para famílias.
Depois desta experiência nenhuma criança se poderia chamar assim se ouvisse música da mesma maneira.” Mais informações Aqui

OIT lança estudo sobre o impacto da crise económica no emprego de jovens

Setembro 23, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

“O novo Relatório, «Global Employment Trends for Youth , August 2010», apresenta as tendências do emprego de jovens a nível mundial e regional, dos jovens entre os 15 e os 24 anos, com especial enfoque para o impacto da crise económica sobre este grupo.

O Relatório revela que em finais de 2009 dos 620 milhões de jovens económicamente activos entre os 15 e os 24 anos a nível mundial, 81 milhões estavam desempregados – o número mais alto na história, que representa 7,8 milhões mais do que em 2007. A taxa de desemprego de jovens aumentou de 11,9 por cento em 2007 para 13 por cento em 2009.

Juan Somavia, Director Geral da OIT, referindo-se ao Relatório, alerta ” Os jovens são o motor do desenvolvimento económico. Desaproveitar este potencial é um desperdicio económico que pode enfraquecer a estabilidade social. A crise constitui uma oportunidade para reavaliar as estratégias para fazer face às graves desvantagens que os jovens enfrentam no ingresso no mercado de trabalho.”

Download do relatório Aqui

« Página anteriorPágina seguinte »


Entries e comentários feeds.