“Ajuda-me a Sorrir, Mãe”

Setembro 8, 2010 às 9:00 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

“A Embaixatriz de Moçambique em Portugal, Glória Mkaima, criou o projecto “Ajuda-me a Sorrir, Mãe“, iniciativa que visa criar fundos financeiros e parcerias para colmatar dificuldades sentidas no apoio às crianças desfavorecidas de Moçambique. A Direcção Regional do Alentejo do IPJ, IP associou-se a este projecto “Ajuda-me a sorrir, Mãe”, fazendo a recolha de livros escolares e infantis para as crianças desfavorecidas de Moçambique, nas três Lojas Ponto JA que constituem esta Direcção Regional:”

Loja Ponto JA de Beja: Rua Professor Janeiro Acabado s/n
7800-506 Beja

Loja Ponto JÁ de Évora: Praça da Republica, 119
7700-656 Évora

Loja Ponto JÁ de Portalegre: Estrada do Bonfim
7300-067 Portalegre

Contactos: 266737300 ipj.evora@ipj.pt

Mais informações Aqui

Workshop “DISLEXIA: Teoria, Diagnóstico e Intervenção”

Setembro 8, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

A Oficina Didáctica vai dar o 7º Workshop “DISLEXIA: Teoria, Diagnóstico e Intervenção”. Mais informações Aqui

“Uma criança na Casa Pia em Lisboa custa seis vezes mais do que no Refúgio”

Setembro 8, 2010 às 6:01 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Reportagem do i de 31 de Agosto de 2010.

Fotografia de Melanie Maps

por Marta F. Reis

Cavaco Silva não rejeita a hipótese de um sistema de emergência infantil nacional – mas seria pesado

Cavaco Silva fez ontem a primeira visita oficial ao Refúgio Aboim Ascensão, em Faro. Reconhece que o modelo de emergência infantil que o centro lançou há 25 anos talvez seja demasiado pesado para as finanças do país, mas é cada vez mais necessário. Para o director do centro, Luís Villas-Boas, as verbas não são o principal problema. “É preciso pôr as instituições a funcionar e mudar mentalidades”, disse ao i o mentor da remodelação da instituição particular cristã de solidariedade social fundada em 1933 no primeiro centro de acolhimento moderno do país, em 1985. “Quando houver um sistema nacional de emergência reduzirá dramaticamente o número de crianças em perigo.”

Historicamente, defende Villas-Boas, “o que temos é este modelo criado há 25 anos e o que o dominou sempre, de internar crianças entre quatro paredes até aos 18 anos”. Mas há outros números na caixa de Pandora, que na sua opinião, Cavaco Silva abriu ontem em Faro. “Uma criança na casa Pia custa seis ou sete vezes mais do que no refúgio. Um bebé abandonado numa cama do hospital Amadora-Sintra ou no Hospital Maria no Pia no Porto custam 500 euros por dia, 15 mil por mês.” No Refúgio Aboim Ascensão, as 95 crianças custam 2,4 milhões de euros por ano, apenas 43% comparticipados pelo Estado.

A quebra na natalidade, o aumento da pobreza e “demasiadas crianças a viverem durante demasiado tempo em instituições” são maus augúrios para o Presidente da República, para quem a realidade nacional obriga a um esforço orçamental nesta área. A visão de Cavaco Silva contraria o balanço positivo do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, no relatório anual sobre os jovens em instituições de acolhimento divulgado em Abril. Os dados revelados então pela Secretária de Estado, Idália Menezes Moniz, davam contam de uma diminuição de 4% das crianças acolhidas entre 2008 e 2009, menos 34% desde 2004. No ano passado estavam identificadas 12 579 crianças e jovens em risco, destas 9563 estavam institucionalizadas em Lares de Infância e Juventude, Centros de Acolhimento Temporário ou famílias de acolhimento. O número de crianças que deixou os serviços de acolhimento ultrapassou as novas entradas, com uma taxa de desinstitucionalização de 21,4%, e 24% das 3016 crianças que saíram do sistema a regressarem a família nuclear.

Para o padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), a realidade está no meio-termo. “Temos de saber ler os números. Há menos crianças a ser institucionalizadas mas há mais adolescentes, que são mais problemáticos”, diz. Na opinião do responsável, seria a altura para fazer uma avaliação do Plano Dom, aprovado em 2007 para requalificar as redes de lares de infância e juventude e promover a noção de que o lar não é o substituto da família actual ou futura da criança.

“Muitas instituições interrogam-se hoje sobre o seu futuro. Foram imaginadas e implementadas a pensar na primeira infância, e hoje pode não ser essa a sua vocação ou capacidade educativa”, diz Lino Maia. O orçamento também não é suficiente, sublinha. Segundo o último protocolo de cooperação, assinado em 2009 entre a CNIS, a União das Misericórdias Portuguesas e a União das Mutualidades, com um reforço de 12% em relação aos montantes de 2008, prevê a comparticipação financeira de 469,11 euros por utente/mês nos Lares de Crianças Jovens – cerca de 36 milhões de euros por ano quando multiplicado pelas 10 mil crianças no sistema.

Para Villas Boas, o governo está a fazer “o que pode” mas o facto de ter acolhido uma criança com VIH com poucos dias, que nenhuma instituição acolheu em Lisboa, ou outra criança com trissomia 18, são sintomáticos da lacuna da rede. “As bases do nosso serviço de emergência são o carácter temporário, precoce, científico e seguro”, defende, algo que entende que continua a contrariar a realidade nacional das crianças em instituições de acolhimento, mesmo que hoje a prioridade dos projectos de vida dos jovens em instituições de acolhimento das crianças já seja o regresso à família, depois o acolhimento e por fim a adopção. Para o director do Refúgio Ascensão, a situação das crianças como sinais de um mau futuro para o país, como ontem sublinhou Cavaco Silva, é mais antiga do que os problemas da estrutura nacional. “Temas como crianças e família ficaram sempre fora dos tratados europeus.”


Entries e comentários feeds.