Hoje há cinema no miniBicharoco

Agosto 27, 2010 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Jovens adoptados usam Facebook para falar com pais biológicos

Agosto 26, 2010 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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No Reino Unido já houve vários casos. Em Portugal, oficialmente, ainda não é conhecido nenhum, mas a questão já é discutida.

Nuns casos, foram os pais biológicos que os detectaram através do Facebook, mas a maior parte das vezes foram os próprios jovens, adolescentes ainda menores adoptados, que, sabendo o primeiro e último nome dos pais biológicos, os encontraram. Não será a primeira vez que se ouve esta história, mas a diferença é que já não é preciso sair do quarto, ir a outra cidade ou descobrir uma morada para encontrar alguém: com poucos dados, estamos todos à distância de um clique, mesmo separados por muitos quilómetros.

Embora em Portugal, segundo o presidente do Instituto da Segurança Social, Edmundo Martinho, não tenha ainda sido reportado qualquer caso semelhante, no Reino Unido já foram identificados vários. De acordo com um artigo publicado em The Guardian por Eileen Fursland, jornalista e escritora com dois livros sobre o tema (Facing up to Facebook: a Survival Guide for Adoptive Families e Social Networking sites and Adoption), há inúmeras situações de jovens que contactaram os pais biológicos e outras, em menor número, em que foram os pais a procurar os filhos que deram para adopção, através do Facebook.

Verdades incómodas

No artigo, há vários testemunhos destes contactos e os assistentes sociais mostram-se preocupados com as consequências que contactos não planeados podem ter, a nível emocional, não só para o jovem, como para toda a gente envolvida. A descoberta de verdades incómodas, reveladas sem preparação, e a gestão de sentimentos contraditórios são algumas dos efeitos que, sem mediação, podem ser difíceis de controlar.

Um assistente social citado no artigo diz que em North Yorkshire já há dezenas de casos de crianças a seguir o rasto dos pais biológicos e que, todas as semanas, recebe telefonemas de pais adoptivos em pânico por se aperceberem que os filhos têm mantido esse contacto.

A adolescência, sobretudo entre os 14 e 15 anos, parece ser a idade mais vulnerável a este tipo de aproximações.

No Reino Unido, já houve mesmo uma conferência intitulada Facing up to Facebook à qual foram mais de cem assistentes sociais, interessados em perceber como proteger as crianças e adolescentes e como aconselhar as famílias nestes casos. Para Outubro, está a ser planeada uma outra conferência em Manchester.

Acompanhamento

Tanto no Reino Unido como em Portugal, o jovem é acompanhado durante o processo de descoberta das suas origens. Embora a legislação portuguesa não o regulamente “de forma expressa”, é “prática dos serviços de adopção, o enquadramento psicológico dos jovens adultos que solicitam a consulta dos seus processos de adopção”: “Em regra, após a autorização concedida pelo tribunal para consulta quer do processo judicial quer do processo administrativo de adopção, o interessado é acompanhado nessa pesquisa por um técnico do serviço de adopções”, esclarece Edmundo Martinho por e-mail.

A ausência destes cuidados, quando o contacto é feito através de redes sociais como o Facebook, é uma das principais preocupações dos técnicos. “De qualquer forma”, acrescenta Edmundo Martinho, “nos programas de formação para a adopção, os candidatos a pais adoptivos recebem informação” sobre as formas de “trabalhar a revelação da situação de adoptado com os seus filhos, de modo a preparar uns e outros para a eventualidade de qualquer tentativa de encontro da parte dos pais biológicos”, aprendendo ainda maneiras de “acompanhar os menores nas suas perguntas e investigações sobre as suas origens”.

Potenciar o risco

Embora reconhecendo que “o Facebook e de uma maneira geral as redes sociais potenciam o risco de se estabelecer um contacto não planeado e não autorizado entre pais biológicos e crianças adoptadas”, Edmundo Martinho defende que, se “os pais e filhos tiverem uma adequada preparação para lidar com as histórias de vida passadas, essa circunstância não apresenta maior perigosidade do que muitos outros contactos” estabelecidos através da Internet. “Não penso que esta questão tenha autonomia relativamente aos outros riscos já suficientemente identificados da utilização da Internet por crianças e adolescentes e para os quais os pais devem receber a necessária preparação, para estarem atentos e poderem controlar a utilização das redes sociais por filhos adolescentes, e minimizar esses riscos”, diz o presidente do Instituto de Segurança Social.

Público em 23 de Agosto de 2010

Crianças hiperactivas nos Estados Unidos são mal diagnosticadas!

Agosto 26, 2010 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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De Stephanie Diani para USA TODAY

Pouca concentração, desassossego e energia fazem parte do crescimento mas estão a ser confundidos como doença. Muitas crianças diagnosticadas com hiperactividade nos Estados Unidos são mais novas do que as crianças com quem estão e o comportamento que têm não é anormal, é só mais imaturo do que o dos seus pares. Um estudo a publicar no Journal of Health Economics explica porquê.

Nos EUA, o ano de entrada de uma criança no jardim-de-infância é definido por uma data, quem completa cinco anos antes dessa data entra num ano e quem faz essa idade a seguir à data, entra no ano seguinte. O investigador Todd Elder, da Universidade Estatal de Michigan, comparou a proporção de crianças diagnosticadas com hiperactividade em dois grupos que, apesar de terem nascido com poucos dias de diferença, entraram no jardim-de-infância em anos diferentes.

Com uma amostra de 12 mil crianças, o investigador mostrou que os alunos mais novos no seu ano têm uma probabilidade 60 por cento superior de serem diagnosticados com esta síndroma do que os alunos mais velhos. Isto resulta que 900 mil dos 4,5 milhões de crianças (20 por cento) com hiperactividade podem ter sido mal diagnosticados. Estas crianças podem esta a tomar medicamentos sem necessidade. “Se uma criança não consegue ficar parada, pode ser porque tem cinco anos e os outros miúdos têm seis”, resumiu Elder.

Público em 18 de Agosto de 2010

Leia mais sobre este estudo AQUI.

Domingo vamos a Óbidos ouvir José Jorge Letria contar histórias

Agosto 26, 2010 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A decisão de ter um filho, por Mário Cordeiro

Agosto 25, 2010 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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«Francamente, não percebo que raio de ideia lhes deu para terem outro filho! Imagina que o João e a Francisca resolveram ter mais um. Devem ser loucos. Já? Mas não acham que ano e meio de intervalo é pouco? Eu, se fosse a vocês…»  Eu se fosse a vocês… Mas eu não sou vocês. E, com o passar dos tempos, esta verdade de La Palice tem ganho dimensão na minha cabeça. Eu não sou vocês, como ninguém é o outro. Complicado? Demasiado óbvio? Responderia: claro, simples, mas infelizmente nem sempre evidente.

JARDINS SECRETOS OU TERRA DE TODA A GENTE?

O que são os filhos? Quem tem o dever, o direito, a responsabilidade de os planear, decidir ter, criar, educar, fantasiar, projectar? A resposta parece indubitável: os pais. E quando cada vez mais se fala de «parentalidade responsável», talvez seja bom não roubarmos com uma mão o que acabámos de estender na outra.

Todos nós fantasiamos bebés desde os nossos dezoito meses de idade. Desde que embalamos um urso de peluche ou um boneco, desenham-se à nossa frente centenas de filhos, nos quais iremos pensar cada vez que virmos um bebé, um boneco, uma fotografia ou um berço no passeio. A realidade será outra, desde nenhum a muitos, seja ela fruto do acaso que tinge todos os percursos de vida, seja forjada em decisões quase lógicas e racionais. Mas depois de começarmos a pensar em bebés, fantasiamos os pais ou mães dos nossos bebés, o que passa pela sedução do nosso pai ou da nossa mãe, da professora da escola, dos actores e actrizes de Hollywood ou pelas namoradas e namorados do jardim de infância, num dia «os maiores», no outro «meninos para os quais nem sequer olhamos porque são uns estúpidos».

Serve isto para dizer que ter filhos é um projecto a dois, mesmo quando parece não ser. É a dois porque «tem de ser a dois», como diria o «amigo do óbvio», mas também é a dois porque mesmo que a relação seja ocasional, mais sexual do que projecto, há na mente a ideia da concretização da fantasia de ter filhos. É por isso (também) que as pessoas gostam de fazer amor.

Sendo um projecto a dois, maioritariamente baseado em amor, e sendo a criação de alguém (a palavra «criança» vem de «criar»…), envolve fazer, desenvolver, educar, orientar, apontar caminhos, cuidar… e amar. Será então possível que um projecto desta dimensão – o maior, mais fantasiado e melhor estruturado de toda a nossa vida – seja entendido, na sua totalidade, por outros? A resposta para mim é taxativa: não!. Não é nem poderia ser, porque, pelos menos nas comunidades ditas ocidentais, os pais são os responsáveis pelos filhos (a própria legislação é cada vez mais vigilante e punitiva para quem não assume esta responsabilidade) e, perante uma decisão desta dimensão, só a eles cabe decidir e só a eles cabe entender as razões das decisões.

Comentar, falar, emitir conselhos, opinar não é admissível e faz parte de um dos nossos defeitos principais, que é a desagradável relação de poder que a parte menos boa da nossa condição humana gosta de exercer, sempre que se entreabre uma janela. Dizer aos outros o que devem fazer (sem ser como resposta a um pedido expresso de opinião), em assuntos tão íntimos e privados, é invadir os seus jardins secretos, é desmanchar as construções mais pessoais, é querer controlar os outros nos territórios mais sagrados.

Continue a ler este artigo de Mário Cordeiro AQUI.

1º Evento Guia da Família

Agosto 25, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O 1º Evento Guia da Família realiza-se no próximo dia 5 de Setembro. O Parque Marechal Carmona, em Cascais, vai receber um evento totalmente dedicado à família.

As famílias que se deslocarem ao parque neste dia terão acesso gratuito a actividades, informações, produtos, jogos e workshops.

O evento conta com a participação especial de Vasco, mascote oficial do Oceanário, e com a actuação do Avô Cantigas, que prometem animar os mais novos. Como principal atracção, encontra-se a tentativa de fazer a Maior Concentração de Gémeos em Portugal.

Para além de um dia de animação, o objectivo é promover o conceito de família, através de palestras e colóquios que contam com a participação de personalidades e representantes de instituições que possam ajudar a fomentar as “Boas Práticas da Família”.

E porque 2010 é o ano da Biodiversidade, o Parque vai ser palco de actividades culturais e educativas que permitam despertar a importância da família nos hábitos ecológicos e de protecção do planeta.

O evento é de entrada e participação gratuita para todas as idades, dos “0 aos 100”!

Saina mais em Pais e Filhos

Movimento liderado por Gentil Martins luta por hospital exclusivo para crianças

Agosto 25, 2010 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Movimento liderado por Gentil Martins, sócio fundador do Instituto de Apoio à Criança, quer alteração do Plano Municipal:

O movimento de defesa do Hospital Pediátrico de D. Estefânia, o único de Lisboa, encabeçado pelo médico Gentil Martins, prepara-se para pedir uma alteração do Plano Director Municipal (PDM) para que este preveja um terreno para a construção de uma unidade autónoma e dedicada exclusivamente às crianças. Uma iniciativa reforçada com a decisão recente da Assembleia Municipal que votou, em unanimidade, pela presença de um hospital pediátrico na capital. “Há um mês, a Assembleia Municipal de Lisboa votou, em unanimidade, pela existência de um hospital pediátrico em Lisboa. Depois, o vice-presidente da câmara disse-nos que o PDM não contemplava espaço para o hospital. Este é um falso problema. É mentira dizer que o PDM não pode contemplar, porque nos foi dito que havia terreno suficiente e que o Governo só tem de o pedir. Vamos enviar cartas a pedir a mudança”, disse ao DN Gentil Martins, ex-director da cirurgia pediátrica do Hospital D. Estefânia.

Desde que o Ministério da Saúde anunciou o encerramento deste hospital e a sua integração no novo Hospital de Todos-os-Santos, que será construído em Chelas, que este movimento tem lutado para que essa intenção não se torne uma realidade. “As crianças precisam e merecem um tratamento especial”, defendeu. “A nossa ideia é um hospital completamente novo, com equipamentos modernos, mas separado do de Todos-os-Santos. Achamos que devem estar ao lado, que podem colaborar entre si, mas autonomamente. Queremos uma estrutura com pessoas que se dediquem à causa das crianças e não especialidades dirigidas por médicos de adultos”, afirmou. Gentil Martins e o movimento têm ainda mais dificuldade em aceitar a decisão do ministério quando outras cidades do País se preparam para abrir unidades exclusivamente para crianças. “Coimbra prepara-se para inaugurar um hospital pediátrico e o Porto quer avançar com um. Quererem destruir o de Lisboa é algo incompreensível. Que critérios são estes que 200 mil crianças em Coimbra têm direito a um hospital pediátrico e as 600 mil da zona sul não?”, questionou.

Gentil Martins lamenta ainda o silêncio da tutela. “Continuamos sem resposta. Reunimo-nos com a ministra há dois anos”, lamentou. Ao DN, fonte do gabinete de Ana Jorge disse apenas “que existe todo o interesse do ministério em resolver esta situação”. Até à hora de fecho da edição não foi possível obter esclarecimentos da Câmara de Lisboa sobre uma eventual alteração do PDM.

Diário de Notícias em 21 de Agosto de 2010

Regresso às aulas: associações criam fundos para crianças carenciadas

Agosto 24, 2010 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Ilustração de Peanuts por Charles M. Schulz.

Com o regresso às aulas à porta, instituições ligadas às crianças antecipam ano difícil. ‘Site’ da Internet e linhas de valor acrescentado são ideias para recolher fundos.

Diferentes organizações não governamentais dirigidas a crianças e jovens antecipam um ano muito difícil para os estudantes de famílias com carências socioeconómicas. E estão a preparar iniciativas para, já a partir de Setembro, altura do regresso às aulas, recolher fundos que permitam responder a necessidades que vão da alimentação ao material escolar, sem esquecer os projectos lúdicos.

Em declarações ao DN, Manuela Eanes, presidente do Instituto de Apoio à Criança (IAC), revelou a ambição de “juntar esforços, mobilizando personalidades de valor reconhecido pela população” para desenvolver “um site de Internet” em que “as pessoas possam fazer donativos, anonimamente”, mas também conhecer as dificuldades com que se deparam algumas crianças e as iniciativas que existem para as apoiar.

“Neste momento a minha maior dificuldade é arranjar quem desenvolva esse site, mas já pedi ajuda ao professor Luís Reto, reitor do ISCTE [Instituto Universitário de Lisboa], que se disponibilizou de imediato”, contou.

Para a mulher do antigo presidente, Ramalho Eanes, a inspiração poderá vir do projecto Portugal Solidário, lançado em conjunto com várias instituições, incluindo a Gulbenkian.

“O projecto Portugal Solidário acabou em 2009. Neste momento, estamos em 2010 e a ideia que temos é que 2011 será um ano ainda mais difícil. Seria importante relançar esta iniciativa com outras ideias, novas ambições.”

Manuela Eanes confessou-se “inquieta” com o impacto que a crise está a ter junto das crianças, e defendeu a urgência de a sociedade se mobilizar: “Se isto não avança depressa, teremos situações dramáticas. Na associação têm-nos chegado alguns casos críticos”, revelou, acrescentando ter confiança na boa vontade dos portugueses: “Em Portugal as pessoas são solidárias. Só é preciso haver gente para criar estes projectos e dinamizá-los.”

Entre os possíveis parceiros do projecto poderão estar entidades como a Gulbenkian, a Cáritas e a Cruz Vermelha. Também a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), cujo presidente partilha o sentimento da “urgência” destas acções, quer associar–se ao projecto.

“Há muitas famílias que terão dificuldades no início deste ano lectivo”, diz Albino Almeida. “Há situações de agregados familiares carenciados que, por dois ou três euros de diferença no rendimento, não têm direito a qualquer apoio da acção social escolar. E tememos que, com os novos métodos de cálculo dos apoios sociais, esse número aumente.”

Para o líder da Confap, possíveis iniciativas, capazes de reunir rapidamente apoios significativos para as famílias mais carenciadas, incluiriam “linhas de valor acrescentado ou mesmo um programa especial de televisão para o qual as pessoas telefonassem a dar as suas ofertas”.

Também das principais empresas, parceiras em projectos semelhantes no passado, poderá vir uma ajuda importante.

A distribuição dos apoios recolhidos deverá passar sobretudo pelas associações e entidades que trabalham com as crianças no terreno. Só o IAC apoia centenas de estruturas diferentes. Mas também não é excluída a hipótese de serem atribuídos apoios directos a algumas famílias.

Diário de Notícias em 22 de Agosto de 2010

SOS Criança recebe 10 queixas por dia

Agosto 24, 2010 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Linha do Instituto de Apoio à Criança registou 60 denúncias de abusos sexuais e pedofilia até 18 de Agosto.

Desde 1 de Janeiro até 18 de Agosto a linha SOS Criança, do Instituto de Apoio à Criança (IAC), recebeu 2279 denúncias de crimes ou situações envolvendo menores. Este número, que dá uma média de cerca de 10 apelos por dia, “já está um bocadinho acima da média”, adianta Manuel Coutinho, coordenador da linha.

Além do aumento de chamadas atendidas pela linha do IAC, Manuel Coutinho refere que os casos são também mais graves. “São situações mais complexas aquelas que nos chegam. No início da linha, em 1988/89, os casos resolviam-se com um telefonema e hoje obrigam a uma maior colaboração com outros parceiros. Temos de alertar a escola ou a polícia para resolver a situação”, explica o director-geral do IAC.

Exemplos dos casos mais complexos são as denúncias de abusos sexuais e pedofilia que, nestes primeiros oito meses do ano, já são 60, sublinha Manuel Coutinho. Destas, 50 são abusos sexuais, que se referem a menores com mais de 12 anos, e as restantes 10 têm como vítimas crianças abaixo dessa idade.

Mas a maioria dos casos registados (316 chamadas) é de crianças em perigo. Nestas situações, ainda não há maus tratos directos, mas “tem de se fazer um trabalho com a família e a criança tem de ser retirada do perigo. E o agressor tem de ser punido”, refere o psicólogo clínico. São exemplos de crianças em risco, aquelas que ficam sozinhas em casa ou dentro do carro enquanto os pais vão ao supermercado. Outra situação também comum no Verão, segundo Manuel Coutinho, é a de crianças que viajam com os pais de mota, sem capacete.

O psicólogo lembra ainda que durante as férias escolares as crianças acabam por ficar sozinhas em casa, uma das situações que faz aumentar os acidentes domésticos. “Estas crianças estão expostas ao perigo e já temos algumas pessoas que vão tendo a noção disto e telefonam a denunciar”, acrescenta.

Os dados avançados ao DN pela SOS Criança colocam a negligência no segundo lugar de situações que mais afectam os menores. Foram 266 estas queixas, que acontecem quando as crianças são colocadas em risco, mas de forma não intencional.

“Os pais não cuidam porque não têm capacidade psíquica ou emocional. Por exemplo, uma mãe que alimenta o filho à base de hidratos de carbono (como bolos) e ele fica obeso, mas os pais não têm a noção que estão a prejudicá–lo”, enumera o coordenador da linha de apoio.

Os maus tratos físicos em família motivaram 210 chamadas, enquanto os psicológicos deram origem a 93 queixas.

Diário de Notícias em 20 de Agosto de 2010

Alerta:ensine ao seu filho o valor da privacidade on-line!

Agosto 24, 2010 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Este alerta vem do presidente da Google, Eric Schmidt que afirmou que a única maneira de os jovens conseguirem apagar o passado da internet e esconderem asneiras da juventude é mudando de nome!!!

Em entrevista ao The Wall Street Journal, Schmidt afirma temer que os mais novos não consigam perceber as consequências de terem uma quantidade elevada de informações sobre si na web.

“Não acho que a sociedade entenda o que acontece quando tudo é disponibilizado, reconhecido e registado por todos o tempo todo. Isto quer dizer que temos realmente de pensar sobre essas coisas como uma sociedade“, sublinhou o responsável pelo gigante da internet.

Jornal i em 19 de Agosto de 2010

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