Regresso às aulas: associações criam fundos para crianças carenciadas

Agosto 24, 2010 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Ilustração de Peanuts por Charles M. Schulz.

Com o regresso às aulas à porta, instituições ligadas às crianças antecipam ano difícil. ‘Site’ da Internet e linhas de valor acrescentado são ideias para recolher fundos.

Diferentes organizações não governamentais dirigidas a crianças e jovens antecipam um ano muito difícil para os estudantes de famílias com carências socioeconómicas. E estão a preparar iniciativas para, já a partir de Setembro, altura do regresso às aulas, recolher fundos que permitam responder a necessidades que vão da alimentação ao material escolar, sem esquecer os projectos lúdicos.

Em declarações ao DN, Manuela Eanes, presidente do Instituto de Apoio à Criança (IAC), revelou a ambição de “juntar esforços, mobilizando personalidades de valor reconhecido pela população” para desenvolver “um site de Internet” em que “as pessoas possam fazer donativos, anonimamente”, mas também conhecer as dificuldades com que se deparam algumas crianças e as iniciativas que existem para as apoiar.

“Neste momento a minha maior dificuldade é arranjar quem desenvolva esse site, mas já pedi ajuda ao professor Luís Reto, reitor do ISCTE [Instituto Universitário de Lisboa], que se disponibilizou de imediato”, contou.

Para a mulher do antigo presidente, Ramalho Eanes, a inspiração poderá vir do projecto Portugal Solidário, lançado em conjunto com várias instituições, incluindo a Gulbenkian.

“O projecto Portugal Solidário acabou em 2009. Neste momento, estamos em 2010 e a ideia que temos é que 2011 será um ano ainda mais difícil. Seria importante relançar esta iniciativa com outras ideias, novas ambições.”

Manuela Eanes confessou-se “inquieta” com o impacto que a crise está a ter junto das crianças, e defendeu a urgência de a sociedade se mobilizar: “Se isto não avança depressa, teremos situações dramáticas. Na associação têm-nos chegado alguns casos críticos”, revelou, acrescentando ter confiança na boa vontade dos portugueses: “Em Portugal as pessoas são solidárias. Só é preciso haver gente para criar estes projectos e dinamizá-los.”

Entre os possíveis parceiros do projecto poderão estar entidades como a Gulbenkian, a Cáritas e a Cruz Vermelha. Também a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), cujo presidente partilha o sentimento da “urgência” destas acções, quer associar–se ao projecto.

“Há muitas famílias que terão dificuldades no início deste ano lectivo”, diz Albino Almeida. “Há situações de agregados familiares carenciados que, por dois ou três euros de diferença no rendimento, não têm direito a qualquer apoio da acção social escolar. E tememos que, com os novos métodos de cálculo dos apoios sociais, esse número aumente.”

Para o líder da Confap, possíveis iniciativas, capazes de reunir rapidamente apoios significativos para as famílias mais carenciadas, incluiriam “linhas de valor acrescentado ou mesmo um programa especial de televisão para o qual as pessoas telefonassem a dar as suas ofertas”.

Também das principais empresas, parceiras em projectos semelhantes no passado, poderá vir uma ajuda importante.

A distribuição dos apoios recolhidos deverá passar sobretudo pelas associações e entidades que trabalham com as crianças no terreno. Só o IAC apoia centenas de estruturas diferentes. Mas também não é excluída a hipótese de serem atribuídos apoios directos a algumas famílias.

Diário de Notícias em 22 de Agosto de 2010

SOS Criança recebe 10 queixas por dia

Agosto 24, 2010 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Linha do Instituto de Apoio à Criança registou 60 denúncias de abusos sexuais e pedofilia até 18 de Agosto.

Desde 1 de Janeiro até 18 de Agosto a linha SOS Criança, do Instituto de Apoio à Criança (IAC), recebeu 2279 denúncias de crimes ou situações envolvendo menores. Este número, que dá uma média de cerca de 10 apelos por dia, “já está um bocadinho acima da média”, adianta Manuel Coutinho, coordenador da linha.

Além do aumento de chamadas atendidas pela linha do IAC, Manuel Coutinho refere que os casos são também mais graves. “São situações mais complexas aquelas que nos chegam. No início da linha, em 1988/89, os casos resolviam-se com um telefonema e hoje obrigam a uma maior colaboração com outros parceiros. Temos de alertar a escola ou a polícia para resolver a situação”, explica o director-geral do IAC.

Exemplos dos casos mais complexos são as denúncias de abusos sexuais e pedofilia que, nestes primeiros oito meses do ano, já são 60, sublinha Manuel Coutinho. Destas, 50 são abusos sexuais, que se referem a menores com mais de 12 anos, e as restantes 10 têm como vítimas crianças abaixo dessa idade.

Mas a maioria dos casos registados (316 chamadas) é de crianças em perigo. Nestas situações, ainda não há maus tratos directos, mas “tem de se fazer um trabalho com a família e a criança tem de ser retirada do perigo. E o agressor tem de ser punido”, refere o psicólogo clínico. São exemplos de crianças em risco, aquelas que ficam sozinhas em casa ou dentro do carro enquanto os pais vão ao supermercado. Outra situação também comum no Verão, segundo Manuel Coutinho, é a de crianças que viajam com os pais de mota, sem capacete.

O psicólogo lembra ainda que durante as férias escolares as crianças acabam por ficar sozinhas em casa, uma das situações que faz aumentar os acidentes domésticos. “Estas crianças estão expostas ao perigo e já temos algumas pessoas que vão tendo a noção disto e telefonam a denunciar”, acrescenta.

Os dados avançados ao DN pela SOS Criança colocam a negligência no segundo lugar de situações que mais afectam os menores. Foram 266 estas queixas, que acontecem quando as crianças são colocadas em risco, mas de forma não intencional.

“Os pais não cuidam porque não têm capacidade psíquica ou emocional. Por exemplo, uma mãe que alimenta o filho à base de hidratos de carbono (como bolos) e ele fica obeso, mas os pais não têm a noção que estão a prejudicá–lo”, enumera o coordenador da linha de apoio.

Os maus tratos físicos em família motivaram 210 chamadas, enquanto os psicológicos deram origem a 93 queixas.

Diário de Notícias em 20 de Agosto de 2010

Alerta:ensine ao seu filho o valor da privacidade on-line!

Agosto 24, 2010 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Este alerta vem do presidente da Google, Eric Schmidt que afirmou que a única maneira de os jovens conseguirem apagar o passado da internet e esconderem asneiras da juventude é mudando de nome!!!

Em entrevista ao The Wall Street Journal, Schmidt afirma temer que os mais novos não consigam perceber as consequências de terem uma quantidade elevada de informações sobre si na web.

“Não acho que a sociedade entenda o que acontece quando tudo é disponibilizado, reconhecido e registado por todos o tempo todo. Isto quer dizer que temos realmente de pensar sobre essas coisas como uma sociedade“, sublinhou o responsável pelo gigante da internet.

Jornal i em 19 de Agosto de 2010


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