24 Horas pelo Combate à Pobreza e à Exclusão Social

Agosto 6, 2010 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

“O Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social tem como objectivo reafirmar e reforçar o empenho político em tomar medidas com impacto decisivo no que respeita à erradicação da pobreza. Procura-se com este ano dar visibilidade à luta contra a pobreza e exclusão social e sensibilizar os diferentes sectores da sociedade para a responsabilidade de todos no combate à pobreza. No âmbito das comemorações deste ano europeu, a Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) encontra-se a promover o desenvolvimento de Focus Weeks nos diferentes Estados Membros. Com estas Focus Weeks pretende-se concentrar numa única semana diferentes actividades de sensibilização e lobby, procurando assim garantir uma maior projecção e visibilidade à luta contra a pobreza e um maior impacto das actividades desenvolvidas. Em Portugal, a Focus Week irá decorrer entre os dias 4 e 10 de Outubro. É neste contexto que um grupo de organizações da sociedade civil se reuniu para desenvolver o evento “24h pelo Combate à Pobreza e à Exclusão Social”, um evento de activismo, mobilização e sensibilização para a problemática da pobreza e de sensibilização para uma percepção, por parte da sociedade portuguesa, da pobreza enquanto uma efectiva violação dos Direitos Humanos. Este evento irá ocorrer no dia 6 de Outubro e quer em Lisboa, quer no Porto, já existem actividades programadas. Neste sentido apelamos à sua participação na organização de actividades no seu território que decorram nas 24 horas do dia 6 de Outubro. Como pode ver no documento de apresentação, as actividades são da responsabilidade da entidade que as organiza, devendo no entanto, corresponder aos objectivos da iniciativa. São dados alguns exemplos de actividades que irão decorrer e que poderão replicadas nos diferentes territórios, sem prejuízo para a criatividade de cada organização. Para congregar e divulgar todas as iniciativas que vão decorrer no país neste dia, solicitamos o preenchimento da ficha de participação e o seu envio para o email 24hcombatepobreza@gmail.com até ao próximo dia 17 de Setembro. Para a sua divulgação e para que tenha um impacto maior na comunicação social e logo na população em geral, contamos com a coloboração de uma agência de comunicação profissional.”

Adira à iniciativa porque POBREZA É FICAR INDIFERENTE!

Lisboa com 118 casos de violência escolar em seis meses

Agosto 6, 2010 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Notícia do Público de 6 de Agosto de 2010.

A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) registou 118 casos de violência escolar no primeiro semestre deste ano, segundo consta do memorando de análise à actividade do Ministério Público no distrito publicado no site da Procuradoria. Destes 118 casos, a maior incidência verificou-se na comarca da Grande Lisboa Noroeste, com 63 casos, dos quais 43 foram em Sintra, 19 na Amadora e um em Mafra. A PGDL adianta ainda que o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa registou 16 casos de violência escolar e a comarca de Cascais oito. Paralelamente, a violência contra profissionais de saúde averbou três inquéritos no primeiro semestre deste ano. O memorando da PGDL, dirigida pela procuradora-geral adjunta Francisca Van Dunem, indica também que deram entrada 45 casos de violência contra idosos no primeiro semestre do ano, enquanto os crimes contra crianças (que não de natureza sexual) deram origem a 166 novos inquéritos. O documento adianta ainda que o distrito judicial de Lisboa abriu 106.374 inquéritos no primeiro semestre deste ano, mais 1119 que no período homólogo do ano passado.

Estudo da Universidade de Coimbra revelou que crianças hiperactivas com défice de atenção apresentam défices neuropsicológicos

Agosto 6, 2010 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Artigo do Site Cienciapt.net de 27 de Julho de 2010. Download da tese de mestrado Aqui

Bateria de Avaliação Neuropsicológica de Coimbra, desenvolvida pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, pode ser um complemento essencial ao diagnóstico da Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção, facilitando uma compreensão e intervenção mais eficazes com vista à melhoria dos desempenhos escolares da criança.

Um estudo realizado pela psicóloga Cláudia Alfaiate, que foi a base da tese de Mestrado em Psicologia que apresentou à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC), permitiu concluir que as crianças que apresentam sintomas de desatenção bem como sintomas de hiperactividade e impulsividade – Perturbação da Hiperactividade com Défice de Atenção de subtipo Combinado (PHDA-C) – têm associados a essa condição défices neuropsicológicos específicos, nomeadamente no que se refere a várias funções cognitivas como memória, funções executivas, atenção e linguagem. O estudo, que se insere na área de especialização em Psicologia do Desenvolvimento e que foi realizado sob orientação do Professor da FPCEUC Mário R. Simões, avaliou 30 crianças com PHDA-C recorrendo à Bateria de Avaliação Neuropsicológica de Coimbra (BANC), um conjunto de testes adaptados ou desenvolvidos pelo Serviço de Avaliação Psicológica da FPCEUC para o exame de crianças e adolescentes portugueses. Apesar do diagnóstico da PHDA-C ser sempre clínico, os testes da BANC permitem fazer um estudo mais objectivo e exaustivo de caracterização do funcionamento cognitivo das crianças e adolescentes. «Trata-se de uma ajuda essencial para perceber os pontos fracos e fortes da criança ao nível das funções cognitivas e, a partir da informação assim recolhida, definir estratégias de intervenção mais ajustadas ao perfil de desempenho de cada criança», explica Cláudia Alfaiate.
A investigadora concluiu ainda que, através da realização dos testes da BANC, será possível fazer um relatório individual do desempenho da criança, permitindo propor estratégias de intervenção na escola, orientadas para melhorar a aprendizagem da criança, mas também estratégias para poder ajudá-la a «estruturar o dia-a-dia, a modelar competências, a planificar e antecipar consequências e a aprender com o erro», exemplifica. Cláudia Alfaiate explica ainda que muitas crianças com PHDA «não são entendidas nas suas dificuldades pois, muitas vezes, estamos apenas focalizados nos seus comportamentos desajustados, enquanto nesta perturbação há muito mais do que um problema de comportamento», daí considerar ser relevante que pais e professores de crianças com PHDA-C se consciencializam da importância de uma avaliação cognitiva e neuropsicológica mais exaustiva, nomeadamente através dos testes da BANC.
Para a investigação de Cláudia Alfaiate, foram seleccionadas 30 crianças com PHDA-C observadas no Centro de Desenvolvimento da Criança Luís Borges do Hospital Pediátrico de Coimbra, entre os 6 a 9 anos, com nível de inteligência médio (examinado através do recurso a uma escala de inteligência), sem retenções na escola e sem dificuldades específicas de aprendizagem, de modo a excluir os casos de dificuldades cognitivas de base ou outras perturbações associadas. Foi ainda escolhido um grupo de controlo, igualmente constituído por 30 crianças, da mesma idade, género, ano de escolaridade, área geográfica e área de residência. O grupo com PHDA-C obteve resultados inferiores ao grupo de controlo nas diferentes funções neuropsicológicas examinadas, nomeadamente ao nível da memória (auditiva/verbal e, de forma mais consistente, na memória visuo-espacial), atenção (dividida e sustentada), funções executivas (planificação) e linguagem (expressiva). Esta investigação corresponde a um dos vários estudos já realizados no âmbito da validação da BANC para a população portuguesa que inclui igualmente trabalhos realizados junto de outros grupos de crianças e adolescentes observados em contextos clínicos e educativos.  A PHDA é a perturbação comportamental mais frequente na criança. Apesar das taxas de prevalência tenderem a variar de investigação para investigação, é geralmente aceite que afectará entre 3 a 7% de todas as crianças em idade escolar, sendo mais frequente nos rapazes. A PHDA tem repercussões no desenvolvimento, capacidade de aprendizagem e ajustamento social da criança e os sintomas podem persistir na idade adulta, pelo que a sua identificação precoce, o diagnóstico preciso e uma intervenção multi-disciplinar são essenciais.


Entries e comentários feeds.