Facebook cria “botão de pânico” no Reino Unido

Julho 13, 2010 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 12 de Julho de 2010.

O Facebook vai disponibilizar, em conjunto com uma organização de protecção de menores britânica, um botão de alerta destinado a adolescentes que pensem que estão a ser alvo de “bullying” ou algum contacto mal intencionado.

Ao utilizar o botão, disponível através de uma aplicação do Facebook, o utilizador fica em contacto com o serviço de aconselhamento do Centro de Protecção da Exploração de Crianças Online (CEOP). O adolescente terá, também acesso a informação sobre boas práticas nos contactos online.

A aplicação não vai estar instalada por defeito nos perfis de Facebook, mas a empresa vai doar publicidade gratuitamente para promover o serviço.

Na página da aplicação “ClickCEOP”, podem-se ler alguns dos casos em que é recomendada a utilização deste botão de alerta: “Tens dificuldade em encontrar respostas a questões que te preocupam na Internet? Tens mensagens desagradáveis de desconhecidos no teu mural? Viste alguma coisa escrita sobre ti que não é verdade, ou pior que isso?”.

Negociações com as autoridades

A cedência ao pedido do CEOP aconteceu depois de, no Reino Unido, Ashleigh Hall, uma rapariga de 17 anos, ter sido morta por um predador sexual que conheceu no Facebook.

Nessa altura, as autoridades britânicas intensificaram a pressão para que os responsáveis pela rede social criassem um meio que protegesse as crianças na rede social.

Disponível apenas a utilizadores com endereço IP do Reino Unido, a aplicação foi desenvolvida em conjunto pelo CEOP e o Facebook.

Não há informação sobre a disponibilidade de uma aplicação semelhante para Portugal. A aplicação já é utilizada noutros serviços como o MSN Messenger.

Balada das Vinte Meninas Friorentas poema de Matilde Rosa Araújo

Julho 13, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Poesia | Deixe um comentário
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Vinte meninas, não mais,
Eu via ali no beiral:
Tinham cabecinha preta
E branquinho o avental.

Vinte meninas, não mais,
Eu via naquele muro:
Tinham cabecinha preta,
Vestidinho azul escuro.

As minhas vinte meninas,
Capinhas dizendo adeus,
Chegaram na Primavera
E acenaram lá dos céus.

As minhas vinte meninas
Dormiam quentes num ninho
Feito de amor e de terra,
Feito de lama e carinho.

As minhas vinte meninas
Para o almoço e o jantar
Tinham coisas pequeninas,
Que apanhavam pelo ar.

Já passou a Primavera
Suas horas pequeninas:
E houve um milagre nos ninhos.
Pois foram mães, as meninas!

Eram ovos redondinhos
Que apetecia beijar:
Ovos que continham vidas
E asinhas para voar.

Já não são vinte meninas
Que a luz do Sol acalenta.
São muitas mais! muitas mais!
Não são vinte, são oitenta!

Depois oitenta meninas
Eu via ali no beiral:
Tinham cabecinha preta
E branquinho o avental.

Mas as oitenta meninas,
Capinhas dizendo adeus,
Em certo dia de Outono
Perderam-se pelos céus.

Verso Aqui Verso Acolá (organização de Natércia Rocha)

Seis em cada 10 crianças com más experiências na net

Julho 13, 2010 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Artigo do Correio da Manhã de 24 de Junho de 2010.

Um estudo lançado esta quinta-feira em Portugal revela que mais de seis em cada 10 crianças já tiveram experiências online negativas, que passam por situações variadas como exposição a nudez ou tentativas de estranhos para as conhecerem na vida real. De acordo com o relatório, designado ‘Norton Online Family Report’, uma em cada 10 crianças já foi alvo de tentativas de estranhos para as conhecer na vida real, enquanto que uma em cada quatro já viu imagens de violência ou nudez na Internet. O mesmo estudo, realizado com base num inquérito feito em Fevereiro deste ano em 14 países de todo o Mundo, aponta revela que apenas metade dos pais tem conhecimento destas experiências negativas dos filhos, sendo que a maior parte das experiências negativas tem como base tentativas de estranhos recrutarem as crianças como “amigos”  nas redes sociais (41 por cento) ou com a contaminação dos computadores com vírus captados em ‘downloads’ (33 por cento). Essas experiências negativas têm um “profundo impacto emocional” nos mais jovens, sendo que um quinto das crianças sente-se embaraçado e arrependido. Mesmo quando não têm responsabilidade directa. “Achei muito interessante saber o que os jovens sentem quando questionados sobre as suas experiências negativas”, admitiu à agência Lusa o fundador do projecto MiudosSegurosNa.Net, Tito de Morais, presente na apresentação deste relatório. “Muitos jovens têm sentimentos de culpa em relação a situações de que, muitas vezes, nem são responsáveis. E isso alerta-nos para a necessidade de, como pais, partilharmos essa responsabilidade”, sublinhou o responsável, para quem essa prevenção “é um trabalho de toda a sociedade”, mas deve começar a ser feita pelos pais”. Podemos fazer parte das redes de que os nossos filhos fazem parte”, o que permite detectar algumas situações, defendeu.”Muitas vezes há sinais simples: a frase que ele deixou como pensamento do dia ou a frase que escreveu como mensagem de status no Messenger”, adiantou, lembrando que isso torna ainda possível “ver quem faz parte da rede deles [e] quem são os ‘amigos'”.Também o responsável da empresa que divulgou o estudo da Norton, a Symantec, defende que o mais importante é deter o mais possível de informação. E deu um exemplo: “Imagine que o seu filho está a entrar numa página  com o subtítulo ‘conteúdo de sexo’. Pode tratar-se de um grupo de música  ou uma canção, mas se ler esta mensagem sem conhecer o que está por trás é capaz de ter uma zanga com o seu filhos e isso vai afastar-vos”. O que é preciso é que “os pais tenham conhecimento de quanto tempo é  que os filhos estão na Internet, se têm uma ou 10 contas no Facebook”. Este estudo do Norton foi o maior de sempre, contando com mais de 2800 crianças e 7000 adultos questionados em todos os continentes, embora não tenha sido incluído Portugal.


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