“Para os jovens, controlar o telemóvel do namorado também é violência “

Junho 1, 2010 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do jornal Público de 27 de Maio de 2010.

Fotografia de Nelson Garrido

Fotografia de Nelson Garrido

Por Ana Cristina Pereira

O controlo ainda é muito encarado como uma “mostra de amor” entre adolescentes. Pegar no telemóvel do(a) namorado(a) e ler as mensagens só era tido como ilegítimo por 39 por cento de 413 alunos de seis escolas básicas e secundárias do distrito do Porto – antes de serem sujeitos a um projecto de prevenção da violência de género. O inquérito foi aplicado no início e no fim do Mudança com arte, projecto promovido pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), com o apoio do Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG). Depois de expostos às acções de sensibilização, já era de 76 a percentagem de estudantes de 11 a 18 anos que classificavam o pegar no telemóvel como um acto de violência.
De acordo com os dados ontem divulgados, cinco por cento das raparigas e dois por cento dos rapazes já foram alvo de violência física no namoro e 25 por cento das raparigas e 24 por cento dos rapazes de violência psicológica – números superiores ao ano anterior, o que a presidente da UMAR, Maria José Magalhães, atribui a uma maior consciencialização. Antes da aprendizagem, quatro por cento entendiam como “normal” a agressão física com marca. Depois, dois por cento. A mudança nota-se também de forma clara no domínio psicológico. A consciência de que proibir estar com um amigo é coacção passou de 43 para 76 por cento. A noção de que é violência proibir vestir alguma peça de roupa passou de 38 para 67 por cento. Sobre interditar sair sem o(a) namorado(a), passou-se de 47 para 74 por cento. Quanto ao “chamar nomes”, assistiu-se a um aumento de 80 para 90 por cento. Na opinião de Maria José Magalhães, urge apostar em programas de prevenção. Tudo para “mudar as relações de intimidade até agora permeadas de violência”.

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