“Balada da Margem Sul”: uma peça de teatro sobre a discriminação racial

Maio 18, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

Integrando as comemorações da Semana da Diversidade Cultural, o Programa Escolhas irá promover, em parceria com o Governo Civil de Setúbal, a apresentação da peça “Balada da Margem Sul”, produzida pelo Grupo de Teatro “A Barraca”. A apresentação será no dia 20 de Maio de 2010 (quinta-feira), pelas 16 horas, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada. A participação é gratuita.

Esta peça versa sobre a discriminação racial e destina-se a jovens a partir dos 15 anos, bem como aos seus familiares e à população em geral. Mais informações em: http://www.abarraca.com/info/emcenabaladamargem.html

As inscrições deverão ser feitas até ao dia 18 de Maio para o e-mail: sofias.consultores@programaescolhas.pt .

Os participantes deverão estar presente 30 minutos antes do início da peça.

O ódio anda à solta nas grandes metrópoles.
A necessidade, a insegurança, o futuro sombrio transformaram o homem – e principalmente a juventude – numa massa irregular, inconstante e suicidária.
Os bandos, cada vez mais frequentes e maiores, criam-se não por solidariedade ou afectividade, mas por obediência a um espírito de guerra, de agressão. Trata-se de excluir e marginalizar o “OUTRO”, e acredita-se que a morte do adversário/inimigo é a garantia da vida própria e do futuro sem manchas.
O pano de fundo mais evidente de toda esta linha doutrinária é o racismo.
Nada mais fácil que identificar a diferença pela cor da pele.
Apesar de essa pele diferente deixar de ser importante quando o seu portador for milionário ou alta figura social – o que prova muito claramente que, no fundo, o racismo não passa de uma mistificação e de um embuste que mascara a verdadeira verdade – a continuidade ad eternum ?, da luta de classes.

Na margem sul do Tejo, frente a Lisboa, zona de grande tensão e conflitos entre a população, causados pelo desemprego e encerramento de unidades industriais, vivem grupos de jovens radicalmente inimigos.
Os mais célebres e activos são os skin-heads e os negros marginais.
Comunidades opostas, rivais, mas de idênticos princípios sectários e dogmáticos, são confrontadas com o amor absurdo e proibido que nasce entre um skin-head e uma negra.
Trata-se de uma possivel versão contemporânea de um dos pontos altos da dramaturgia universal (Romeu e Julieta) e dos grandes temas que  a humanidade transmitiu de pais para filhos: amores contrariados, conflitos inter-rácicos e desencontro entre o sonho, a esperança e o fatalismo trágico.

Helder Costa

A Barraca


TrackBack URI


Entries e comentários feeds.

%d bloggers like this: