Escola e Linguagens Juvenis : Resistência ou Abertura ao Novo?

Maio 11, 2010 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Desde o final de 2005 que a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém, edita a revista “Interacções que publica artigos inéditos sobre a cultura e a ciência perspectivados na sua relação com a educação”. A revista Interacções anunciou no seu site uma Chamada de Trabalhos:

Escola e Linguagens Juvenis: Resistência ou Abertura ao Novo?
Qual o futuro da escola em face das linguagens juvenis? Resistir a múltiplas linguagens identitárias como desafio às normas vigentes? Examinar e aceitar os desafios, compreendendo essas linguagens e as exigências tecnológicas a pesar sobre elas? Num período em que se considera a escola como instituição em declínio, em que a comunicação entre ela e os jovens sofre grandes dificuldades e em que os seus papeis parecem precisar de amplas redefinições, as linguagens juvenis, como as gírias, o SMS e tantas outras constituem aliados ou ameaças? Como compreender linguagens que mesclam padrões comuns da globalização à identidade de grupos sedentos de identidade, protagonismo e co-autoria dos processos educativos? Precisamente as pontes verbais e não verbais entre alunos e professores tem levado a repensar a própria escolarização nas circunstâncias de hoje.
Recusando-se a respostas prontas e simples, a revista Interacções propõe um número específico sobre o tema e as suas implicações para os educadores. Conhecer em profundidade é a melhor alternativa para desfazer estereótipos e facilitar comunicações das quais dependem tanto a transmissão como a renovação das culturas. Assim, esse número procura artigos em português, espanhol, francês ou inglês que aprofundem:
1. As mudanças das línguas faladas e escritas diante das gramáticas oficiais.
2. As alterações das línguas pelo uso de novas tecnologias da informação e comunicação.
3. Os obstáculos à comunicação linguística entre docentes e discentes.
4. As implicações das identidades linguísticas dos discentes para o ensino das línguas e a formação de educadores.
O enfoque do número é interdisciplinar, buscando o diálogo entre posições diferentes e opostas e entre as ciências da linguagem e as ciências sociais e da educação. Além de artigos, são bem vindas resenhas de livros, periódicos, dissertações e teses que abordem essa temática e entrevistas com especialistas.
As colaborações devem orientar-se pelas normas editoriais de Interacções, conforme o sítio http://nonio.eses.pt/interaccoes/

 

Alunos também aprendem o que é a violência no namoro

Maio 11, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O jornal Público do dia 07 de Maio de 2010, publicou 5 artigos sobre Educação para a Saúde e Educação Sexual. Em baixo o artigo “Alunos também aprendem o que é a violência no namoro” e os links para os restantes artigos. Noções de corpo, gravidez e aborto. Ministério fala em progressos. “Pulseiras do sexo”. “Com o sexo oral não se transmitem doenças? Falso!”

Alunos também aprendem o que é a violência no namoro

Por Bárbara Wong

Palestras sobre diversos temas ligados à saúde são uma das formas seguidas por uma escola de Setúbal para trabalhar a educação sexual

Quando os estudantes do 8.º, 10.º e 11.º anos entram no pequeno auditório da secundária Lima de Freitas, em Setúbal, a sala está escurecida e no quadro branco a imagem projectada tem um fundo vermelho de onde saem algumas palavras a preto: “Quebra o silêncio… Ama sem violência”. A violência no namoro é o tema que dá o mote para as próximas duas horas e surge no âmbito da aplicação da Lei sobre a Educação para a Saúde, publicada recentemente.
A secundária Lima de Freitas é já uma veterana a aplicar a educação sexual em meio escolar e há vários anos que tem um gabinete aberto aos alunos para esclarecer dúvidas, conversar e “desabafar”, explica a professora Paula Peralta, responsável pela equipa de promoção e educação para a saúde do estabelecimento de ensino. Ao longo dos anos, a escola tem encontrado vários parceiros com quem tem trabalhado, do centro de saúde ao programa da PSP Escola Segura.
No auditório, Luz André, comandante da 1.ª Esquadra da PSP de Setúbal, inicia uma conversa com os alunos sobre o tema do dia. Sentado atrás do computador, a passar a apresentação, está o chefe João Martins e a seu lado permanece de pé o agente Nuno Grise, que os alunos conhecem do Escola Segura e a quem se dirigem com algum à-vontade.
A violência no namoro não é mais do que violência doméstica, começa por dizer a comandante, e tem que ser denunciada de maneira a ser punida. Luz André vai desfiando os factores que levam o agressor a agir e a vítima a desculpar. Os exemplos são reais e já passaram pelas mãos da comissária. “Lembra-se, Grise?”, pergunta a comandante, depois de contar que apanharam um homem em flagrante delito a agredir a mulher com um ferro de engomar quente e que esta, pouco tempo depois, pediu para retirar a queixa e culpava-se a si própria pela situação. Mas a comissária sabe que está a falar com jovens, todos maiores de 16 anos, e diz-lhes: “As raparigas são muito crédulas e acreditam que as crises de ciúme significam que o namorado as ama muito. O amor tem que ser uma coisa mais bonita, que não meta agressão ou violência”.
Luz André e, mais tarde, Sónia Reis, da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, insistem que estas agressões, sejam físicas ou psicológicas, têm que ser denunciadas. “Quem tiver conhecimento de que um namorado agrediu a namorada tem a obrigação de denunciar”, repete a comissária.

Diferentes abordagens

De início, os alunos mostram-se pouco participativos e sem dúvidas. Mas, a pouco e pouco, começam a intervir, especialmente quando Sónia Reis mostra algumas frases: “Quanto mais te bato, mais gosto de ti”, “Entre marido e mulher, ninguém meta a colher” ou “O casamento é para toda a vida”. No burburinho da sala começam a ouvir-se algumas vozes femininas: “Isso é que era bom!”. Os poucos rapazes que estão na sala permanecem calados. Mas é a pedofilia que faz soltar mais as línguas. As turmas já estão conversadas sobre a violência no namoro e fazem perguntas sobre as crianças e os abusadores.
O fim aproxima-se e Paula Peralta faz um convite: “Venham ter connosco ao gabinete para conversar sobre o que quiserem”. Há alunos que ficam para trás para agendar um encontro ou tirar alguma dúvida.
A sessão terminou e Luz André explica que a PSP não intervém só quando há problemas – pelo contrário, também é uma força de prevenção. Por isso, estas idas às escolas são importantes não só para falar sobre violência no namoro, mas da violência nos recreios ou outras questões de segurança.
Do 1.º ao 12.º ano, todo o agrupamento da Lima de Freitas está a trabalhar a educação para a saúde, adequando-o a cada ciclo. O 1.º ciclo, por exemplo, está fazer acções sobre saúde oral e os alunos do 2.º trabalham a alimentação. “A reacção dos professores tem sido boa”, confirmam Paula Peralta e outros três docentes que têm trabalhado mais activamente com os alunos e com outros colegas.

“Pedophiles hide the truth. Help us find it We need your help to find the more than 40 million children abused each year”

Maio 11, 2010 às 6:00 am | Publicado em Actividade Lúdica | Deixe um comentário
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“UNICEF Folders Campaign”  “Pedophiles hide the truth. Help us find it. We need your help to find the more than 40 million children abused each year”. Campanha da UNICEF Chile, que pretende alertar para os perigos da pedofilia na internet, nomeadamente quando os pedófilos usam identidades falsas nas redes sociais na internet. Clique nas imagens para aumentar.


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