Jogos de tabuleiro desenvolvem raciocínio dos mais jovens de forma divertida

Maio 6, 2010 às 9:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Notícia do jornal Público de 02 de Maio de 2010.

Avaliar, ponderar, antecipar, delinear uma estratégia, testar a jogada, corrigir se for preciso, e jogar para derrotar o adversário. Foi em torno deste processo, patente em jogos de tabuleiro de cariz matemático, que esta tarde um grupo de jovens ocupou o seu tempo e atenção. Distribuídos por idades, as crianças e jovens de diversas idades que esta tarde responderam ao apelo do pólo do Instituto Superior Técnico do Taguspark, em Oeiras – que em parceria com a Associação Ludus, esta tarde organizou um “Festival de Jogos Matemáticos” -, confirmaram que a matemática não só é útil, como pode ser divertida.

“São jogos bem escolhidos no sentido em que são jogos intelectuais sem factor sorte, são jogos de estratégia que puxam o raciocínio, essencialmente do género matemático”, explicou Jorge Nuno Silva, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e presidente da Associação Ludus. “São jogos de tabuleiro, com regras muito simples, mas com estratégias em aberto”, referiu Jorge Nuno Silva que acrescentou que estes jogos se assemelham ao xadrez no sentido em que não é possível aprender a jogá-los na perfeição. Estes jogos estão particularmente indicados para os mais jovens, até porque, referiu o presidente da Associação Ludus, “está documentado que a prática deste tipo de jogos de tabuleiro está associada a um melhor desempenho escolar”, e que apesar de terem operações simples, ajudam a desenvolver o raciocínio lógico.

“As operações são de tipo abstracto, são do género que faz um jogador de xadrez. Tem de pensar, antecipar, testar, optar, corrigir, esse tipo de processo intelectual que está intimamente ligado ao processo da resolução de problemas matemáticos. O processo interno mental é muito semelhante”, disse.

Inês Filipar, de 11 anos, e Francisco Fernandes, de 10 anos, foram agrupados no mesmo nível de dificuldade – jogos de 2º nível, para alunos do 2º ciclo – e defrontaram-se numa partida de Konane, um jogo havaiano em que o jogador movimenta as peças de forma a “comer” as peças do adversário.

“Isto é divertido. Também tem coisas matemáticas, mas não é muito difícil, não é preciso pensar muito”, disse Inês, que encarou a derrota na partida com sentido de humor. “Ele até ganhou, mas é sorte de principiante como eu lhe disse”, brincou a jovem participante. Francisco, o oponente, que aprendeu a jogar Konane apenas hoje, é um adepto da matemática que consegue ver vantagens neste tipo de jogos. “Acho que ajuda a desenvolver o raciocínio matemático. Ajuda-me a pensar bem”, disse.

Portugal entre os melhores países para as mulheres terem filhos

Maio 6, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Segundo a organização Save The Children, Portugal está no 19º lugar dos melhores países para as mulheres serem mães. Os dados podem ser analisados no relatório da Save The Children – Women on the Front Lines of health Care : State of the World’s Mothers 2010. O ranking  também pode ser visto no anexo do relatório, 11th Annual “Mother’s Index”. O relatório e o anexo podem ser descarregados Aqui . No entanto se analisarmos apenas o universo dos países desenvolvidos, Portugal desce no ranking como demonstra o estudo da Save The Children e este estudo da OCDE – Taxing Wages 2007/2008 : 2008 Edition que pode ser visto Aqui . Em baixo a notícia do Jornal i de 5 de Maio de 2010.

Portugal em 19.º lugar no ranking da organização Save the Children. Mães norueguesas são as mais felizes e as afegãs estão em último

Para quem está convencido de que os portugueses estão sempre entre os últimos, o relatório anual da Organização Save The Children trouxe ontem boas notícias. Portugal está entre os 20 melhores países para as mulheres serem mães. O ranking intitulado “Estado das mães do mundo 2010” avaliou 160 países e colocou o nosso à frente do Canadá, dos Estados Unidos, da Áustria, do Luxemburgo ou do Japão. Os resultados têm como base a melhor combinação entre dez critérios que vão desde a esperança de vida das mães e dos bebés, partos medicamente assistidos, escolaridade feminina, incentivos à natalidade ou taxa de mortalidade infantil.
Há sempre outras leituras que se podem fazer da mesma tabela. Ao juntar numa só lista países desenvolvidos e países em desenvolvimento, a Save The Children agrupou dois campeonatos distintos – 43 Estados ricos e 117 pobres. O resultado acabou por revelar o óbvio: países do Norte da Europa como Islândia, Suécia, Dinamarca ou Finlândia estão entre os melhores e os chamados países do terceiro mundo como Nigéria, Chade, Guiné-Bissau, Iémen, Mali, Sudão ou Eritreia estão no fundo da lista.
E, no grupo dos Estados com o melhor nível de vida, Portugal surge a meio da tabela, atrás da Estónia, Eslovénia, Espanha, Itália ou Reino Unido. Significa isto que, quando o universo se reduz aos países desenvolvidos, os portugueses descem no ranking, como mostra, por exemplo, o mais recente relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE): dos 30 países avaliados no estudo “Taxing Wages 2007-2008”, Portugal é o que menos estímulos fiscais oferece às famílias. Na Europa, apenas Espanha e Polónia têm incentivos mais baixos. No extremo oposto, Luxemburgo, Alemanha, França, Bélgica ou Áustria são os Estados onde mais compensa ter filhos.
O estudo analisou a carga fiscal a que estão sujeitas famílias de diferentes composições e rendimentos nos 30 países e conclui que as medidas portuguesas de apoio à natalidade tiveram alcance limitado em comparação com outros estados da OCDE. O governo, porém, contrapôs o relatório com as medidas lançadas nos cinco últimos anos – subsídio para grávidas com baixos rendimentos, abonos de família majorados para os agregados mais numerosos, duplicação do valor dedutível ao IRS, aumento de 20% do abono para famílias monoparentais ou subsídio social de maternidade são apenas algumas das políticas que foram adoptadas com o objectivo de aumentar o número de nascimento.
O primeiro e o último Mas, qualquer que seja o ângulo escolhido para avaliar o ranking dos 160 países avaliados no estudo da organização Save The Children, a Noruega surge sempre como o melhor país do mundo e o Afeganistão como o pior para as mulheres criarem os seus filhos. A distância entre um e outro avalia-se em números. Uma mãe norueguesa tem em média 18 anos de escolaridade e uma esperança de vida até aos 83 anos, sendo que apenas uma em 132 mães corre o risco de perder o seu filho antes dos cinco anos. Uma mãe afegã, por seu turno, tem em média a escolaridade primária, uma esperança de vida de 44 anos e a probabilidade do seu filho morrer antes do 5º aniversário é superior a 25%.
No campeonato dos países em desenvolvimento, Cuba é o que melhor condições oferece para a maternidade, à frente de Israel, Argentina, Uruguai, Costa Rica ou Brasil. A organização no entanto preferiu dar maior ênfase às distâncias entre ricos e pobres para expor as desigualdades que existem no mundo. O estudo aponta vários exemplos e termina com uma comparação entre um país europeu e um africano: “Na Etiópia, apenas 6% dos nascimentos são medicamente assistidos, enquanto que na Noruega todos os nascimentos contam com a presença de profissionais”, conclui o relatório.

Relatório das Nações Unidas sobre Adopção de Crianças

Maio 6, 2010 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Foi divulgado no site das Nações Unidas um relatório de 2009, sobre a adopção de crianças. O relatório  – Child Adoption : trends and policies é da Divisão de População das Nações Unidas e pode ser descarregado Aqui . Pode ler a notícia publicada no jornal Público de 5 de Maio de 2010.

Maioria das crianças para adopção são da China e da Rússia

Nos países onde a adopção é legal a grande maioria das crianças fica no seu país de origem, mas a adopção internacional está a aumentar nos países mais desenvolvidos. Os Estados Unidos e a França estão entre os que mais adoptam fora do seu país e a maior parte das crianças tende a vir da China e da Rússia, revela um relatório da Divisão de População das Nações Unidas sobre o tema que acaba de ser divulgado.

Dos 195 países do mundo, há 173 que permitem a adopção, mas em muitos deles os dados são desconhecidos, só existem em 118, refere o documento. Ressalva feita, as Nações Unidas estimam que, por ano, sejam adoptadas 260 mil crianças (dados de 2005), mas este número tem vindo a aumentar desde 1995.

Na grande parte dos países adopta-se crianças do país de origem dos pais: a adopção doméstica representa 85 por cento do todo, mas este é um número que tem vindo a descer, o que, nos países mais desenvolvidos, não é indicador do decréscimo do número de pais candidatos mas sim de crianças adoptáveis, o que explica o recurso crescente à adopção no estrangeiro – estima-se que tenham sido 40 mil em 2005.

São ainda poucos os países que recorrem à adopção internacional, ou seja, em que a criança é originária de um país diferente do dos pais adoptantes, mas o recurso a este sistema está aumentar. Em termos proporcionais, são os belgas, luxemburgueses e os franceses os que mais escolhem a solução internacional. Na Bélgica, 95 por cento das adopções são de crianças vindas de fora do país, sobretudo da China, de seguida surge o Luxemburgo, onde 94 por cento das opções são internacionais e os menores chegam sobretudo da Coreia do Sul, e a França faz 90 por cento das suas adopções no estrangeiro, sendo o Haiti o país de origem da maioria dos adoptados.

Os campeões da adopção internacional em termos absolutos – acolheram 19.056 crianças em 2001 – são os Estados Unidos, onde este contingente representa 15 por cento das adopções. A maior parte das crianças vem da China, que representa, juntamente com a Rússia, um dos dois principais países de origem das crianças adoptadas internacionalmente.

Portugal surge no relatório como um dos países onde a adopção doméstica tem mais peso. Os dados, referentes a 2003, referem que 99 por cento das crianças adoptadas são do país. Nesse ano o relatório dá apenas conta de seis crianças, em 409, que vieram do estrangeiro, o que representa apenas um por cento de adopção internacional


Entries e comentários feeds.