Colóquio Escola Pública – Olhar-se ao Espelho : Reflexividade – Avaliação – Decisão

Abril 28, 2010 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“Um pequeno livro com um grande coração” sobre o autismo

Abril 28, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Querido Gabriel é uma memória comovente que um pai dedica ao seu filho autista. Dá conta das suas conversas, aventuras, lutas e conquistas.

Quando eu morrer e for para o céu, podemos continuar a trocar miminhos? Em momentos abençoados como este, supera-se tudo, compreende-se tudo. Tudo é um milagre. Tu és o Gabriel e o mundo é a tua arca do tesouro. Dorme bem, meu filho. Amanhã continuaremos a viver.”

Com muito amor e uma admiração profunda, Halfdan W. Freihow descreve a complexa relação com o filho mais novo, Gabriel, a quem foi diagnosticado autismo aos três anos.

Uma relação tocada por vezes pela frustração e pela incompreensão, mas feita de muita dedicação e de amor incondicional.

O livro é um testemunho doce e sincero sobre o poder do amor e dos laços familiares que descreve, de modo emotivo, o receio que um pai pode ter perante um filho autista e de como essa incerteza pode resultar numa relação suprema de amor, de compreensão e de respeito pela complexidade de Gabriel.

A obra foi nomeada para o Brage Prize, o prémio literário de maior prestígio da Noruega, e está disponível em mais de 12 países – Alemanha, Austrália, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos da América, Formosa, Holanda, Islândia, Itália, Polónia, Suécia e Rússia.

Cultura Online

Este livro foi editado em Portugal em 2009, pela Editora Objectiva. Aceda AQUI a uma entrevista ao escritor-pai Halfdan W. Freihow.

Esteja atent@ aos sinais de bullying

Abril 28, 2010 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Se o seu filho anda ansioso e deprimido e não tem vontade de ir às aulas, pode estar a ser vítima de abusos dos colegas. Alunos, pais e escolas devem estar atentos aos sinais.

Quando alguém mais vulnerável, física ou psicologicamente, sofre intimidação intencional e frequente, sem provocar, fala-se de bullying. Insultos, agressão física, isolamento ou o recente ciberbullying, que recorre ao telemóvel e à Net, são comportamentos que o caracterizam.

Uma educação superprotectora ou rígida está, muitas vezes, na base do perfil das vítimas. São jovens inseguros e com dificuldade em fazer amigos, mas nem sempre passivos. Quando contra-atacam ou tentam resistir à agressão, raramente conseguem melhor do que levar à escalada da violência.

Já os agressores aprendem em casa que a força e a humilhação são formas de lidar com os problemas e resistem mal à frustração. Provêm, com frequência, de famílias desestruturadas, com ambiente autoritário. Têm baixa auto-estima e fraca supervisão dos pais.

O grupo tem um papel decisivo. Alguns colegas encorajam o agressor e colaboram nas ameaças. Outros podem proteger a vítima ou afastam-se sem se comprometerem. Por vezes, passam a adoptar também comportamentos agressivos se perceberem que não são sancionados.

Se o seu filho revela ansiedade, nervosismo ou estados de depressão e não tem vontade de ir à escola, pode estar a ser intimidado.

Fale com o professor e esteja atento aos sinais. Náuseas ou vómitos antes de sair de casa podem ser significativos. Por vezes, surgem lesões injustificadas, baixa auto-estima, choro e pesadelos frequentes. A roupa e os livros podem aparecer estragados e a criança justificar-se com a “perda” de objectos e dinheiro. Alterações nos hábitos alimentares, como a diminuição de apetite, devem ainda ser levados em conta.

O agressor também precisa de ajuda. No caso de ser pai de um jovem com comportamento anti-social, não parta para a ameaça. Imponha limites e dê orientações para expressar a insatisfação sem magoar os outros. Encoraje um pedido de desculpas ao colega agredido, pessoalmente ou por escrito.

As políticas de tolerância zero e castigo seguidas por muitas escolas adiam o problema e podem provocar retaliações.

Na maioria das situações, não há uma estratégia de prevenção que articule alunos, professores, funcionários e pais. Só há uma intervenção quando o caso é denunciado ou face a marcas de agressão física.

O envolvimento de todos em debates, campanhas ou até peças de teatro é a melhor forma de redobrar a vigilância.

Diário de Notícias em 25 de Abril 2010


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