Manuais de Gestão da Qualidade das Respostas Sociais

Abril 9, 2010 às 10:00 pm | Publicado em Divulgação, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

No âmbito do Sistema da Acção Social gerido pelo Instituto da Segurança Social, I.P., o apoio social pode ser desenvolvido por serviços e equipamentos sociais de apoio às pessoas e às famílias, envolvendo a participação de diferentes entidades, nomeadamente, os Estabelecimentos Integrados, as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e outras instituições públicas ou privadas. Garantir aos cidadãos o acesso a serviços de qualidade, adequados à satisfação das suas necessidades e expectativas, é um desafio que implica o envolvimento e empenho de todas as partes interessadas. Neste âmbito e com o objectivo de constituir um referencial normativo que permita avaliar a qualidade dos serviços prestados e consequentemente diferenciar positivamente as Respostas Sociais, o ISS, I.P., desenvolveu Modelos de Avaliação da Qualidade das Respostas Sociais, aplicáveis a Acolhimento Familiar,Lar Residencial, Centro de Actividades Ocupacionais, Lar de Infância e Juventude, Centro de Acolhimento Temporário, Estruturas Residenciais para Idosos, Creches, Centros de Dia e Serviços de Apoio Domiciliário.

Bullying na relação entre pares na escola e na universidade: 10 passos para inibir relações de intimidação

Abril 9, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

10 passos para abordar e limitar a questão do Bullying, publicado no dia 31 de Março de 2010 no Blog Aventura Social – Na América latina

O Projecto Aventura Social é da responsabilidade da Prof.ª  Doutora Margarida Gaspar de Matos, da Faculdade de Motricidade Humana.

1. Bullying não é (só) violência física, e não é igual a indisciplina na aula. Não é útil baralhar tudo!

2. É preciso não banalizar, mas também não catastrofizar e manter a serenidade, uma atitude pró-activa e uma resistência “ao reboque” da comunicação social e de opiniões com intuitos político-partidários demasiado salientes.

3. Na adolescência, o fenómeno de bullying tem efectivamente diminuído em Portugal como em outros países (ver p.e. http://www.hbsc.org), nomeadamente diminuiu significativamente a percentagem de alunos vítimas de bullying, onde Portugal tinha ainda em 2002, uma posição europeia muito desvantajosa.

4. Uma das razões identificadas para esta diminuição é justamente que o debate sobre este tema tem tido um efeito inibidor sobre os ofensores, uma vez que anula o carácter de “massacre em privado” de onde este fenómeno retira força.
Para além disso o esclarecimento público sobre as modalidades de “mal estar secreto” dos intimidados, tem permitido uma identificação mais rápida e eficaz e uma acção preventiva.

5. A maior parte dos alunos Portugueses não se envolve em actos de bullying e a maior parte das escolas portuguesas não tem casos de bullying.
A (preocupante) minoria de alunos e de escolas que têm que lidar com este fenómeno têm que tomar medidas serenas mas urgentes: um rol de regras e de punições só por si não resulta e poderá mesmo ter reacções adversas.
As comunidades educativas poderão usufruir da autonomia que têm e promover um amplo e participado debate, procurar ajuda logística e jurídica na definição de regras e custos de incumprimento, definindo desde logo como monitorizar e passar rapidamente à acção.

6. Neste momento pondera-se em Portugal, como em outros países, atribuir ao fenómeno de bullying um atributo de ilegalidade. Esta medida carece ainda de espessura histórica para a avaliação do seu impacto, sendo que não invalida o que se referiu na alínea anterior.

7. Bullying foi definido como uma relação interpessoal com uso de violência física ou psicológica entre pares (entre colegas), mas onde há um desequilíbrio de poder, havendo uma acção de carácter repetitivo e com intuito de fazer mal.

8. Por definição não faz sentido falar de bullying de alunos contra professores (uma vez que esta não é uma relação entre pares., mas não há “escolas de paz” em zonas de violência e, sendo tecnicamente incorrecto falar-se de bullying na relação de alunos com professores, já é infelizmente uma realidade a ocorrência deste fenómenos entre pares/ docentes.

9. O bullying entre docentes (e quiçá entre trabalhadores de um modo geral), não se caracteriza pela violência física, mas toma foros de perseguição continuada no tempo com intuito de fazer mal (veja-se definição em cima), com métodos como denegrir a imagem, dificultar a realização de actos profissionais, impedir boa prestação profissional, ignorar, não dar voz, atrasar processos com invulgares entraves burocráticos, enfim tudo critérios do chamado bullying indirecto.
Este fenómeno (já antigo?) de bullying entre pares no meio laboral (aliás com alto paradigma no meio universitário), é efectivamente um modelo para os mais novos: quem consegue poder, serve-se dele repetidamente para prejuízo dos demais.

10. O fenómeno do bullying é inaceitável e medidas urgem, mas a principal medida é realmente uma mudança cultural, uma alteração da “reputação social” do intimidador, tornando esse personagem, quer nos bancos da escola, quer na sala de professores, quer no campus universitário, um verdadeiro “cromo” carregado de indesejabilidade social.

Dinâmicas de Grupo com e para Crianças e Adolescentes

Abril 9, 2010 às 9:46 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

No âmbito da Formação Contínua do ISPA, irá decorrer a “Acção de Formação  Dinâmica de Grupo com e para Crianças e Adolescentes” em Lisboa de 17 a 19 de Abril de 2010.

Mais Informações Aqui ou Aqui

OBJECTIVOS

Adquirir e aprofundar conhecimentos sobre dinâmicas de grupo

Desenvolver dinâmicas de grupo como estratégia de intervenção com crianças e adolescentes

Perspectivar as dinâmicas de grupo no enquadramento de valores ambientais e de cidadania e em contextos de Escolas, Clubes e Autarquias

Planificar a intervenção com base em dinâmicas de grupo em situações-caso

PROGRAMA

Enquadramento teórico, estratégias e actividades das dinâmicas de grupo

Dinamização de grupos de crianças e de adolescentes

Dinâmicas de apresentação

Dinâmicas interpessoais

Dinâmicas de grupo para o desenvolvimento da actividade de grupo e de estimulação e regulação de debates

Dinâmicas no âmbito dos Direitos Humanos, da Educação para a Paz, do Ambiente, da Afectividade e

Educação Sexual, da Educação do Consumo e da Intervenção na Comunidade

Jogos de Cooperação

Linhas de programação e de planificação da intervenção

Prática e análise de situações-caso

“Mudando a sala de aula, podem mudar-se comportamentos”

Abril 9, 2010 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Artigo no jornal Público do dia 7 de Abril de 2010, sobre as novas formas de organizar o espaço na sala de aula e as mudanças de comportamento dos alunos.

O mobiliário de madeira foi substituído por fórmica, os quadros tradicionais estão a dar lugar a outros interactivos, mas, no essencial, a sala de aula é hoje igual ao que era há 100 anos ou mais: um professor com uma mesa, junto a um quadro, de frente para 20 ou 30 alunos, que estão sentados em carteiras alinhadas em filas. Como não existem espaços neutros, há uma mensagem nesta forma de organização – uma hierarquia vertical, em que o professor é o agente e os estudantes o elemento passivo. Estão ali para ouvir, de preferência sentados direitos.

Na prática, já há muito que nada é assim: há quem deite as cadeiras para o chão, quem se levante e passeie pela sala, acabando todos na rua com uma falta disciplinar, ou quem se deixe ficar sentado, mas alheado. Há outras formas de viver a sala de aula, mas, no essencial, esta transformou-se num pesadelo para os professores e numa “seca” para os alunos. Entre os que chegam ao ensino superior, “já são muito poucos aqueles que conseguem ser estimulados”, constata Diogo Teixeira, director do Instituto Superior Autónomo de Estudos Politécnicos (IPA), em Lisboa. Terá que ser assim?

Diogo Teixeira, o coreógrafo João Fiadeiro e o designer José Luís Azevedo estão convictos de que é possível mudar este estado de coisas e que para tal não são precisos mais meios do que aqueles que os professores e alunos já têm à mão. Basta querer fazer. Esse é o desafio que estão a lançar aos docentes do ensino básico e secundário. O primeiro passo aconteceu na segunda-feira, com o workshopReinventar a sala de aula.

Foram enviados convites às escolas da Grande Lisboa, onde se afirmava, entre outros pressupostos, que a sala de aula, tal como está agora, “é um espaço antinatural”. Inscreveram-se 50 professores, participaram 30, que era a lotação máxima. Fiadeiro e Azevedo são também professores, mas no ensino superior. Com os docentes que estão antes deles não pretendem “discutir conteúdos ou pedagogias”, mas sim propor “novas abordagens à forma como se pode lidar com o espaço de uma sala de aula”, já que têm como certo que intervir aqui é também mexer no modo como professores e alunos se comportam e se relacionam.

Admitem que há uma espécie de “clima de guerra” instalado nas escolas, mas não acreditam que este se resolva com mais medidas disciplinares. Fiadeiro diz que esta é uma resposta provocada pelo “medo”.

José Luís Azevedo chama a atenção para o facto de quase terem deixado de existir pontes entre professores e alunos. Para as reconstruir, defendem ambos que os docentes têm de envolver mais os estudantes na tomada de decisões, a começar, por exemplo, pelo modo como se pode transformar uma sala de aula.

Coisas simples; soluções móveis. Por exemplo, juntando as mesas de forma a organizá-las em quadrados, ou num grande rectângulo, e sentando os alunos em volta. Esta não é só uma disposição que favorece mais a participação e aproxima o professor, como pode ser também uma forma de mudar comportamentos.

Azevedo chama a atenção de que, com esta organização, sabota-se uma hierarquia “clássica” entre os alunos: os mais barulhentos nos lugares de trás, os mais disciplinados e atentos nos da frente. No Inverno, a proximidade dos corpos ajuda também a tornar as salas menos frias. O sentimento de conforto é um redutor de agressividade, lembra o designer, que sobe a uma cadeira e cola um filtro amarelo por cima da luz de néon branca. O ambiente mudou. Mais quente, mais acolhedor, mais calmo.

E por que não alargar a participação, dando aos alunos que geralmente não vão ao quadro a possibilidade de escreverem na parede que está mesmo por detrás deles? Basta pintá-la com uma tinta, agora lançada no mercado, que transforma qualquer parede num quadro de ardósia, onde se pode escrever a giz e apagar depois.

“A cantina da nossa escola é tão deprimente. Se pedíssemos a um grupo de estudantes que a transformasse, talvez conseguíssemos que muitos mais fossem lá almoçar”, diz a psicóloga de uma escola, que acrescenta logo de seguida: “Mas os professores nem tempo têm para pensar.”

João Fiadeiro fala de “pensamento criativo”. Para que uma acção resulte, é necessário identificar quais são os constrangimentos de base, a “falta de tempo” será um deles, mas não para baixar os braços. Ideias de partida: “Parar para pensar”; encarar os problemas como “uma oportunidade”; recusar o lamento habitual do “não há meios”, já que “é sempre possível trabalhar com aquilo que já se tem”.

É o contraponto à escola futurista apresentada de manhã por António Câmara, professor da Universidade Nova de Lisboa e fundador da empresa YDreams. A realidade virtual não pode ficar à porta da sala de aula, diz o inventor.

Os docentes têm dificuldades com as novas tecnologias? Deixem que sejam os alunos a explicar como este mundo, que é o deles, funciona, aconselha Azevedo. É preciso voltar a “aprender, fazendo”, conclui Diogo Teixeira.

Mas sobretudo, diz também António Câmara, é preciso não esquecer que um professor pode ainda ser a pessoa que tem o poder de mudar a vida de um jovem.


Entries e comentários feeds.