Abuso de crianças e jovens : da suspeita ao diagnóstico

Abril 8, 2010 às 10:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Da necessidade de equipar com um instrumento de trabalho todos aqueles que trabalham com crianças e jovens, nasce o livro “Abuso de Crianças e Jovens – Da suspeita ao diagnóstico” – uma publicação que dá pistas para identificar o abuso, sistematizando todo o conhecimento relevante sobre o assunto.
Os objectivos do livro passam por promover a correcta suspeição e/ou detecção de abuso, a sinalização adequada, o diagnóstico certo e atempado, a protecção da vítima e a salvaguarda da investigação criminal de forma a evitar desfechos fatais.
Teresa Magalhães, directora do Instituto de Medicina Legal da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (IML-FMUP) afirma que o alerta para situações de abuso “está a falhar muito em Portugal”, sendo que para esta situação se reverter é necessário o envolvimento de todos: Estado, educadores, professores, médicos, psicólogos, assistentes sociais, advogados, magistrados, entre outros.
Os indivíduos compreendidos nos processos inerentes à acusação (detecção, sinalização, diagnóstico e prevenção) devem estar sensibilizados para o trabalho multidisciplinar e articulado a realizar, uma vez que “investigações individuais são na maior parte das vezes, mais perniciosas do que úteis”.
Os vários capítulos abordam o tema do ponto de vista médico, científico e jurídico desmistificando receios e dúvidas, destacando a importância da sinalização e denúncia correctas. Dos factores de risco, aspectos epidemiológicos, indicadores psicológicos, físicos e biológicos, abuso sexual e mortal até à justiça nos abusadores de crianças e jovens, a obra é um manual para todos aqueles que trabalham com essa classe etária.
“Abuso de Crianças e Jovens – Da suspeita ao diagnóstico” está à venda desde dia 1 de Março de 2010.”

“Bullying – Intervenção Educativa”

Abril 8, 2010 às 10:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“É necessário que não se associe o bullying a coisas de miúdos”

Abril 8, 2010 às 2:07 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Divulgação, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Entrevista de Tânia Paias, psicóloga clínica ao Portal Educare no dia 5 de Abril de 2010.

EDUCARE.PT: Quais as dúvidas mais frequentes sobre bullying que chegam ao vosso portal?
Tânia Paias:
As questões que nos chegam são variadas. Muitos adolescentes questionam-nos sobre dificuldades na convivência escolar, de relacionamento com os colegas e sua forma de resolução. Outras perguntas incidem sobre questões do bullying propriamente ditas: o que é, como sabem se estão a ser vítimas, como podem ajudar os colegas, irmãos, primos.

Também muitos pais questionam sobre os sinais de alarme do bullying, a forma como devem agir, quais os meios que podem agilizar para fazer face às situações com as quais os seus filhos/educandos se deparam.

E: O que é urgente desmistificar em relação a esta matéria?
TP:
É urgente diferenciar o que se define por bullying, qual a tríade que o classifica, as situações que acontecem dentro do espaço escolar e que são comuns à convivência entre as crianças e adolescentes. É necessário que se perceba que certo tipo de comportamentos são comuns a uma determinada faixa etária, mas que outros não podem ser banalizados.

E: Os sinais de alarme podem, por vezes, passar despercebidos ou confundidos com outras situações. Como lidar com este fenómeno?
TP:
Sim, efectivamente, os sinais de alarme são transversais à própria adolescência. É necessário que os pais estabeleçam com os seus filhos uma comunicação frequente, que mobilizem esforços para participarem mais na vida adolescente, que estejam atentos, que fomentem uma liberdade controlada e que criem momentos de reunião familiar, onde se possam discutir as questões com que os próprios filhos se deparam no dia-a-dia.

É importante que os filhos sintam os pais como aliados e como alguém que está disposto a ouvi-los sempre que necessitem e que possam pensar em alternativas de resolução das suas conflitualidades. É necessário que assumam uma participação activa no espaço escolar, que participem nas reuniões, que tenham um diálogo próximo com os professores.

E: Qual a atitude mais adequada para os pais quer dos alunos vítimas de bullying, quer dos alunos agressores?
TP:
Os pais quer dos alunos vítimas quer dos alunos agressores, devem ser proactivos na procura de soluções. Em cada um dos casos devem articular com a comunidade educativa e com os recursos ao nível da saúde para limitar o seu comportamento e sofrimento.

E: Bastará trabalhar as questões emocionais? Ou será preciso mais do que isso?
TP:
É fundamental trabalhar as questões emocionais, pois em qualquer uma das posições (vítima/agressor) existem padrões emocionais que necessitam de ser redefinidos, quer seja pela dificuldade em se defender, quer seja pela conduta agressiva, de poder. Os aspectos sociais, de pertença grupal, também necessitam ser trabalhados, assim como as questões da cidadania, da responsabilização.

E: Tem defendido programas de prevenção nas escolas. Como facilitar a abordagem do bullying pela comunidade escolar? Quais as competências que deve adquirir?
TP:
Os próprios adolescentes devem ser agentes activos na disseminação do bullying, para tal é necessário que conheçam a realidade de quem é vítima e quais as suas repercussões. Jogos dramáticos, dilemas de vida são muito bem aceites pelos adolescentes, permitindo-lhes uma maior consciencialização das dificuldades que cada um vive.
É imprescindível que adquiram competências relacionais, que compreendam os valores individuais e os valores grupais e que para se inserirem num grupo não é necessário aniquilarem os seus valores individuais. As questões da cidadania são essenciais e devem ser trabalhadas nas aulas para o efeito, uma vez que é necessário desconstruir certo tipo de conceitos veiculados pelos adolescentes – nomeadamente do “rufia” como aquele que tem as características mais aprazíveis.

E: Como devem reagir os responsáveis educativos quando há um ou mais casos nas suas escolas?
TP:
A comunidade educativa deve accionar todos os meios que estão ao seu dispor para responsabilizar os actos de quem pratica bullying e proteger os que são vítimas. É necessário fomentar a partilha entre escola e família.

E: Há razões para preocupações, já que são reportadas cada vez mais situações de bullying?
TP:
Alguns estudos indicam que se tem vindo a verificar uma diminuição dos casos de bullying nas nossas escolas. Talvez o facto das pessoas estarem mais despertas para os sinais de alarme seja uma das causas para que cada vez se reportem mais casos. Há sempre razão para preocupação neste tipo de fenómenos, contudo as escolas têm vindo a pensar e implementar medidas de combate, de prevenção em meio escolar. Os próprios pais também são mais activos na procura de soluções. O necessário é que não se associe o bullying a coisas de miúdos.

E: O vosso portal é mais procurado por alunos ou por pais?
TP:
O portal é muito procurado por adolescentes, mas os pais também são um público constante quer no chat, quer via e-mail. Também adultos outrora vítimas são uma constante; reportam-nos a sua situação enquanto alunos e no fórum auxiliam os outros nas dúvidas que colocam. Professores e outros técnicos (psicólogos, enfermeiros) também nos costumam procurar.

E: Quantas visitas e contactos recebem normalmente por semana?
TP:
No lançamento do portal tivemos uma média de procura a rondar os 30 contactos diários, depois estabilizou um pouco, mas sempre que algum acontecimento é noticiado pelos meios de comunicação, o portal sofre um novo incremento.

Em situações regulares, temos uma média de 50 contactos semanais, por entre as diferentes modalidades que o portal oferece – chat, e-mail, fórum.

E: Como é constituída a vossa equipa?
TP:
A nossa equipa é constituída pelo corpo clínico da Psicronos, uma clínica de psicologia e avaliação psicológica. Cada um dos técnicos, dentro da sua disponibilidade, está online para que quem nos quiser contactar em tempo real possa fazê-lo. Sempre que o chat está offline, todos os contactos serão efectuados via e-mail.

E: Também promovem acções de sensibilização em escolas? Há projectos na agenda?
TP:
Sim, as acções de sensibilização, quer em meio escolar quer noutro meio, também fazem parte dos nossos serviços. Durante o mês de Abril, vamos levar a cabo acções em Lisboa (Escola de Comércio), na Batalha, em Mértola, em Portimão. Para Maio estaremos na feira do livro de Lisboa e em Faro.

Presença da Drª Dulce Rocha, Presidente Executiva do IAC no Jornal das 12.00 na RTP N

Abril 8, 2010 às 10:32 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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A Drª Dulce Rocha, Presidente Executiva do IAC, irá estar presente no Jornal das 12.00 na RTP N, hoje dia 8 de Abril de 2010. O tema a  abordar será a adopção.

Conferência de Arquimedes da Silva Santos

Abril 8, 2010 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Conferência realizada no 2º Encontro do Movimento Português de Intervenção Artística e Educação pela Arte, em Almada no dia 30 de Outubro de 2009. Apresentação inicial de Lucília Valente e de Maria Emília Brederode, que fez uma resenha da obra e biografia de Arquimedes da Silva Santos. Ver Conferência Aqui e Aqui

Alguns dados biográficos:

Arquimedes da Silva Santos, sócio do Instituto de Apoio à Criança, nasceu em 1921, conclui a Licenciatura em Medicina em 1951 na Universidade de Coimbra, seguindo-se estágios em pediatria, cardiologia e terapêutica médica nos Hospitais da Universidade de Coimbra. Conclui o Curso de Ciências Pedagógicas pela Universidade de Coimbra. Estagia durante sete anos gratuitamente nos hospitais D. Estefânia , Júlio de Matos, de Santa Maria, no Instituto de Oncologia, em especialidades ligadas à infância e à psiquiatria. Em 1960, é um dos primeiros a entrar no Quadro de Especialistas em Neuropsiquiatria Infantil da Ordem dos Médicos. Em 1962 é Bolseiro do Governo Francês para aperfeiçoamento dos estudos em Pedopsiquiatria e Psicopedagogia na Sorbonne (Universidade de Paris). Desde 1965, desenvolveu, na Fundação Gulbenkian, estudos na área da psicopedagogia e das expressões artísticas, saiu desta instituição em 1974 por motivos logísticos, regressando na década de oitenta e noventa, para ministrar cursos no Centro Artístico Infantil, do ACARTE. Cria o consultório Médico-Psico-Pedagógico, em 1968, chefiando como pedopsiquiatra uma equipa multidisciplinar no âmbito da diagnose e reeducação de dificuldades escolares da infância e da adolescência. Foi sua a proposta da criação da Formação de Educadores pela Arte no Conservatório Nacional de Lisboa, da qual foi responsável. Foi professor de várias disciplinas e presidente do Conselho Pedagógico da Escola Superior de Educação pela Arte, transitando em 1986 para a Escola Superior de Dança do Instituto Politécnico de Lisboa. Arquimedes da Silva Santos defende a Educação pela Arte, a arte integrada no quotidiano das escolas, desde o pré-escolar, conjugando a pedagogia, psicologia e expressões artísticas. Tem um papel pioneiro e de reflexão em várias associações e organizações ligadas à Arte-Educação e à Intervenção Artística, como o Instituto de Apoio à Criança, Movimento Português de Intervenção Artística e Educação pela Arte Associação Portuguesa de Educação pela Arte. Agraciado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique (1998), recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública (2001). Poeta, médico e escritor, tem uma vasta obra publicada. Alguns exemplos:

Aspectos psicopedagógicos da actividade lúdica (1991). Lisboa: Instituto de Apoio à Criança, (Cadernos IAC, 3).

Do método de João de Deus à formação de educadores de infância (1986). Lisboa: Escola Superior de Educação João de Deus.

Mediações artístico-pedagógicas (1989, imp.). Lisboa: Livros Horizonte, (Biblioteca do educador, 114). MNR SNT/Ens/0068

Mediações arteducacionais (2008). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
Dados biográficos retirados deste site


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